PESQUISA DE EQUIPAMENTOS

Pesquisa personalizada

Segunda-feira, Junho 12, 2006

FRAGATA CLASSE VALOUR. Uma fragata alemã a serviço da marinha sul africana


DESCRIÇÃO
Desde a década de 1969 que o estaleiro Blohm + Voss GmbH alemão é conhecido como um dos mais bem sucedidos exportadores de navios de guerra para marinhas que não possuem uma tradição de engenharia de navios. Essa fama, veio através do conceito MEKO (Mehrzweck Kombination, ou seja, “Combinação Multifunção”), que produz navios com modulares. Os equipamentos do navio são montados em containers, ou palhetas, que permitem que cada cliente escolha o equipamento que melhor se encaixa em seus requisitos, sem alterar a estrutura do navio. Esse sistema é muito eficaz na diminuição dos custos de aquisição, manutenção e de modernização de meia vida. Embora existam muitos modelos de navios MEKO, o enfocado desta matéria é a versão mais moderna já construída deste navio, a MEKO A-200 SAN, preenchendo os requisitos da marinha sul africana para uma nova classe de navio de guerra moderno. Com isso a Africa do Sul batizou esta nova classe de navio como "classe Valour" sendo o
primeiro navio dessa nova classe, chamado de SAS Amatola F-145 foi entregue no final de 2004 e está operacional. Ao todo foram contratadas a construções de 4 navios dessa classe e espera-se que estejam todas operacionais até o final de 2006.
Acima: Um desenho da Valour, quando em fase de proposta. sem dúvida trata-se de um navio moderno e eficiente, com baixos custos de aquisição, nessa categoria.
De cara, a primeira coisa que se nota quando nos deparamos com a Valour, é seu desenho com soluções de furtividade (stealth) incorporadas. De fato o navio foi projetado com um casco cujo desenho possui ângulos que , quando encontram a parte superior do navio, formam um desenho em forma de “X”. Todos os navios de projeto recente possuem características que diminuem e muito sua sessão cruzada de radar, e a MEKO, já estava na hora de incorporar uma nova proposta com esse tipo de solução. Uma outra característica é a diminuição da assinatura infravermelha com a substituição das chaminés, para eliminação dos gases, por um cano que fica montado horizontalmente e é resfriado pela própria água do mar. Esse dispositivo atinge uma diminuição de 75% na assinatura infravermelha do navio.
Acima: O desenho da Valour segue a mesma linha de projeto dos novos projetos onde a furtividade dita as regras de design.
O navio da classe Valour, está equipado com mísseis antiaéreos Umkhonto fabricados pela Kentron (A direita). Esses mísseis são lançados de um sistema de lançamento vertical com 16 células e são guiados por infravermelho. O míssil tem alcance máximo de 12 km e usa vetoração de empuxo para poder manobrar agilmente. Sua precisão se mostrou letal em testes do fabricante, e ele pode ser usado contra mais de 8 alvos simultaneamente. Para a guerra anti superfície estão instalados 2 lançadores de 4 células para mísseis MBDA MM 40 Exocet, que é um míssil com perfil de vôo sea skimmimg (rente ao mar) e alcance 70 km e é guiado por radar ativo. Um canhão Oto Melara de 76 mm, e 2 reparos duplos de canhões de 35 mm, que são apontados por radar e permitem a destruição de alvos como mísseis de cruzeiro a um alcance de 2,5 km ou um míssil de alta velocidade a um alcance de 1,5 km.Tubo lança torpedos estão instalados , para complementar a capacidade do navio no espectro de guerra anti-submarina. Um helicóptero Orix ou dois Lynx podem ser operados na parte traseira do navio.
Acima: Uma dupla de navios da classe Valour em testes no mar antes de sua incorporação.
A propulsão da Valour é do tipo CODAG WARP (Propulsão a diesel combinado com gás e jatos de água). Dois motores MTU 16 V1163-TB 93 a diesel dão a velocidade de cruzeiro em torno de 40 Km/h. Uma turbina a gás GE LM 2500 que move um jato de água que é usado para mover o navio na velocidade máxima que é de 54 Km/h.
Acima: Um radar Thales MRR tridimensional, intalado na Valour. Esse radar garante a aquisição de alvos para o sistema de tiro do missil Umkhonto
O principal sistema do navio é um radar tridimensional Thales MRR que alcança 180 Km e além de buscar alvos, ele, também, classificam os 8 alvos prioritários, em cada rotação. Um sonar de casco thales kingklip , também equipa o navio. Vale a pena lembrar aqui, que dado a modularidade do projeto, outros radares e sonares podem ser instalados.
Acima: Um desenho do perfil da Valour, mostra a simplicidade do projeto e a racionalidade do espaço usado no navio.
FICHA TÉCNICA
Tipo: Fragata multimissão.
Tripulação: 120 tripulantes.
Data do comissionamento: 2004.
Deslocamento: 3500 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 121 mts.
Boca: 16,34 mts.
Propulsão: 2 motores a diesel MTU 16 V1163-TB 93 e 1 motor a gás GE LM 2500
Velocidade máxima: 54 km/h
Alcance: 14000 Km
Sensores: radar de busca: Thales MRR com 180 Km de alcance. Sonar thales kingklip montado no casco
Armamento: AAW: 1 lançador vertical com 16 mísseis Kentron Umkhonto IR anti-aéreo; SSM: 2 lançadores quádruplos para mísseis MM-40 Exocet, 1 canhão OTO Melara 76 mm/62; ASW: 2 lançadores triplos para torpedos
Aeronaves: 2 Helicópteros Lynks ou 1 Orix.
Acima: O primeiro navio classe Valour da Afica do Sul, no porto. Esse navio foi batizado de SAS Amatola.
Algum comentário ou sugestão? Mande um e-mail para: campodebatalha.blogs@gmail.com

2 comentários:

Cão Vagabundo disse...

Na sua opinião, qual seria a fragata que a marinha brasileira deveria adquirir ?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Cão. Eu penso que uma fragata como a FREMM da versão francesa, seria ideal. Não devemos pensar em nada menor que isso. A fragata F-100 espanhola, que usa sistama AEGIS norte americano seria outra opção, porém essa fragata é equipada como um destróier de forma que chega a ser até estranho a denominação de "fragata" para este navio.
Abraços