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Sábado, Junho 17, 2006

USS ARLEIGH BURKE. O destróier mais bem armado do mundo


DESCRIÇÃO
O Destróier classe Arleigh Burke (DDG 51) foi projetado pela Northrop Grumman Ship System com o objetivo de substituir os navios da classe Charles F Adamas e Coontz que estavam em serviço desde a decada de 60.
Sua principal missão é o combate antiaéreo , e para isso ele foi equipado com um radar SPY-1 D (AEGIS), que garante uma capacidade multialvos e antimísseis muito eficaz.
A versão D, usada nos navios dessa classe, são menores que o radar original SPY-1, e é ideal para instalação em navios de guerra de menor porte, tanto, que até a fragata F100 Alavaro De Bazam, usa uma versão deste radar. O alcance deste radar, está em torno de 470 Km para alvos voando alto e de 80 km para alvos na linha do horizonte. Muitos dados deste radar são classificados, mas é certo que este radar, dentro do sistema AEGIS, que engloba, também,os mísseis antiaéreos standard SM 2 ME/ER, representa o que há de mais eficaz em defesa de área, disponível hoje. O radar de busca de superfície é um AN/ SPS 67V. As capacidades anti-superfície e anti-submarinas, são consideradas muito boas no Arleigh Burke, e para a busca de alvos submersos ele usa um sonar SQQ 89 (V)6 da lockheed Martin e está integrado a outros subconjuntos formados por um sonar ativo SQS 53C, e um sonar rebocado de busca passiva SQS 19B. Além disso, um pequeno veículo submarino de controle remoto (RMV) usando um sonar de profundidade variável AN/AQS20A .
Acima: O Arleigh Burke continuará sendo o mais moderno destróier norte americano enquanto não entrar em seviço a revolucionaria classe Zumwalt DD-21.
No quesito armas, a classe Arleigh Burke, é uma das mais completas que existem. Seu principal sistema de armas é o lançador vertical (VLS) MK41, que podem lançar mísseis Standard antiaéreos, mísseis anti-superficie Tomahawk, Mísseis Asroc de lançamento vertical (VLA) anti-submarinos, e, futuramente, será instalado o novo míssil antimíssil ESSM Sea Sparrow, de lançamento vertical, cuja principal tarefa será o de destruir mísseis antinavio que ataquem a embarcação. Existem 90 celulas lançadoras do MK 41 nos navios da classe Arleigh Burke. Para guerra antisuperficie há 2 lançadores quadruplos para mísseis antinavio Boeing RGM-84 Harpoon, guiado por radar ativo e com alcance de 130 km.
Um canhão MK 45 MOD 4 de 127 mm está instalado a frente do navio e pode ser usado tanto contra alvos de superfície, como contra alvos antiaéreos. Seu alcance normal é de 24 Km, porém já está disponível uma munição guiada de longo alcance conhecida como ERGM, cujo alcance atinge 125 Km e a guiagem se dá por INS/GPS. Esse alcance soberbo, é conseguido através de uma propulsão do próprio projétil, que o torna um míssil lançado do cano do canhão. Para defesa antiaérea de ponto, estão instalados 2 canhões automáticos (metralhadoras) de seis canos rotativos CIWS Phalanx MK 15, de 20 mm. Esse canhões conseguem uma taxa de tiro de 4500 tiros por minuto, o que é suficiente para “rasgar” qualquer coisa que esteja dentro do seu alcance (2000 a 3000 mts)
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Acima: Este Arleigh Burke navega com um destróier da classe Charles F Adams da marinha australiana (HMS Brisbane). Na marinha dos Estados Unidos o Arleigh Burke substituiu essa classe de navios.
Também, para guerra anti-submarina, estão instalados 2 lançadores triplos para torpedos leves MK 34, MK 46 ou MK 50.Particularmente o torpedo MK46 tem um alto desempenho e pode destruir um submarino inimigo a 7500 mts, em alta velocidade.
A propulsão do Navio é feita por 4 turbinas a gás General Electric LM 2500 de 80000 SHP que conseguem impulsionar este navio a 30 nós ou 60 km/h aproximadamente.
Este excelente destróier, que provavelmente é o melhor navio desta categoria em uso hoje, foi planejado para defender a si a frota de um ataque em massa com mísseis antinavio, que era a tática que seria usada pela extinta União Soviética em caso de guerra. Por isso, o resultado do projeto, fez surgir um navio com capacidades extraordinárias, e que com seu poderoso armamento, pode infligir ataques em terra firme, no ar, no mar e sob o mar. Ao todo, haverão 51 navios dessa classe, sendo que 44 deles já estão em serviço, fazendo dele, o principal destróier dos Estados Unidos, em operação hoje.
Acima: Um navio da classe Arleigh Burke navega pela baia de guanabara durante preparativos para a operação de treinamento com a marinha brasileira, UNITAS 2005 (foto: Carlos Felipe Operti)
FICHA TÉCNICA
Tipo: Destróier.
Tripulação: 346 tripulantes (incluindo 22 oficiais)
Data do comissionamento: 04 de Julho de 1991.
Deslocamento: 9033 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 153,8 mts.
Calado: 6.3 mts.
Boca: 20,4 mts.
Propulsão: 4 turbinas a gás GE LM 2500 de 80000 SHP
Velocidade máxima: 30 nós
Alcance: 8149 Km
Sensores: Radar SPY-1D AEGIS, multifuncional, radar de busca de superfície AN/ SPS 67 V, Sistema de controle de fogo feito por 3 radares SPG-62 (MK99). Sonar SQQ 89 (V)6
Armamento: 2 lançadores verticais MK41 totalizando 90 celulas para mísseis Tomahawk, Standard SM2, Asroc VLA. 1 canhão MK-45 Mod 4 de 127 mm; 2 canhões MK15 Phalanx de 20 mm CIWS. 2 lançadores quádruplos de mísseis Harpoon antinavio. 2 lançadores triplos para torpedos leves MK-34/ MK-46/ MK-50
Aeronaves: 2 helicopteros SH-60 Seahawk (navios da versão Flight II A)

4 comentários:

Guardião ATM disse...

Saudações, Carlos!!!

Fantastico o poder de fogo dessa belonave. Seria interessante do ponto de vista estratégico, a nossa marinha contar com um barco deste porte? Ele teria uma importância significativa para a nossa defesa litoranea? Ou seria apenas oneroso e na relação custo beneficio, as fragatas nos dar um ganho significativo? Abraço Carlos.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião. Este navio foi oferecido no começo do ano passado a nossa marinha. seriam 3 navios novos. O custo de um bilhão de dolares por cada unidade foi considerado elevado, somado, ainda a seu custo operacional muito acima do que se paga por uma fragata moderna. Em termos de defesa litoranea, não considero este navio adequado, porém ele é bom para escolta de um grupo de batalha naval que projete poder para longe. Seu armamento de ataque e de defesa são muito eficientes.
para defesa litoranea, o ideal são navios menores que consigam melhores velocidades e sejam armados com misseis antinavio.
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!!!
Grato pela sua atenção. Carlos, estou surpreso com a sua noticia de ele foi oferecido ao Brasil. Ele viria com toda sua capacidade de combate, armas, radares. Enfim, com toda a tecnologia que possui? O que esta acontecendo com os americanos? É a crise, a falta de dinheiro ou o Brasil é bom de bico e se mostrando dificil está a dispertar o seu interesse? Ou as nossas relações amadureceram e o Brasil também. Abraços, amigo. Qunato a sugestões, estou estudando e analisando o que seria interessante. Entretanto, seria interessante, me permita, voce poder indexar pelo nome que usamos e puxar todas as perguntas e sugetões que lhe enviamos. Dessa forma filtraria repetições da mesma pergunta por parte dessa pessoa. Grato a atenção Carlos. Abraço.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião. O Arleigh Burke viria com os sistemas usados pelos americanos, porém, os misseis Standard seria de versão inferior (e mais econômica). O fato que a proposta já foi descartada pois era muito mais cara que a dos outros concorrentes. os americanos oereceram F-35 como venda de prateleira antes do Fx-2.... eles estão mais "fáceis" de vender armas ao Brasil pois querem se aproximar ....