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Quinta-feira, Maio 04, 2006

CLASSE DE ZEVEN PROVINCIEN. A fragata anti-aérea e de comando da Holanda.


DESCRIÇÃO
A Holanda, Espanha e a Alemanha, assinaram um acordo para o desenvolvimento de modernas fragatas com ênfase na missão anti-aérea. Esse acordo trata da plataforma, mas não dos sistemas de combate integrados aos navios. Esses navios foram apresentados no Campo De Batalha em matérias anteriores. São a fragata espanhola F100 Alvaro de Bazan e a fragata alemã da classe Sachsen. Agora descreverei a terceira fragata resultante desse acordo, a fragata LCF ou classe De Zeven Provinincien, como foi batizada, que permitiu um significativo aumento do poder de fogo das marinhas desses três países.
Acima: A fragata LCF pode ser uma surpresa bastante desagradavel, para aqueles que a substimarem baseados no seu pequeno tamanho. Seu poder de fogo é maior que o de muitos destróieres e fragatas maiores.
O De Zeven Provincien ou LCF, tem o seu desenho, focado na diminuição de sua assinatura de radar, infravermelha, magnética e acústica, assim como os outros dois navios relacionados ao acordo trilateral para o desenvolvimento de fragatas. Alias, é interessante notar que todos os modernos projetos de navios de guerra tem seu desenho orientado para se conseguir esses efeitos, como sendo o principal objetivo a ser atingido nos seus desenvolvimentos.
Acima: Nesta foto vemos um radar APAR de varredura eletronica usado na LCF. Este radar permite um aumento significativo na agilidade de detecção. Ele é capaz de rastrear 250 alvos simultaneamente.
No LCF foi instalado um sistema de dados de combate SEWACO XI desenvolvido pela Thales Naval Nederland. O navio usa uma suíte de comunicação da Rohde & Schwarz que inclui comunicação segura de voz e dados via satélite, link 11 e link 16, que é o padrão da OTAN. Os radares usados na fragata LCF são o Thales APAR tridimensional, multifunção do mesmo tipo usado na fragata alemão da classe Sachsen, e que possui um alcance de 150 km e com capacidade de rastrear mais de 250 alvos simultaneamente. Esse radar é usado para iluminar os alvos para os mísseis Standard SM 2; O radar Smart-L, também tridimensional igualmente usado na classe Sachsen, é usado para a busca aérea e de superfície a um alcance de 400 km; Para apoio a navegação é usado os radare Scout LPI de baixa probabilidade de ser interceptado. Além dos radares, um sensor Sirius LR-IRST de busca passiva infravermelha é usado para identificar mísseis de perfil sea skimming no horizonte. Para detecção submarina é usado o sonar Atlas Electronik DSQS-24C, que está montado no casco. Esse radar permite busca e ataque. No campo das defesas eletrônicas, as fragatas LCF, são bem equipadas, e contam com um sistema de guerra eletrônica integrado Sabre, da Thales Defense, além de lançadores de iscas Lockheed Martin Sippican.
Acima: Um missil ESSM sendo disparado de um antigo lançador octoplo. Nas LCF, esse missil será lançado verticalmente pelo lançador MK-41
O armamento desta fragata,assim como as suas irmãs alemã e espanhola, é otimizado para a guerra anti-aérea, e mais pesado que a média desse tipo de navio. Um lançador vertical de mísseis MK-41 norte americano, de 32 células, está montado a frente do navio e está armado com mísseis ESSM, envolved sea sparrow que são usados contra mísseis anti navio que ataquem a LCF, e que possuem um alcance de 50 km; Mísseis Standard SM-2 são também, lançados deste lançador e são capazes de destruir um avião a 75 km. Ainda no campo do armamento anti aéreo, o LCF é equipado com 2 canhões CIWS de 30 mm Goalkeeper, 2 canhões Oerlikon de 20 mm e um canhão principal, a frente do navio, OTO-Breda de 127 mm, que é usado tanto contra alvos aéreos como contra alvos de superfície. Para guerra anti-navio, estão instalados 2 lançadores quádruplos para mísseis Harpoon da Boeing, e que podem afundar um navio a 130 km. Estes excelentes mísseis, são capazes de afundar a maioria dos navios de superfície com apenas um impacto. A partir de 2008 os navios da classe LCF serão armados com os famosos mísseis Tomahawk, que serão lançados de seu lançador MK-41. Esses mísseis de cruzeiro tem um alcance de 2500 km e são guiados por GPS, sendo por isso, muito precisos, com um CEP de 10 m. Contra submarinos estão instalados 2 lançadores duplos de torpedos de 323 mm MK-32 Mod-9, sendo que estão montados um de cada lado do navio. Um helicóptero médio NH-90 é operado no hangar trazeiro, assim como a fragata sachsenn alemã.
Acima: O helicóptero médio NH-90, é uma moderna plataforma multifuncional cujo custo de aquisição e de operação estão abaixo dos seus concorrentes, como o EH-101 Merlin da Westland Agusta.
A propulsão da fragata LCF , é do tipo diesel elétrica (CODOG). Duas turbinas Roll Royce Spey SM-1C, geram, cada, 18.5 MW. Mais dois motores a diesel Storc-Wartsila 16V6ST, geram mais 8.4 MW. A velocidade máxima alcançada pela LCF é 60 km/h, e tem uma autonomia de 10000 km quando em velocidade de 36km/h.

FICHA TÉCNICA
Tipo: Fragata de escolta antiaérea.
Tripulação: 202 tripulantes.
Data do comissionamento: Abril de 2002.
Deslocamento: 6050 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 144,24 mts.
Boca: 18,8 mts.
Propulsão: 2 motores a diesel Storc-Wartsila 16V6ST e 2 turbinas a gás Roll Royce Spey SM-1C
Velocidade máxima: 60 km/h

Alcance: 10000 Km
Sensores: radar de busca: Thales Nederland SMART-L de varredura eletrônica 3D com 400 km de alcance. Radar APAR 3D multifunção com 150 km de alcance, radar de navegaçãp Scout LPI, Sonar Atlas Electronik DSQS-24C
Armamento: AAW: 1 lançador vertical MK41 de 32 células para mísseis ESSM e Standard SM2, SSM: 2 lançadores quádruplos para mísseis Harpoon, 1 canhão OTO Breda de 127 mm; 2 canhões Oerlikon de 20 mm, ASW: 2 lançadores duplos MK-32 para torpedos de 323 mm. Canhões CIWS Goalkeeper de 30 mm (Em 2008, serão instalados mísseis Tomahawk, que serão lançados dos lançadores MK-41)
Aeronaves: 1 Helicóptero NH90.



Acima e abaixo: Aqui temos duas concepções artisticas do LCF, quando ainda era um projeto. Esse navio, assim como as embarcações irmãs da Espanha e Alemanha, permitiram um aumento na eficácia no combate anti-aéreo, e no gerenciamento de projetos multinacionais.

5 comentários:

Anderson Carias disse...

Boa tarde carlos... muito boa esta martéria... carlos você acha que uma fragata desta seria uma boa opção? ou você tem preferencia por alguma otra especifica.. têm um video muito bom desta fragata disparando.. e mostrando sua capacidade!
http://www.youtube.com/watch?v=9N_XVMVz7UQ&feature=related

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anderson. Obrigado!
A Fragata De Zeven Provincien, seria sim, um interessante navio de guerra para nossa marinha pois seu desenho de baixa reflexão, sensores de alto desempenho e armamento equilibrado nos daria uma capacidade de combate inédita.
Abraços

Jean Clair disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jean Clair disse...

Oi,

estava observando o ESSM sendo disparado mesmo lançador tradicional do sea sparrow, mk 29 -
* pergunto, como pode o ESSM ter 50km de alcance já que presumo tenha as mesmas dimensões do sea sparrow, uma vez que pode utilizar o mesmo lançador -

* haveria possibilidade de realizar um up grade dos sensores e lançadores das Niterói para disparar o ESSM?

Na minha opinião o mesmo seria ideal para modernizar as Type 22 s prover defesa AA para o A-12 -

Qual a comparação de eficiência que pode ser feita entre o ESSM e o Aster 15?

Já existe a versão naval do sistema Rafael Spyder (Derby / Python V)?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Jean. O ESSM é um pouco maior. Seu peso é de 280 kg contra 230 do Sea Sparrow. Fora isso, as dimensões do ESSM são pouco maiores que a do Sea Sparrow. Mesmo a composição do motor influencia o alcance do míssil.
Já sobre a eficiência de um e de outro é dificil afiormar qual é melhor. O sistestema de guiagem do ESSM é por radar semi ativo e o do Aster é com radar ativo. Ambos recebem atualização de meio curso por data link. ESSm tem quase o dobro do alcance do Aster 15.
Instalar o ESSM nas Niterois é uma possibilidade válida, porém o projeto desses navios é antigo e o ideal seria sua substituição.
Abraços