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Sexta-feira, Julho 14, 2006

NAVANTIA CLASSE FRIDTJOF NANSEN. Caçando submarinos no mar do norte!



DESCRIÇÃO
O estaleiro espanhol Navantia está construindo 5 fragatas anti-submarino no estado da arte para a marinha norueguesa. A fragata que batizou a nova Classe foi a Fridtjof Nansen F310, e foi lançada em junho de 2004 quando iniciou seus testes no mar e foi comissionada em abril de 2006. A segunda embarcação desta classe, a Roald Amundsen F311, foi lançada em maio de 2005 e deve ser comissionada em setembro de 2006. A expectativa é que todas as fragatas dessa classe estejam operacionais até 2009, formando, assim um poderoso elemento naval na parte norte do oceano Atlântico, e aumentando, a capacidade de guerra anti-submarina das forças da OTAN (tratado do atlântico norte) da qual a Noruega é signatária.
A missão principal da classe Nansen é a guerra anti-submarina e para executar esta difícil tarefa, o navio está equipado com sofisticados sistemas para localizar, identificar e atacar esse tipo de ameaça. Porém, o navio conta ainda com uma capacidade antiaérea e anti-superfície importante.

Acima: nesta foto da Fridtjof Nansen, já podemos ver as forma de seu casco feitas para diminuir o retorno de ondas de radar.
Essa capacidade de combate é proporcionada por 2 lançadores quádruplos de mísseis NSM fabricado pela Kongsberg Defense & Aerospace (KDA), que são usados para atacar navios. O seu alcance é de 150 km e o NSM é equipado com uma ogiva de 125 kg. A guiagem deste moderno míssil antinavio é feita com atualização de meio curso por GPS e na fase final do ataque, um sensor infravermelho (IR), faz a aquisição do alvo. Para defesa antiaérea um sistema MK-41 de lançamento vertical com 8 células, para mísseis ESSM, versão do Sea Sparrow lançada verticalmente, está instalado e é capaz de lançar 32 mísseis, sendo 4 por célula. Este míssil tem um sistema de guiagem semi-ativa e um alcance de 50 km, garantindo, assim, uma considerável defesa de área.
Um canhão Oto Melara automático de 76 mm é usado para apoio de fogo. Além disso, há 2 lançadores de torpedos leves BAE Stingray, para combate a submarinos. A classe Nansen terá, ainda, um hangar e um deck para operar um helicóptero médio, que será o NH-90 ASW, que está substituindo os 6 helicópteros Westland Links, que eram usados na guerra anti-submarino.
Para controlar esta grande força é necessário um sistema tão eficaz quanto o próprio armamento. Assim, o controle das armas é centrado no conhecido sistema AEGIS, da Lockheed Martin. O radar do sistema é do tipo tridimensional modelo AN/ SPY-1F de varredura eletrônica que promove o controle de fogo dos canhões e a guiagem para os mísseis antiaéreos. Com alcance de 400 km, esta versão é a mais recente da família de radares do sistema AEGIS e possui maior agilidade no processamento dos contatos. Porém, esta versão do SPY-1 não é capaz de interceptar mísseis balísticos, como as versões anteriores. Para apoiar o radar existe um sistema de detcção passiva Sagem Vigy 20 que rastreia alvos detectando sua assinatura infravermelha IR.
Para a detecção de submarinos, sal principal missão, os navios da classe Nansen estão equipados com o sonar avançado CAPTAS MK-2 V1 que é do tipo rebocado e que combina detecção passiva e ativa. No casco, está instalado, também, um sonar Spherium MRS-2000 que executa a busca de curta, média e longa distancia contra alvos submarinos. As fragatas da classe Nansen, podem lançar sonobóias, para aumentar a área de busca.
Para guerra eletrônica é usado um sistema CS-3701 que combina funções de alerta de radar RWR e apoio a contra medidas eletrônicas e inteligência eletrônica. Um lançador de iscas de contramedidas infravermelhas e acústicas Terma DL-12T, e que futuramente será equipado, também, com iscas acústicas contra torpedos tipo LOKI. Os sistemas de comunicação são integrados e incluem o link 11 e é preparada para atualização para o link 16 padrão da OTAN e comunicação em UHF e SHF via satélite.
A propulsão da Nansen é do tipo CODAG ou seja, usa diesel e uma turbina a gás, como a grande maioria dos atuais navios de guerra modernos, e este sistema trabalha com dois eixos e dois lemes. Há também duas aletas estabilizadoras. Os motores a diesel são 2 Izar Bravo 12V de 4.5 MW e a turbina a gás é a General Electric LM 2500 com 19.2MW. Um pequeno motor elétrico retrátil permite manobrar o navio em áreas de pouco espaço como um porto além de servir de apoio impusão do navio em caso de comprometimento do sistema de propulsão principal. A velocidade máxima que a Nansen atinge é de 52 km/h e a velocidade de cruzeiro é de 36 km/h.

Acima: A torre do radar SPY-1F, está bem visivel nessa imagem de computador. Este é a menor versão do sistema AEGIS em serviço atualmente.
FICHA TÉCNICA
Tipo: Fragata de combate anti-submarino ASW
Tripulação: 120 tripulantes.
Data do comissionamento: Abril de 2006.
Deslocamento: 5130 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 133,25 mts.
Boca: 16,8 mts.
Propulsão: 2 motores a diesel Izar Bravo 12V de 4.5 MW e 2 turbinas a gás General Electric LM 2500 com 19.2MW.
Velocidade máxima: 52 km/h
Alcance: 9000 Km
Sensores: Radar multifunção AN/ SPY-1F com 400 km de alcance contra alvos aéreos. Sonar de casco MRS-2000. Sonar ativo/ passivo, rebocado CAPTAS MK 2; Sensor eletro-Optico Sagen Vigy 20 de controle de armas.
Armamento: AAW: 1 lançador vertical MK41 de 32 células para mísseis ESSM, SSM: 2 lançadores quádruplos para mísseis NSM, 1 canhão OTO Melara de 76 mm, ASW: 2 lançadores duplos de torpedos BAE Stingray. 4 metralhadoras .50 (12,7 mm)
Aeronaves: 1 Helicóptero NH90.

2 comentários:

steelboy28 disse...

Great site loved it alot, will come back and visit again.
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Guardião ATM disse...

Saudações, Carlos!!!
Navantia e Navantia singrando os mares nunca antes navegado. A Espanha mostra a sua capacidade e tecnologia de forma impressionante. Realmente, a importancia do investimento em qualquer setor fala mais alto. E os parlamenteres espanhois estão de parabéns. Nobre sentimento civico. Grande abraço, Carlos!