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Domingo, Junho 18, 2006

USS TICONDEROGA. O Guarda chuva antiaéreo dos grupos de batalha dos Estados Unidos

DESCRIÇÃO
A classe Ticonderoga, é a mais recente classe de cruzadores de escolta da marinha americana US NAVY. Sua principal função era a de escoltar os grupos de batalha baseados em porta aviões da US Navy, para que os ataques de saturação, usados como tática antinavio da extinta União Soviética, fossem anulados. O navio foi projetado em cima do, já existente, projeto do destróier Spruance, que tinha um casco muito grande e era o mais adequado para se instalar a eletrônica necessária para o sistema antiaéreo AEGIS funcionar.Aproveitando que comentei do sistema AEGIS, o USS Ticonderoga foi o primeiro navio, a usar esse sistema, que envolve radares e mísseis, para defesa aérea. Com o desenvolvimento tecnológico, foi possível diminuir o tamanho desse sistema a instala-lo, posteriormente nos navios da classe Arleigh Burke, como mostrado em matéria anterior.
Acima: Aqui o próprio USS Ticonderoga passa pelo canas de Suez, em suas muitas visitas ao estremecido Golfo Persico.
No Ticonderoga, o radar de busca é o AN/ SPY-1 da Lockheed Martin, de varredura eletrônica passiva que permite monitorar 200 alvos simultaneamente num alcance de 370 Km e atacar os 20 alvos prioritários simultaneamente. Essa capacidade, permite aos navios dessa classe, negar o seu espaço aéreo, a sua volta com grande eficiência. Para apoio ao radar SPY-1, está instalado um radar de busca aérea AN/ SPS-49, de longo alcance, que permite detectar um avião a 550 Km. O radar de busca de superfície é o AN/ SPS-55, que pode detectar um navio a 100 Km, aproximadamente e o radar de controle de fogo para os canhões MK-86, é o AN/ SPQ-9B que tem alcance Maximo de 37 Km. Para a proteção contra submarinos, existe um sistema de sonar AN/ SQQ-89, que agrega um sonar ativo montado no casco do navio, com um sonar passivo rebocado de ataque. No apoio contra submarinos, o Ticonderoga opera dois helicópteros Sikorsky SH-60B LAMPS III, que são armados com torpedos MK-46 e estão equipados com um radar APS-124 e sonobóias ASQ-81 (V) 2 MAD.
Acima: Nessa foto, podemos ver um missil de cruzeiro Tomahawk, sendo lançado pelo lançador MK-41 trazeiro de um navio da classe Ticonderoga. Esses misseis mudaram para sempre a capacidade da marinha e suas funções.

Acima: Um helicoptero SH-60 B Seahawk levanta voo de um Cruzador Ticonderoga. Obesrve o torpedo pesado MK-46 montado abaixo do detector de anomalias magnéticas MAD.
A propulsão deste navio é fornecida por 4 turbinas a gás General Electric LM 2500 com dois eixos que desenvolvem 80000 HP e levam este grande navio a 60 Km/h (30 nós), para poder acompanhar os grandes porta aviões da esquadra americana.
O armamento do Ticonderoga, era composto, inicialmente por dois lançadores de mísseis MK 26 para dois mísseis SM-2 Standard ou dis mísseis ASW ASROC, e que posteriormente, foi substituído pelo mais moderno lançador vertical MK-41 para 127 mísseis que podem ser o míssil de cruzeiro Tomahawk que pode ser usado contra alvos em terra (2500 Km) ou contra navios (500Km) , míssil SM-2 Standard antiaéreo com alcance de 74 km, míssil SM-3 Standard advanced contra mísseis balístico com alcence de 500 km, míssil ASW ASROC VLS com alcance de 10 Km. Para mísseis antinavio Harpoon, foi instalado dois lançadores quádruplos MK-141. Esse míssil tem um alcance de 125 Km e voa rente ao mar (sea Skimming) em velocidade subsônica. Para alvos diversos, 2 canhões MK-45 de 127 mm e fogo automático, pó ser usado para destruir alvos aéreos e atacar pequenas embarcações. Existem, ainda 2 canhões CIWS Phalanx de 6 canos rotativos e calibre 20 mm para destruir aviões e mísseis que se aproximarem para perto da embarcação. E por ultimo, foi instalados 2 lançadores triplos de torpedos pesados MK-46 e MK-50. Com esse armamento todo, este cruzador, é uma valiosa peça da dissuasão norte americana no mundo, e uma poderosa escolta para proteger os bilhões de dólares investidos nos super porta aviões dos EUA.


Acima: Momento do disparo de um missil antí-aéreo SM-2 Standard.
Após os ataques de 11 de setembro de 2001, quase todos os sistemas de armas das forças americanas foram otimizadas para poderem operar em múltiplas funções e com isso conseguir um melhor resultado frente ao combate ao terrorismo, e os navios da classe Ticonderoga, foram atualizados para essa nova guerra que foi declarada aos Estados Unidos. Por isso, um navio antes especializado na guerra antiaérea, é hoje um poderoso sistema multimissão, capaz de infligir pesados danos, mesmo em alvos em terra recuados mais de 2000 Km terra adentro.


FICHA TÉCNICA
Tipo: Cruzador de escolta..
Tripulação: 350 tripulantes (incluindo 24 oficiais)
Data do comissionamento: 28 de Janeiro de 1983.
Deslocamento: 9500 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 172,8 mts.
Calado: 9.5 mts.
Boca: 16.8 mts.
Propulsão: 4 turbinas a gás GE LM 2500 de 80000 SHP
Velocidade máxima: 30 nós
Alcance: 11100 Km
Sensores: Radar SPY-1 AEGIS, multifuncional, radar de busca de superfície AN/ SPS 55, Sistema de controle de fogo feito por 4 radares SPG-62 ,Sonar SQQ 89 (V)6
Armamento: 2 lançadores verticais MK41 totalizando 127 celulas para mísseis Tomahawk, Standard SM2, SM-3 Anti balístico, Asroc VLA. 1 canhão MK45 de 127 mm; 2 canhões MK15 Phalanx de 20 mm CIWS. 2 lançadores quádruplos de mísseis Harpoon antinavio. 2 lançadores triplos MK-32 para torpedos pesados MK46/ MK50.
Abaixo, pode se ver diversos desenhos de angulos diferentes da classe Ticonderoga.



20 comentários:

jefferson disse...

O blog está muito bom. é difícil encontrar blogs assim na internet. Também sou um entusiasta de tecnologia, sou estudante de engenharia mecanica e tenho 21 anos.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Jefferson.
Fico agradecido pelo elogio.
Abraços

todes disse...

Muito Bom. Seria interessante postar também o custo de construção e manutenção do equipamento.

Nei disse...

Uma dúvida

Os mísseis anti-aéreos Standard SM-3 podem também ser usados contra mísseis anti-navio de alta velocidade voando á sea-skimming? ou seu uso é limitado apenas contra mísseis balísticos?

Nesse último caso, qual a utilidade de um míssil anti-balístico em um navio sendo que os mísseis balísticos só servem para atacar alvos fixos terrestres e não navios? (me corrija se eu estiver errado nessa afirmação)

Abraços
Flw

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Nei. O missil SM-3 é especialisado e não é usado contra um missil anti navio. Para essa função, especificamente os sistemas de defesa de ponto como o canhão Phalanx de 20 mm e o missil RAM, são responsaveis em destruir o missil anti navio.
O missil SM-3 pode ser usado para evitar que um missil balistico atinja seu alvo em terra mesmo. Só que o lançador do missil SM-3 está no mar. O navio, nesse caso passa a ser uma plataforma de lançamento anti-balistico movel.
Abraços

Nei disse...

Obrigado pelo esclarecimento

Abraços
Flw

Kepler disse...

olá meu nome é KEPLER e sou um entusiasta de tecnologia militar,e queria lhe parabenizar por um site tão bem feito e isento levando em conta termos tecnicos. gostaria de saber qual a sua opinião em um embate hipotético (claro),entre navios de batalha russos e americanos,qual das esquadras voçê
acha que sairia vencedora? sei que
a pergunta é difícil mais os russos teriam alguma chance?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Kepler. Obrigado pelo elogio.
Sua pergunta pode ser respondida com as duas possiveis resposta. Tanto os EUA quanto os rusos poderiam sair vencedores. Ambos tem armas capazes de destuir seus adversários. Os americanos, contam com uma capacidade aérea baseada em porta aviões superior em numero de caças. Essa caracteristica poderia causar sérissimos danos a uma forta russa, porém os submarinos convecionais russos são mais silenciosos que os nucleares americanos e poderiam se aproximar perigosamente de uma frota dos Estados Unidos e afundar um porta aviões. Ou seja... há variaveis que mudariam o resultado. Dependeria da qualificação e eficacia da estratégia de cada um dos lados. Os americanos são fortes sim... mas não invenciveis...e eles sabem disso.
Abraços

Nei disse...

Olá Carlos, eu de novo

Outra dúvida sobre o míssil SM-3, recentemente ele abateu um satélite em uma altitude de 270km e velocidade de mais de 26.000km/h, ou seja, mais ou menos a mesma performance de um ICBM, sendo assim ele pode ser utilizado para abater mísseis do tipo ICBM? Ou mesmo assim fica restringido apenas para abater mísseis balísticos de alcance curto, médio e intermediário?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Nei. O missil SM-3 foi projetado, antes de mais nada, como uma arma anti misseis balisticos. Porém sua capacidade de interceptar um missil ICBM (intercontinental, portanto), me é desconhecida. A principio ele é capz de destruir misseis de curto e médio alcance.
Abraços

Luiz disse...

olá carlos algum pais europeu usa este tipo de navio?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Luiz. O Ticonderoga é operado exclusivamente pelos Estados Unidos. Esse tipo de embarcação dificilmente é exportada.
Abraços

Anderson Carias disse...

Boa Tarde Carlos...
No caso destes poderosos cruzadores.. sua capacidade é infinita!!! sencacional... me diz uma coisa qual seria seu rival o navio Russo Pedro o Grande??? num possivel combate entre estes dois navios na sua opinião qual teria uma vantagem??? e quantos cruzadores destes o governo americano operam??

1 gde abraço Carlos e mais uma vez parabéns!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anderson. Foram construídos 27 navios desta classe.
Abraços

Luiz disse...

Olá Carlos,existe algum projeto de navio para substituir essa classe de cruzadores?
Gostaria de saber tambem se as marinhas européias utilizam cruzadores.
Agradeço desde já

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Luiz. Existe um estudo chamado de CG(X). Por enquanto é um estudo, e ele se parece com um DDG 1000 Zumwalt. Mas não há um prazo certo para ser montado, embora eu acredite que deva ocorrer até 2015. As nações européias não possuem navios dessa categoria, com exceção da Rússia.
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações, Carlos!!
A manutenção de um cruzador se torna é muito maior de que a de uma fragata ou a diferença é pequena? Seria interesante o Brasil dispor de um curzador de medio porte? Em se tratando da relação curso/beneficio, a produção de uma frota de 15 submarinos convencionais e de corvetas bem equipadas, não iria dar um melhor resultado de patrulha costeira, dando folga as nossa fragatas, no sentido de deixa-la mais focada na defesa ativa? Creio que um injeção na construção naval interna bélica, otimizaria nossa economia e geraria emprego, suprindo a sazonalidade mercadologica, além de capacitar e qualificar nossos engenheiros.
Abraços a familia CAMPO DE BATALHA!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião.
A operação de grandes navios de guerrfa é sempre muito cara. Por isso, cruzadores e destróieres já não são usados por nação com forças militares pequenas ou medias. No caso dos cruzadores,só os EUA e a Russia ainda mantem em serviço navios deste tipo. Hoje em dia, fragatss modernas, como as que concorrem para equipar a marinha brasileira são plenamente capazes de cumprir as missões de um cruzador , desde que que sejam adequadamente armadas e equipadas com sensores mais avançados. Tenho um artigo que expressa o que eu penso sobre as necessidades da marinha brasileira. O link é: http://navalpowercb.blogspot.com/2011/09/modernizacao-da-marinha-brasileira-2011.html
Abraços

Adriano disse...

Boa noite a todos.
A China tem planos de produzir Cruzadores?
Acho que esses enormes Leviatãs tem uma capacidade de impor respeito enorme.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Adriano.
Desconheço algum projeto chines de um cruzador. Mas destróieres eles tem projeto sim.
Abraços