
DESCRIÇÃO
Com o envelhecimento da frota de submarinos de ataque (SSN) da classe Los Angeles se aproximando, a marinha dos estados Unidos se viu com a necessidade de desenvolver um novo submarino que substituísse aquela bem sucedida classe de submarinos de ataque. Esse projeto para se substituir esses velhos submarinos começou , ainda em plena guerra fria, e assim foi construído o moderno submarino da classe Seawolf, que representa um avanço notável em capacidade de poder de fogo, furtividade e sistemas de espionagem eletrônica. Porém o Seawolf é um produto do período da guerra fria e com o fim desta e da mudança de foco das operações navais para a guerra litorânea, os elevadíssimos custos do Seawolf não se justificavam sendo que seu programa acabou sendo finalizado no terceiro exemplar. Mesmo assim, o problema da idade dos submarinos da classe Los Angeles permanecia e sua substituição era necessária. A solução foi a contratação dos estaleiro da Eletric Boat Division da General Dynamics, fabricante dos submarinos da classe Seawolf e da sua concorrente, a Northrop Grumman Newport News, para desenvolverem e construir um moderno submarino que fosse menor e mais barato que o Sea Wolf, para que pudesse substituir os submarinos da classe Los Angeles. O resultado desse projeto foi o novíssimo submarino da classe Virginia.O primeiro submarino desta classe o SSN 774 Virginia foi lançado em agosto de 2003 e comissionado em outubro de 2004, num programa de testes que teve como característica marcante a ausência de problemas, típico nesta etapa de programa, provando que o projeto do Virginia é de excelente qualidade técnica. Está prevista a construção de 30 embarcações desta classe para substituir e manter o poder de dissuasão da marinha dos Estados Unidos nessa primeira metade do século 21.

Com o envelhecimento da frota de submarinos de ataque (SSN) da classe Los Angeles se aproximando, a marinha dos estados Unidos se viu com a necessidade de desenvolver um novo submarino que substituísse aquela bem sucedida classe de submarinos de ataque. Esse projeto para se substituir esses velhos submarinos começou , ainda em plena guerra fria, e assim foi construído o moderno submarino da classe Seawolf, que representa um avanço notável em capacidade de poder de fogo, furtividade e sistemas de espionagem eletrônica. Porém o Seawolf é um produto do período da guerra fria e com o fim desta e da mudança de foco das operações navais para a guerra litorânea, os elevadíssimos custos do Seawolf não se justificavam sendo que seu programa acabou sendo finalizado no terceiro exemplar. Mesmo assim, o problema da idade dos submarinos da classe Los Angeles permanecia e sua substituição era necessária. A solução foi a contratação dos estaleiro da Eletric Boat Division da General Dynamics, fabricante dos submarinos da classe Seawolf e da sua concorrente, a Northrop Grumman Newport News, para desenvolverem e construir um moderno submarino que fosse menor e mais barato que o Sea Wolf, para que pudesse substituir os submarinos da classe Los Angeles. O resultado desse projeto foi o novíssimo submarino da classe Virginia.O primeiro submarino desta classe o SSN 774 Virginia foi lançado em agosto de 2003 e comissionado em outubro de 2004, num programa de testes que teve como característica marcante a ausência de problemas, típico nesta etapa de programa, provando que o projeto do Virginia é de excelente qualidade técnica. Está prevista a construção de 30 embarcações desta classe para substituir e manter o poder de dissuasão da marinha dos Estados Unidos nessa primeira metade do século 21.

Acima: O SSN Virginia sendo montado no estaleiro da General Dynamics Electric Boat. O segundo submarino desta classe o Texas, foi construido no estaleiro da Northrop Grumman Newport News.
O desenho do Virginia incorpora seções modulares no casco com o objetivo de facilitar a manutenção e futuras modernizações. O desenho geral do submarino é bastante parecido com o encontrado no seu irmão mais caro, o Seawolf e além da similaridade estética, o Virginia mantém o mesmo índice de baixo ruído que o Seawolf, que é considerado mais silencioso que os modelos russos da classe Akula. Esse nível de silencio é conseguido com a incorporação de um novo propulsor composto por um reator S-9G da General Electric e duas turbinas que produzem 29,84 MW e 40000 Hp de potência, capaz de levar o Virginia a uma velocidade de mais de 50 km/h submerso. Além do novo propulsor, existe um revestimento Anaéoico em todo o casco para anular o retorno dos sinais de sonar inimigos. Os compartimentos do Virginia são isolados acusticamente um dos outros, com o mesmo fim de diminuir o seu ruído. O Virginia consegue mergulhar a uma profundidade de 250 metros, o que não é um índice tão espetacular, principalmente se compararmos com os submarinos convencionais modernos como o U-214 que atinge uma profundidade de 400 metros.

O desenho do Virginia incorpora seções modulares no casco com o objetivo de facilitar a manutenção e futuras modernizações. O desenho geral do submarino é bastante parecido com o encontrado no seu irmão mais caro, o Seawolf e além da similaridade estética, o Virginia mantém o mesmo índice de baixo ruído que o Seawolf, que é considerado mais silencioso que os modelos russos da classe Akula. Esse nível de silencio é conseguido com a incorporação de um novo propulsor composto por um reator S-9G da General Electric e duas turbinas que produzem 29,84 MW e 40000 Hp de potência, capaz de levar o Virginia a uma velocidade de mais de 50 km/h submerso. Além do novo propulsor, existe um revestimento Anaéoico em todo o casco para anular o retorno dos sinais de sonar inimigos. Os compartimentos do Virginia são isolados acusticamente um dos outros, com o mesmo fim de diminuir o seu ruído. O Virginia consegue mergulhar a uma profundidade de 250 metros, o que não é um índice tão espetacular, principalmente se compararmos com os submarinos convencionais modernos como o U-214 que atinge uma profundidade de 400 metros.

Acima: O Virginia foi projetado para desempenhar com sucesso, tarefas em areas litoraneas, onde o operações anti-terroristas são executadas.
O Virginia possui uma das mais completas instalações de sonares já montadas em um submarino. Para começar, está instalado um sonar esférico passivo e ativo além de 2 sonares rebocados TB-29A e TB-26 A. A Northrop Grumman Eletronic Systems fornece um sistema de sonar de grande abertura de detecção passiva que possui 3 grandes painéis montados em cada lado do Virginia. Um radar de navegação AN/ BPS-16(V4), similar ao usado no Seawolf, faz parte da suíte eletrônica do Virginia também. Uma característica interessante do Virginia é que ele não tem o periscópio. Na verdade ele usa um outro dispositivo, que permite uma visão em 360º simultânea no lugar do clássico periscópio de submarino. Esse equipamento é o Kollmorgen AN/ BVS-1 montado em 2 mastros retrateis e que incorporam sistema de visão por TV, Infravermelho e um telêmetro a laser que permite classificar a distancia do alvo com grande precisão. Ainda falando dos equipamentos eletrônicos do Virginia, podemos encontrar 2 veículos não tripulados autônomos da LMRS ( Long-term Mine Reconnaissance System), fabricado pela Boeing, cuja missão é detectar minas e as detonalas em distancia segura do Virginia. Um outro veículo robótico, mas de maior dimensão (18 metros), para resgate e apoio eletrônico, também é transportado no Virginia.

O Virginia possui uma das mais completas instalações de sonares já montadas em um submarino. Para começar, está instalado um sonar esférico passivo e ativo além de 2 sonares rebocados TB-29A e TB-26 A. A Northrop Grumman Eletronic Systems fornece um sistema de sonar de grande abertura de detecção passiva que possui 3 grandes painéis montados em cada lado do Virginia. Um radar de navegação AN/ BPS-16(V4), similar ao usado no Seawolf, faz parte da suíte eletrônica do Virginia também. Uma característica interessante do Virginia é que ele não tem o periscópio. Na verdade ele usa um outro dispositivo, que permite uma visão em 360º simultânea no lugar do clássico periscópio de submarino. Esse equipamento é o Kollmorgen AN/ BVS-1 montado em 2 mastros retrateis e que incorporam sistema de visão por TV, Infravermelho e um telêmetro a laser que permite classificar a distancia do alvo com grande precisão. Ainda falando dos equipamentos eletrônicos do Virginia, podemos encontrar 2 veículos não tripulados autônomos da LMRS ( Long-term Mine Reconnaissance System), fabricado pela Boeing, cuja missão é detectar minas e as detonalas em distancia segura do Virginia. Um outro veículo robótico, mas de maior dimensão (18 metros), para resgate e apoio eletrônico, também é transportado no Virginia.

Acima: Um desenho do Virginia onde se pode visualizar 3 painéis dos 6 existentes do sonar LWWAA da Northrop Grumman Electronic Systems.
O Virginia possui uma inovação em sistema de armas para a categoria da qual ele faz parte, o de submarino de ataque. À frente da vela, há 12 tubos verticais lançadores de mísseis Tomahawk dos quais são transportados 16 mísseis que podem ser lançados simultaneamente, em uma salva. Essa disposição facilita muito o lançamento desse tipo de arma além de deixar livre os tubos de torpedos para defender o submarino em situação de batalha. E falando em torpedos, o Virginia tem 4 tubos de 533 mm que lançam o torpedo pesado MK-48 ADCAP Mod 6 com um alcance de 8 km. Esses tubos estão preparados para lançar missieis Sub-Harpoon, também, para ataque antinavio. O alcance desse míssil é de aproximadamente 100 km e a guiagem é feita por radar ativo na sua fase terminal. Além dessas armas, pode-se lançar minas MK-60 Captor, também. O Virginia está habilitado a fazer o lançamento e resgate de equipes de operações especiais SEAL através de uma câmara especial que guarda um mini submarino para essas operações.

O Virginia possui uma inovação em sistema de armas para a categoria da qual ele faz parte, o de submarino de ataque. À frente da vela, há 12 tubos verticais lançadores de mísseis Tomahawk dos quais são transportados 16 mísseis que podem ser lançados simultaneamente, em uma salva. Essa disposição facilita muito o lançamento desse tipo de arma além de deixar livre os tubos de torpedos para defender o submarino em situação de batalha. E falando em torpedos, o Virginia tem 4 tubos de 533 mm que lançam o torpedo pesado MK-48 ADCAP Mod 6 com um alcance de 8 km. Esses tubos estão preparados para lançar missieis Sub-Harpoon, também, para ataque antinavio. O alcance desse míssil é de aproximadamente 100 km e a guiagem é feita por radar ativo na sua fase terminal. Além dessas armas, pode-se lançar minas MK-60 Captor, também. O Virginia está habilitado a fazer o lançamento e resgate de equipes de operações especiais SEAL através de uma câmara especial que guarda um mini submarino para essas operações.

Acima: O lançamento de um missil Tomahawk feito por um submarino. O Virginia tem a facilidade de ter 12 tubos montados verticalmente a frente da vela para lançamentos destes poderosos mísseis de cruzeiro.
FICHA TÉCNICA
Comprimento: 114 m Largura: 10.33 m
Velocidade máxima: 50 Km/h (submerso)
Profundidade: 250 m
Armamento: 4 Tubos para torpedos de 533 mm Mk-48 ADCAP mod 6, Mísseis UGM-84 Sub Harpoon, 12 tubos lançadores de mísseis Tomahawk, e minas MK-60 Captor.
Tripulação: 134
Propulsão: Um reator nuclear General Electric S-9G que produz 40000 Hp.
Clique no link VIDEO assistir a o lançamento do segundo submarino da classe Virginia

4 comentários:
esse submarino e bom, mas gostaria de ver uma materia do novo classe de sub russos graney se ele consegue rivalizar com esse com dizem os russos.
Olá Kleslei.
Tenho o Graney na lista de futuras matérias. Ainda há pouca informação confiável sobre ele para pesquisa.
Abraços
Carlos, esses submarinos da classe Virgínia sem dúvida são excelentes, porém, eles vieram no lugar dos Sea Wolf que devido ao alto custo acabaram sendo cancelados e "criou-se" a classe "Virginia". O submarino Virgínia custa praticamente metade do valor daquilo que era previsto para os submarinos da classe Sea Wolf, sendo assim, pergunto: Em que aspectos (fora os custos) os submarinos Virginia são melhores que os Sea Wolf?
Opa João. Relação custo benefício. Muitos elementos da eletrônica do Sea Wolf encareciam substancialmente o submarino. O Virginia é mais simples. Quando o Sea Wolf foi projetado e construído ainda se pensavam na União Soviética, como inimigo e por isso transformaram este submarino numa verdadeira "nave". Os elevados custos e a ausência de um inimigo como a União soviética, fizeram o projeto perder força politica e resolveram parar seu programa nop terceiro navio.
Abraços
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