
DESCRIÇÃOA poderosa fragata espanhola, F-100 Alvaro De Bazan, ou simplesmente F-100, é um ícone dentro dos modernos vasos de superfície nas forças navais mundiais. A F-100, além de muito bem armado, é também muita bem equipada eletronicamente , sendo a primeira fragata, a ser equipada com o poderoso sistema de busca AEGIS, muito conhecido graças aos poderosos destróieres e cruzadores americanos que o empregam. De fato, esse sistema torna a fragata F-100, um navio impar na categoria dele.
A F-100 foi construída pelo estaleiro Izar, sob uma encomenda da marinha espanhola que precisava de escoltas mais eficientes, que pudessem prover ampla cobertura antiaérea, combate antinavio e caça a submarinos. Foram encomendados 4 navios, sendo o primeiro, o Álvaro de Bazan comissionado em outubro de 2000, e quarto, deve ser comissionado e meados de 2006. Existe uma expectativa de que o governo espanhol encomende um 5º navio dessa classe, no futuro.

Acima: A montagem do sistema AEGIS é uma característica desse navio, que o torna, um pouco mais alto do que o desejavel. Porém o sistema permite um controle do espaço aéreo, formidavel.O principal sensor do F-100, é o radar AEGIS SPY-1D, que permite rastrear mais de 100 alvos a 450 Km de forma ininterrupta, já que se trata de um radar de varredura eletrônica. Sem dúvidas é o melhor sistema de busca já instalado num navio da categoria de fragata. O sistema AEGIS controla a detecção e a seqüência de engajamento, mais adequada para cada situação. Atualmente uma nova versão deste potente radar está sendo instalada no F-100. O radar SPY-1D, vai melhorar a agilidade no combate antimíssil, e controle aéreo. Um outro radar, o AN/SPS-67, também está instalado, fazendo busca bidimensional, de curto alcance, e otimizando a capacidade de detecção de alvos a baixa altitude. O sonar usado, é um Raytheon DE-1160 LF, que funcional na forma ativa e na passiva. Este sonar está montado na estrutura do casco.


Acima: Os navios da classe Alavaro de Bazan, se assemelham muito aos destróiers americanos, da classe Arleigh Burke
O armamento do F-100 é composto por 2 lançadores quádruplos de mísseis Harpoon, antinavio, com alcance de 130 Km, e padrão de vôo sea skimmer, e orientação por radar ativo na fase terminal do ataque. Esta arma é bem comum, nos países considerados amigos pelos Estados Unidos. Para combate antiaéreo, o F-100 está equipado com um lançador vertical MK-41 com 48 células de lançamento para mísseis ESSM com alcance de 50 km e guiagem semi-ativa. O lançador MK-41, está também, equipado com os mísseis Raytheon Standard SM-2 MR block III, com alcance em torno de 70 km, e guiagem semi-ativa, como no ESSM. O navio, está armado com um canhão multipropósito MK-45 de 127 mm, que é usado para dar apoio de fogo em ações de desembarque, ou contra alvos aéreos. Para
tanto, esse canhão é controlado por um radar de controle de fogo DORNA, que funciona usando um sistema de apoio eletro-optico, junto com a antena de radar de banda K. Para defesa de ponto um sistema CIWS Meroka 2B, (A direita) com 10 canos de 20 mm, rendem uma cadência de 3600 tiros por minuto. Esse sistema está integrado a uma câmera infravermelha, e ao radar AEGIS. Além do Meroka, mais 2 canhões de 20 mm estão montados no convés.Os lançadores de torpedos não foram esquecidos para armar o F-100, e foram instalados 2 lançadores triplos, MK-32 para torpedos leves MK-46, além de morteiros antinavio, do qual dois estão instalados.

tanto, esse canhão é controlado por um radar de controle de fogo DORNA, que funciona usando um sistema de apoio eletro-optico, junto com a antena de radar de banda K. Para defesa de ponto um sistema CIWS Meroka 2B, (A direita) com 10 canos de 20 mm, rendem uma cadência de 3600 tiros por minuto. Esse sistema está integrado a uma câmera infravermelha, e ao radar AEGIS. Além do Meroka, mais 2 canhões de 20 mm estão montados no convés.Os lançadores de torpedos não foram esquecidos para armar o F-100, e foram instalados 2 lançadores triplos, MK-32 para torpedos leves MK-46, além de morteiros antinavio, do qual dois estão instalados.
Acima: Nesta foto, pode-se observar algumas medidas para diminuir a reflaxão ao radar, incorporadas ao casco do navio. Embora os projetos europeus recentes tenham a característica de furtividade, muito explicíto, nos navios da classe F-100, elas são um pouco mais discretas.A propulsão do F-100 é do tipo CODAG, ou seja, a já bem conhecida combinação diesel e gás, igual a tantos outros navios já descritos nesse blog. O sistema é eficaz e permite uma manutenção com custos mais aceitáveis que a de uma propulsão nuclear. Dois motores Navantia a diesel que rendem 9MW. As turbinas a gás, são duas GE LM 2500, também amplamente difundidas nesse tipo de navio que providenciam 35 MW de potência. Esse sistema de propulsão consegue levar o F-100 a uma velocidade máxima de 57 km/h, o que é muito bom para esse tipo de navio.
Acima: Os navios F-100 são rápidos e ageis permitindo um brilhante desempenho em ambiente oceanico.
Com o F-100 Alvaro de Bazan, a Espanha passou a contar com um meio de combate muito poderoso e flexível, e certamente um dos melhores navios europeus de todos os tempos. O único navio tão bom, ou até um pouco mais capas seria o novo navio britânico Type 45 HMS Daring, que está quase pronto para iniciar os testes no mar.

FICHA TÉCNICA
Tipo: Fragata multimissão.
Tripulação: 250 tripulantes.
Data do comissionamento: Outubro de 2000.
Deslocamento: 5800 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 146,7 mts.
Boca: 18,6 mts.
Propulsão: 2 motores a diesel Navantia (Izar) com 9MW e 2 motor a gás GE LM 2500 com 35 MW de potência.
Velocidade máxima: 57 km/h
Alcance: 9000 Km
Sensores: Radar de busca: SPY-1D com 450 Km de alcance. Radar de busca de superfície: AN/SPS-67. Sonar: Raytheon DE-1160 LF
Armamento: AAW: 1 lançador vertical MK41 de 48 células para mísseis ESSM e Standard SM2, 1sistema CIWS Meroka 2B com 10 canos de 20 mm; SSM: 2 lançadores quádruplos para mísseis Harpoon, 1 canhão MK-45 de 127 mm; 2 canhões de 20 mm; ASW: 2 lançadores triplos MK-32 para torpedos leves MK-46.Aeronaves: 1 helicóptero Sikorsky SH-60B Sea Hawk
Acima e abaixo, temos desenhos e esquemas do navio F-100, em que podemos visualisar melhor seu modelo e disposição de equipamentos.




18 comentários:
ola carlos,na sua opinião qual seria a melhor opção para o brasil;a f-100 ou a fremm??
a f-100 é furtiva??
Olá Luiz. A F-100 tem algumas soluções para diminuiçâo de seu RCS, porém bem mais timidamente que nas FREMM. Eu prefiro as FREMM para o Brasil por ser um projeto inteirmante europeu e mais avançado.
Abraços
Olá, Carlos, grande análise, mas só tenho uma pergunta: Qual é mais caro de se operar e de custo unitário? O Destróier Arleigh Burke ou a Fragata F-100?
Olá Rob. Eu n]ão tenho os dados de custo de cada um, porém a parte eletrônica e a propulsão são as mesmas de forma que a F-100 é, praticamente, uma versão da Arleigh Burke.
Os custos de ambas devem ser muito similares com uma pequena vantagem para a F-100 (mais barata de manter)
Abraços
Saudações Carlos!!!
Pelo que eu li sobre a F100 Alvaro de Bazan, ela seria uma fragata transvestida de destroer, de certa forma uma copia fragmentada do Arleigh Burk. Tal fato de parte dessa tecnologia ser americana, ela se deu como troca de tecnicologia ou permissão de alguns elementos, porém, sem maiores interesses de parceria. o AEGIS tem qualidade superiores aos demais europeus?
Olá Guardião. A F-100 é a mais poderosa fragata do mundo e suas capacidades superam a de muitos destroiers. A qualidade de seus sistemas é tão bom quanto a de qualquer navio europeu, porém sua capacidade, principalmente em termos de radares, é superior.
Abraços
Saudações Carlos e parabens pelo blog.
Carlos, seria possível a instalação desse radar AEGIS SPY-1D em outros navios via contrato binacional de fabricação tanto com construtores europeus (BAE, Meko, DCN) e a Rayteon para equipar as aquisições da MB nesse programa de susbstituição de escoltas e até na possível equipagem do A-12 ?
Aonde se lê Rayteon, leia-se Lockreed Martin , falha minha.
Olá Mario. A compra dos radares são possíveis sim, mas a instalação devem ser feitas, preferencialmente, em navios projetados para comportar os equipamentos do sistema AEGIS que tem dimensões consideráveis e afetariam a estabilidade de um navio não projetado para ele.
Abraços
Carlos, que navios eles teriam aptidão de uso sem compromenter a estabilidade do mesmo .
Obrigado.
Ola Mario. Os navios precisam ser projetados já pensando nesse sistema e assim tempos o F-100, F-110, Arleigh Burke, Nansen, Ticonderoga, Congo, Atago, Horbart. A marinha do Brasil recebeu oferta do Arleigh Burke dos EUA, mas já rejeitou pois é caríssimo de comprar e de manter.
Abraços
Saudações Carlos!!!
O Prosuper parece esta de vento em popa. Que os anjos digam amem. Li os comentários no Defesa net e ao que parece, temos em torno de cem empresas querendo se consorciar, mas, ao quer tudo indica, a dianteira é da NAVANTIA, a Espanhola da construção naval. Carlos há probabilidade desse acordo com os hispanos sair? A família F alguma coisa tem boa navegabilidade, designer furtivo? O Grande trunfo, pelo que percebi seria a carta branca pra instalação do sistema aegis, como gerenciador do teatro. E a empresa americana, salvo engano, a martin lokehid. Desculpe a grafia não deu pra verificar. Estaria disposta a ajudar a Navantia e forneceriam a tecnologia além do excelente offset oferecido. Espanha seria boa pedida com a crise na zona do euro? Grande abraço!
Olá Guardião.
os navios da Navantia são sempre embarcações modernas e bem armadas. O navio mais furtivo e moderno deles é o F-110, já descrito nesse blog. Porém a Navantia está apresentando o F-100, a mais poderosa fragata do mundo. Eu tenho um contato dentro do ministério da defesa e esta pessoa me informou que a empresa que tem vantagem dentro do prosuper é a fincantieri da Itália com sua FREMM. Eu considero que o melhor navio seria a FREMM italiana pois a considero mais "equilibrada". A F-100 não tem um desenho tão furtivo quanto os navios concorrentes do prosuper e isto é decorrência da idade do projeto. Seu preço é mais alto para adquirir e manter, graças ao sistema AEGIS.
Abraços
Saudaões Carlos!!!
Grato, mais uma vez pela atenção. Eu tenho um olhar de simpatia e de gratidão pela Itália e eles pelos os brasileiros, não me lembro o nome da região que é muito afeta a nó. Pois durante a segunda guerra, enquanto os ingleses enterravam e queimavam alimentos e os americanos davam os restos, nossos bravos guerreiros dividiam e as vezes ficavam sem comer para dividir com as crianças, assim, nasceu a simpatia pelos pracinhas da FEB e que se espalhou por boa parte da Italia. Pelo que me falastes, é bem possível que a Italia vença. Eu apenas fico a sonhar com o gerenciador de operações e consciencia situacional, o AEGIS. Mas, talvez, ainda seja possivel contar com o sistema
Olá, Carlos, novamente mais uma pergunta rsrsrs
Não tenho muito conhecimento quanto a sonares, mas quais são os melhores atualmente?
Desde já, obrigado!
Olá Rob;. Também não tenho conhecimentos em sonares para lhe apontar o melhor ou o pior.
Abraços
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