PESQUISA DE EQUIPAMENTOS

Pesquisa personalizada

Sábado, Junho 24, 2006

HMS QUEEN ELIZABETH. O futuro porta aviões da Royal Navy


DESCRIÇÃO
O futuro porta aviões CVF, ou HMS Queen Elizabeth, como é conhecido hoje, Royal Navy, como é mais conhecida, será 3 vezes maior que os navios que ele substituirá, os navios da classe Invencible. Esse aumento do tamanho dos porta aviões inglês, veio de uma mudança da doutrina da royal navy, que usava porta aviões leves equipados com poucos aviões, fazendo com que não tivesse a independência que precisava para poder sustentar uma campanha contra alvos em terra, de forma que sempre acabava necessitando de apoio da força aérea. Os pequenos porta aviões da classe Invencible transportam 24 aeronaves, sendo que dessas, 9 são caças Harriers GR-7 e GR-9. Essa força, permite uma capacidade de ataque eficaz, mas o pequeno número de aviões, assim como o desempenho subsônico, faz com que os porta aviões dessa classe não possam se defender contra caças de alto desempenho, e manter um ataque por muito tempo. Assim o novo HMS Queen Elizabeth terá aproximadamente 300 m de comprimento com um deslocamento de 55000 a 65000 toneladas, e terá um grupo aéreo de 50 aeronaves, sendo que 40 serão caças e as outras serão helicópteros EH-101 Merlin. E falando em caças, o HMS Queen Elizabeth irá operar o novo caça F-35B JSF, do qual a Inglaterra participa do desenvolvimento. O F-35B, é uma aeronave STOVL (decolagem curta e pouso vertical), como os caças Harriers, porém, ele tem 3 vantagens importantes. Ele é supersônico, mais manobrável que os Harriers, e é “stealth”. Com essas características a royal navy será capaz de não só atacar, como também impor superioridade aérea sem ajuda das outras forças.
Acima: Nesta foto, temos um protótipo do F-35B em testes. este aviões aumentarão significativamente a capacidade de combat da forta inglesa.
Recentemente a França discutiu com a Inglaterra a participação no projeto do HMS Queen Elizabeth, para poder construir um navio para sua marinha e assim substituir o problemático porta aviões nuclear Charles De Gaulle naquela força.
Acima: Neste desenho, podemos ver um grupo de caças estacionados na parte traseira do deck. Este desenho evidencia as maiores dimensões deste projeto.
Uma coisa interessante é que muitos desenhos diferentes já foram estudados para se chegar no modelo atual do HMS Queen Elizabeth, sendo que foram estudados navios com o convés em ângulo e com catapultas convencionais, ou modelos com apenas uma ilha, como são os atuais porta aviões do mundo. O modelo atual, com duas ilhas e uma rampa para lançar os jatos, quando totalmente carregados se mostra mais sofisticado pois permite uma atualização de seus sistemas para poder operar aviões de pouso e decolagens convencionais, se assim a marinha o quiser. Inicialmente, porém, as aeronaves serão as de decolagem e pouso curto. A escolha pela configuração de duas ilhas é bastante pratica, já que a ilha da frente será usada para funções de controle de navegação do navio e a de trás será usada para controle do trafego dos aviões no convés e aéreo.
Dependendo do orçamento disponível, será instalado na ilha da frente, um radar multifuncional Sampson, com 200 km de alcance, e um radar de busca S-1850M, com um alcance de 400 km, na ilha de trás. Esses dois radares são os mesmos usados na nova classe de destróier da Inglaterra, os Type 45 HMS Daring. Os sistemas de comunicação incluem o sistema de distribuição conjunto e transmissão de dados e informação JTIDS e os links 10,11, 14 e 16, fazendo com que o CVF seja compatível com a nova doutrina de guerra centrada em redes.
Com relação ao seu armamento orgânico de defesa, ainda não há certeza de qual será, e se haverá, mas existe estudos para ser incorporado o sistema de defesa aérea Áster, de mísseis de lançamento vertical, igual ao usado nas fragatas Type 45, o que daria um respeitável poder de defesa antiaérea ao CVF.
Acima: Neste desenho a visualisação das duas ilhas, que são a marca registrada desse projeto, ficam bem representadas. reparem que a ilha de tras, tem as janelas voltadas para o deck, devido a sua função de controle aéreo. Já a da frente é voltada para frente para melhor controle da navegação.
A propulsão do HMS Queen Elizabeth será feita por propulsão convencional. Essa escolha se deu porque a propulsão nuclear, além de muita mais complexa, aumentaria os custo de desenvolvimento, fator, esse, que se procura evitar, já que o momento é de contenção de despesas. Atualmente o propulsor estudado é a turbina a gas Rolls Royce marine Trent 36MW MT30 que movimentaria 2 motores elétricos.
A diminuição dos custos de desenvolvimento norteiam este projeto e para esse objetivo alguns sistemas, como os eletrônicos, são os mesmos do destóier Type 45, que está entrando em serviço. Além disso, se as conversações com os franceses a respeito de uma participação no projeto, vierem a dar frutos, o valor poderá cair ainda mais.
Acima: Este desenho do HMS Queen Elizabeth é mais recente é, já é possivel ver o mastro do radar Sampson na ilha traseira. este será o maior navio de guerra europeu, quando entrar em operação.
FICHA TÉCNICA
Comprimento: 265 m.
Calado: 10,3 m
Boca: 70 m
Deslocamento: 65000 toneladas
Propulsão: Turbina a gás Rolls Royce MT-30
Velocidade máxima: 50 km/h
Autonomia: 20000 km.
Sensores: Radar de busca aérea: S-1850M com 400 km de alcance; Radar Sampson multifunção com 200 km de alcance.
Armamento: Ainda não definido. Mas com previsão para um lançador de 16 células para míssil Áster.
Aviação: 42 caças Lockheed Martin F-35B e 8 Helicópteros multifunção Westland/ Agusta EH-101 Merlin.
ABAIXO TEMOS UMA ANIMAÇÃO GERADA EM COMPUTADOR DO HMS QUEEN ELIZABETH.

17 comentários:

PERDIDO NO SITE disse...

Podia-se trocar o nome de CVF para os oficiais HMS QUEEN ELIZABETH E HMS PRINCE OF WALES

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Beleza! Já modifiquei.
Abraços

fully disse...

Esse é um dos melhores sites especializados que ja vi.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Fully.
Muito obrigado pelo elogio.
Abraços

Fernando disse...

Essa embarcação parece honrar a grandeza que a marinha britânica já teve. Mas, uma dúvida. Considerando a marinha americana a mais poderosa em operação, a marinha inglesa ocuparia a posição de "segunda" mais poderosa? Muito boa a matéria, não entendo tanto quanto gostaria de navios e submarinos, mas aqui as informações são bem acessíveis. Parabéns.
Abraços.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Fernando. Obrigado pelo elogio.
A Marinha da Inglaterra é realmente muito poderosa, porém considero a 2º marinha mair poderosa a da Russia. Lmbre-se que a França tem uma marinha do mesmo porte que a Inglesa em termos de capacidade de combate.
Abraços

blogeder disse...

parabens carlos visito quase que diareamente seus blogs,gosto muito da historia militar e das maquinas criadas para ela,seus artigos sao bem coerentes e muito bem fundamentados, e nao tem aquela passionalidade exagerada que vejo ate em mideas especializadas, e parabens tambem pela diversidade dos veiculos,navios e avioes que aparecem no blog,nao se prendendo as tradicionais industrias americanas,russas e europeia, um abraço

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Blogeder.
Obrigado pelas palavras. Eu escrevo os artigos da forma que eu gostaria de poder ler em outras fontes. Por isso, provavelmente, esse formato vem de encontro ao seu gosto e a de todos os leitores destes blogs.
Abraços

Anderson Carias disse...

Boa Tarde Carlos...
Vi recentemente na mídia que a França esta juntamente com a inglaterra produzindo este port-aviões! que ao meu ver é eccxelente arma de persuasão! Você tem idéia de quantas unidades a marinha francesa e Britanica vão fazer???
Outra dúvida! qual seria o valor unitario deste projeto? seria algo em torno de 5-10 Bi... (R$)???

Outra vez quero parabeniza-lô! por este Blog...
! gde abraço!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anderson. Obrigado novamente pelo elogio. estão previstos a construção de 2 porta aviões desta classe para a Royal Navy, porém a participação da França parece estar suspensa por problemas de incompatibilidade de requisitos. porem não soube se já houve algum acerto para a possivel volta da França neste empreendimento. O custo está em 3 bilhões de libras, para os dois exemplares britanicos.
Abraços

poder bélico aéreo brasileiro disse...

Olá Carlos!

Vamos avaliar. Supostamente. Se o Brasil investir cerca de 10 Bilhões, para construir um Navio-Aérodrômo(NA), investimento grade sim, mas, necessério. O custo como você disse é de 3 Bilhões de Libras, como você mesmo disse:"3 Bilhões para os dois exemplares". o Brasil possuí uma indústria naval que vem se modernizando graças ao governo atual. Com encomenda de grandes quantidades de navis, daí o Brasil com o investimento de 10 Bilhões, mas ajuda de um parceiro (França, Inglaterra e etc.). Assim poderia-mos contruir um HMS QUEEN ELIZABETH, "nacional". Mais, algumas centenas de milhares para a manutenção e aviação assim o Brasil terá por muito mais tempo a hegêrmonia na américa do sul. Só falta investimeto e parceiros, quem sabe daqui uns anos nós contruímos um HMS QUEEN ELIZABETH, nacional. O Brasil hoje tem dinheiro que não tinha a alguns anos atrás, falta apenas os investimentos dos políticos!

abraços!

Marcos disse...

OLÁ CARLOS, UMA DUVIDA QUE EU POSSUO SOBRE O NOVO PORTA AVIÕES DA ROYAL NAVY, É A SUA DIMENSÃO, ELE TEM A MESMA CAPACIDADE DE UM PORTA AVIÕES DA CLASSE NIMITZ OU ELE É COMPARADO AO CHARLES DE GAULLE DA FRANÇA?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Marcos.
O Queen Elizabeth está bem mais para o Charles de Gaulle que para o Nimitz. Tenho um artigo sobre o porta aviões Charles de Gaulle nesse blog. O link é> http://navalpowercb.blogspot.com/2006/06/porta-avies-charles-de-gaulle-o.html
Tenho do Nimitz também. O link é: http://navalpowercb.blogspot.com/2006/06/uss-nimitz-o-melhor-porta-avies-j.html
Abraços

anselmoperlin disse...

Carlos E.Di Santis Junior acredito piamente na capasidade de nosso povo e que superariam as dificuldades para construir os navios da nossa marinha civil e militar basta o governo investir.Gostaria de saber se o cistema do Astro 3 com alcance de 300 km poderia ser adaptado nós navios da nossa marinha como armas de ataque e defesa.armas alem do alcanse visual o que acha da ideia .me descupe se falei alguma bobagem estou aprendendo e gostando de ler seus comentarios.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anselmo.
A capacidade de desenvolver sistemas de armas próprios exigem investimentos de grandes quantias de dinheiro. Nossos diversos governos, durante decadas, arruinaram as forças armadas do Brasil com pesados cortes de despesas. Agora, no atual governo, se resolveu mudar essa situação.
Sobre sua pergunta a respeito do Astros 3, eu acredito que o sistema seja grande de mais e desnecessário uma vez que podemos adquiri mísseis anti navio no mercado externo.A Mectron, fabricante do Piranha, está desenvolvendo um míssil anti navio nacional, por´=em o protótipo demorará um pouco ainda antes de estar pronto.
Abraços

André Araújo disse...

Olá Carlos adorei o seu blog ele fala muito sobre o exército, a marinha e a força aerea e minha dúvida: você disse que provavelmente o porta aviões USS ENTERPRISE vai ser retirado em 2014 e você não acha que deveria ser um museu e não pilha de reciclagem???? VALEU E ABRAÇO...

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá André. Muito obrigado pela visita ao blog Campo de Batalha. O Enterprise é um navio gigantesco e manter ele é caro. Eu adoraria que ele virasse um museu pois foi o primeiro porta aviões nuclear da historia e seu valo militar é inestimável, mesmo nos dias atuais. Para mim, em especial, é o porta aviões que mais admiro.
Abraços