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sexta-feira, junho 16, 2006

USS NIMITZ.. O melhor porta aviões já construído.


DESCRIÇÃO
Poucas coisas que existem representam tão bem o significado da palavra poder como a força de porta aviões da marinha dos Estados Unidos. E ainda, dentro dessa força, um navio se destaca pelo sucesso de seu projeto que foi construído em grande número, o que é interessante, quando se trata dessa categoria de navios, que são os porta aviões, onde são, no maximo, construídos um ou dois por classe. Para se ter uma idéia do sucesso da classe Nimitz, basta ver o numero de embarcações construídas. São 9 o numero de navios dessa classe e ainda existe mais um, em construção que deve entrar em operação em 2007.
Acima: Um navio da classe Nimitz, com seus F-18, no convés. Estes navios possuem uma capacidade de combate maior que a de muitos países.
São estes navios: CVN 68 Nimitz; CVN 69 Eisenhower; CVN 70 Carl Vinson; CVN 71 Theodore Roosevelt; CVN 72 Abrahan Lincon; CVN 73 George Washington; CVN 74 John C. Stennis; CVN 75 Harry s Trumam, CVN 76 Ronald Reagan; e o ultimo, ainda em construção, o CVN 77 George H.W. Bush, que será o ultimo navio desta classe e que vai preparar a marinha para a chegada do mais moderno porta aviões já projetado, o CVN 21 do qual tratarei em uma matéria futura.
O Porta aviões Nimitz foi entregue em 1975, dando início a uma nova fase no poder naval dos estados Unidos. O único navio do mundo, que é maior que o Nimitz, é o USS Enterprise, que mede 342,3 m contra 332,8 m dos navios da classe Nimitz.
Acima: Um porta aviões como o Nimitz pode transporta, no máximo, até 110 aviões sendo em sua maioria de combate. Isso representa uma força aérea maior que a de muitos países.
O construtor é o estaleiro Newport News Shipbuilding, que é propriedade da Northrop Grummam. O Nimitz desloca 102000 toneladas quando totalmente carregado e transportam em tempos normais, 68 aeronaves sendo elas 48 F/A-18 E/F super Hornet, 4 Grumman E-2 C Hawkeye, 4 EA-6B Prowler, 4 S-3 Viking, e 2ES-3 A Shadow, além de 6 helicópteros SH-60 Seahawk.
Esses números, são incríveis, principalmente quando verificamos, que um navio da classe Nimitz possui uma força aérea embarcada muito mais poderosa que qualquer país da América Latina e que a de muitos países europeus. Se você considerar o poder de fogo dos aviões de combate deste navio, será fácil se chegar a conclusão de que este é o mais poderoso navio de guerra já construído entre todas as categorias de navios de guerra.

Acima: Um F/A-18E Super Hornet decola em potencia maxima para mais uma missão de treinamento.
A rede de radares do Nimitz é formada pelo radar tridimensional SPS-48E (a baixo) com alcance de aproximadamente 400 Km, e o radar SPS 49 V Bidimensional com alcance extra longo, aproximadamente 560 Km, para auxiliar na busca aérea. Por fim está instalado um sistema de controle de fogo para mísseis guiados MK-91 para uso com os mísseis SAM Sea Sparrow, que representa a principal defesa própria do navio. Para apoio a esses mísseis estão montados 4 canhões CIWS MK 15 de 20 mm que conta com uma provisão de 989 tiros e dispara 4500 tiros por minuto.Mais recentemente, a Marinha dos estados unidos, está equipando os porta aviões da classe Nimitz com o míssil anti aéreo e antimíssil de curto alcance RAM. Muitos podem pensar: “Nossa, só isso de armas?” Sim, só isso, porém, lembrem-se que dos 78 aeronaves, 56 são aviões de combate supersônicos e pesadamente armados. Pode se ter certeza, que se um invasor passar pela barreira que é imposta pela aviação de combate do Nimitz, muita coisa deve ter dada errado. ( a esquerda: radar AN/SPS 49)
A proteção anti-submarina, é exclusiva dos aviões Lockheed S-3 Viking, e dos helicópteros SH-60 Seahawk. Por isso os porta aviões americanos estão sempre escoltados por no mínimo, um destróier, que hoje é, geralmente, o da classe Arleigh Burke, que já foi assunto de matéria publicada nesse blog.
Acima: Para empurrar 102000 toneladas de peso, o sostema de propulsão baseado em 2 reatores nucleares GE PWR A4W/A1G mais 4 motores a diesel produzem 206000 hp de força que levam esse navio a uma velocidade máxima de 30 nós (55 km/h).
Para proteção do navio, existem contramedidas como o lançador de iscas infravermelhas Sippican SRBOC , sistemas para iludir torpedos AN/SLQ-65 , e antitorpedos SSTDS. Um sistema de guerra eletrônica A N/SLQ-32 V detecta as emissões de radar inimigas e, após analisa-las alerta aos sistemas de contra medidas do navio.
A propulsão desta “cidade flutuante” é provida por dois poderosos reatores nucleares A4W que movem 4 turbinas e 4 eixos à 260 000 HPs.Essa potência, acelera o Nimitz a incrível velocidade, (se considerarmos o tamanho dele) de 63 Km/h, o que faz dele um dos mais rápidos navios de guerra do mundo. A tripulação dele é de 3150 tripulantes mais 2600 tripulantes da ala aérea., ou seja, são 5750 tripulantes em cada porta aviões dessa classe!!!
A nova classe de porta aviões CVN 21, terá uma redução importante nesses números o que já se mostrou como uma tendência para os futuros navios de guerra americanos.
FICHA TÉCNICA
Comprimento: 332,8 m
Calado: 11,9 m
Boca: 40.8 m
Deslocamento: 102000 toneladas
Propulsão: Nuclear, com dois reatores GE PWR A4W/A1G , mais 4 turbinas a gás, que geram 260 000 HP
Velocidade máxima: 30 nós (55km/h)
Autonomia: reabastecido a cada 13 anos
Sensores: Radar de busca aérea: AN/SPS 48E, AN/ SPS 49V, Radar Raytheon MK 23 de banda D; Radar de busca de superfície: AN/ SPS 67 V banda G. Radar de navegação: Raytheon A N/SPS 64 (V)9 de banda L/J.
Armamento: 3 lançadores MK 29 de 8 células de mísseis Sea Sparrow; 4 Canhões CIWS MK-15 Phalanx de 20 mm.
Aviação: : 48 F/A-18 E/F super Hornet, 4 Grumman E-2 C Hawkeye, 4 EA-6B Prowler, 4 S-3 Viking, e 2ES-3 A Shadow, além de 6 helicópteros SH-60 Seahawk. podendo, em caso de guerra, chegar a 110 aviões.
Acima: Sem dúvidas é um enorme marco da engenharia mundial, a construção dessa classe de navios. Uma cidade flutuante, com um poder de fogo maior que a de muitos países.
Na foto abaixo, pode se ter uma idéia do tamanho deste navio, se comparado aos predios ao lado dele.
A esquerda, um canhão CIWS MK-15. existem 4 desses nos porta aviões Nimitz.
A direita e acima, o lançamento de um sea sparrow do lançador MK-29.
A Esquerda um F/A18F Super Hornet, e a direita um S-3 Viking usado para guerra anti-submarina.

33 comentários:

cunha disse...

que bom o dia em que o Brasil tiver alguns porta aviões desta classe, e outros navios pois assim teremos uma marinha mais forte e com condições de patrulhar nossa costa.
carlos cunha (reservista da força aerea brasileira)

Amigão disse...

É isso aí, meu camarada! Achei ótimo esse campo de batalha, pois sou apaixonado por porta-aviões. Tb gosto de matérias sobre submarinos e navios de guerra. É isso aí continue transmitindo conhecimento e tudo de bom.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Obrigado! Fico contente que tenha gostado do meu trabalho no Blog. Se quiser ser avisado sobre as atualizações do blog me mande seu endereço de e-mail que eu o coloco na lista de alerta. Abraços

luiz disse...

alem do 10 nimitz os eua contan com quantos porta avioes?
t+

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Luiz. Além dos 10 Nimitz a marinha norte americana conta com o USS Enterprise (CVN-65. Mais um porta aviões da nova classe Gerald R. Ford deverá substituir o Enterprise em 2014 e também os navios mais antigos da classe Nimitz.

José Maurício disse...

Carlos

Tudo bem ? novamente, parabéns pelas matérias, muito detalhadas e ricas. Gostaria de saber qual a efetividade dos mísseis de defesa de ponto da Marinha dos EUA (tal como o SEA-RAM) contra os novos mísseis anti-navio super-sonicos russo como o Moskit. A esquadra americana está tão vulnerável, pois os russsos alegam que não existem defesas para tais míssies.

Abraços
Maurício

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá José. Obrigado pela congratulação. Realmente não há defesa anti missil que possa se opor aos misseis antinavio supersonicos. O sistema RAM norte americano é eficaz contra misseis de cruzeiro subsonicos e aéronaves de baixo desempenho.
Abraços

José Maurício disse...

Olá Carlos,

Obrigado pela resposta. E sobre os Novos mísseis " RIM-162 Evolved Sea Sparrow Missile (ESSM" os quais parecem ser mais efetivos que os RAM. Estava lendo e alguns site dizem que junto com o novo Aegis AN/SPY-3 poderiam ser efetivos contra esses mísseis russos... O que vocÊ acha ?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá José. Eu sei que a nova versão do Sea Sparrow é formidavel mas duvido que ela seja capaz de proporcionar segurança real a o navio atacado por um missil antinavio supersonico.
Abraços

carlozh10 disse...

gostaria de salientar, que o Nimitz, já esteve uma vez atracado nas proximidades da costa do litoral brasileiro. carlozh10@gmail.com

FUTURO PILOTO DA FAB disse...

eai tudo muito joia esse teu blog ai mano eu sou vidradaço em tecnoligia militar e o seu blog é mutio bom parabens e obrigado por esse novo conhecimento e eu só tenho uma pergunta quanto custa um navio desses aí da classe nimitz e sera que os estados unidos vederiam para o brasil?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá. Um porta aviões da classe Nimitz é uma das mais caras maquinas de guerra, se não, a mais cara, já construída. O custo de um navio dessa classe gira em torno de U$ 6,5 Bilhões de dolares. Os Estados Unidos não o venderiam porque este navio é movido a energia nuclear. Porém, o Brasil não teria dinheiro para manter e mesmo equipar um navio desses.
Abraços

Luiz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luiz disse...

Olá Carlos,
Em tempos de paz um porta aviões como o Nimitz não opera com sua capacidade máxima para caças,mas gostaria de saber se,em caso de guerra,para completar a capacidade dos porta aviões,são usados os caças que ficam baseados em terra?Ou existem outros separados especialmente para essa situação?
Agradeço desde já!
Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Luiz. Quando ocorre uma guerra, os caças que ficam em terra podem sim, ser embarcados, desde que de modelos compativeis com a operação em navios aeródromos.
Abraços

joao disse...

Bem, apesar das excelentes qualidades dessa embarcação e que sem dúvida leva muito do poder dissuasivo dos Estados Unidos mundo a fora, para países bem preparados militarmente, este tipo de embarcação é na verdade um "grande alvo móvel" segundo comentários de estrategistas russos, que, segundo esses mesmos estrategistas, uma embarcação dessas poderia ser facilmente interceptada por mísseis bulava, sem que nem mesmo sua tripulação soubesse o que os havia atingido e conseqüentemente tornando pouco eficiente até mesmoa proteção dada por seus navios de escolta e suas aeronaves !

lippe disse...

Parabéns!!!
Seu blog é muito bem estruturado e informativo. Desde que descobri, por acaso, passo horas lendo praticamente todos os assuntos abordados, em especial, sobre os navios de guerra. Estou escrevendo um artigo científico sobre os países que formam os BRIC (Brasil, Russia, India e China), e gostaria de saber mais informações sobre ações militares envolvendo esses países. Desde já, obrigado!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Lippe. Obrigado pela congratulação e por visitar este blog. Dos países do Bric, o único que não tem tradição militar é o Brasil Todos os outros tem em sua história recenete, um currículo de conflitos que acabou levando estas nações a um nível de investimento em defesa que os tornam "players' importantes no mundo. A India e a China possuem uma rivalidade, e a Rússia tenta reerguer suas forças militares a um patamar de respeito como tinham na época da guerra fria.
A China, mais especificamente, tem um orçamento de defesa invejavel e os resultados de seus esforços já começam a incomodar os Estados Unidos.
Abraço

joao disse...

Carlos, você saberia dizer qual o custo operacional de uma embarcação como essa? e todo o grupo de combate que acompanha o porta aviões americano, é formado por quantas embarcações (e submarinos também)?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá João. Infelizmente não tenho numeros... Apenas sei que é muito caro e poucas nações tem condições para manter uma marinha com este recurso.
Abraços

Carlos Albertoxy disse...

Eu tive a felicidade de visitar este porta aviões. Era em torno de 1978 ou 79. Perdi o folheto infelizmente. Mas a memória de um menino apaixonado por aeronaves e navios de guerra não me deixam esquecer. Um amigo me avisou que ele estaria no porto de Salvador, pedi a meus pais e, como era necessário, fui ao consulado Americano pedir a autorização. Ele era tão grande que não conseguiu ficar no porto, teve que ficar ao largo. Tomamos os veículos de assalto anfibios (pelo menos acho que eram) para chegar ao porta aviões. Por seu tamanho alguns marujos tinham que ter um livro com o mapa do navio no bolso para não se perder. Na parte inferior vazia, pois os aviões estavam na parte superior, haviam várias e várias quadras de basquete. Na parte superior tinham vários aviões (que não lembro mais), porém o que ficou na memória marcado foi o A-7 Cosair II. Amigo, foi uma sensação indescritível!

Emerano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Emerano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Carlos. Eu imagino a emoção de poder ter entrado neste navio. Obrigado por compartilhar.
Abraços

Thiago A. disse...

Olá Carlos.

Qual seria a melhor maneira de atacar e elminar um grupo de porta-aviões americano :

Usar aviões armados com misseis antinavios como o Moskit e seus derivados ou usar submarinos da classe Akula, Victor III e Oscar I e II ?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Thiago. Eu considero que um ataque de saturação com grandes mísseis de cruzeiro supersônicos tiraria um super porta aviões de combate.
Abraços

Azevedo disse...

E em pensar que havia 2 alas de F-14 com 24 caças, mais 1 de a_6 (12 ), outra de a-7 ( 12 ), mais uma de S3... os Nae eram abarrotados de avioes, a redução das alas é clara nas fotos...

Mateus S. Souza disse...

Tio Sam com 10 dessas máquinas mais os outros e nós com a banheira do SP! Se nem ele conseguimos manter imagina um monstrengo desses! ABÇS.

MECCOM disse...

Bom dia amigo, parabéns pelo trabalho aqui redigido. Sou um MEC da reserva, e acompanho seu blog a algum tempo; me tira uma dúvida: qual seria a melhor opção para motorização de um novo porta-aviões para a MB? Vi uma matéria que relatava que o futuro Quem Elizabeth seria movido por uma turbina MT-30 de 36 MW. Isso não é pouca potência para um Nae? o SP tem disponível cerca de 220 mil shp.

Carlos E. S. Junior disse...

Olá Meccom.
Os índices são diferentes. MW é uma unidade usada para energia el
elétrica e não em potencia de impulsão. Eu não tinha encontrado a força de impulsão do MT30 na época em que escrevi este artigo. Mas vou pesquisar novamente e atualizar a matéria do Queen Elizabeth no blog.
Abraços

Samir Almeida disse...

Infelizmente o Brasil nunca terá um porta aviões dessa invergadura...

David disse...

Adorei a materia Carlos e fostaria de pedir uma materia sobre o o porta avioes Sao Paulo. Abraços

Carlos E. S. Junior disse...

Olá David. Obrigado. Assim que retornar as minhas férias, em dezembro, começarei a publicar normalmente e farei um artigo sobre o São paulo.
Abraços