
DESCRIÇÃO
Com os elevados custos de operação do super submarinos da classe Typhoon, os maiores e mais poderosos submarinos já construídos, e os submarinos da classe Delta IV, a marinha russa se viu na necessidade de substituir essas embarcações por um novo submarino que fosse menos custoso e operar. Porém, o novo submarino deveria manter o poder de fogo estratégico que norteia a doutrina russa no pós guerra fria, fazendo com que a Rússia seja capaz de destruir qualquer inimigo no planeta e gerando o efeito dissuasório necessário. O submarino que será responsável para assumir a posição de principal elemento naval de ataque estratégico será o novo submarino do Projeto 955, ou, como é mais conhecido, classe Borei.

Com os elevados custos de operação do super submarinos da classe Typhoon, os maiores e mais poderosos submarinos já construídos, e os submarinos da classe Delta IV, a marinha russa se viu na necessidade de substituir essas embarcações por um novo submarino que fosse menos custoso e operar. Porém, o novo submarino deveria manter o poder de fogo estratégico que norteia a doutrina russa no pós guerra fria, fazendo com que a Rússia seja capaz de destruir qualquer inimigo no planeta e gerando o efeito dissuasório necessário. O submarino que será responsável para assumir a posição de principal elemento naval de ataque estratégico será o novo submarino do Projeto 955, ou, como é mais conhecido, classe Borei.

Acima: Este mockup do Borei apresenta como era planejado este moderno submarino no começo. Atualmente, o modelo é ligeiramente diferente tendo um duto para o jato de agua no lugar da helice e a plataforma de lançamente é mais baixa que nesse modelo.
Provavelmente o projeto do Borei tenha sido iniciado pouco antes da queda da União Soviética, e devido a forte crise financeira na qual a Rússia acabou caindo, houve um significativo atraso na conclusão deste projeto. O primeiro submarino desta classe foi apresentado oficialmente em 15 de abril de 2007 sob o nome de Yury Dolgoruky e que deve entrar em operação até o final de 2008.
Provavelmente o projeto do Borei tenha sido iniciado pouco antes da queda da União Soviética, e devido a forte crise financeira na qual a Rússia acabou caindo, houve um significativo atraso na conclusão deste projeto. O primeiro submarino desta classe foi apresentado oficialmente em 15 de abril de 2007 sob o nome de Yury Dolgoruky e que deve entrar em operação até o final de 2008.

Acima: Essa é uma das primeira fotos do Borei que sofreu modificações em seu desenho para o atual modelo, algo mais convencional.
Com 170 metros de comprimento, suas dimensões são similares ao submarino norte americano da classe Ohio, sendo a metade do tamanho do submarino classe Typhoon que o Borei substituirá. Seu deslocamento é de 24000 toneladas, quando submerso, e o Borei possui um sistema de propulsão nuclear baseado em um reator OK-650 B e uma turbina AEU, que conseguem impulsionar o Borei a uma velocidade máxima de 25 nós (46 km/h), quando submerso. Na superfície sua velocidade máxima é de 15 nós (27 km/h). O sistema de propulsão é caracterizado pelo sistema de jato de água, que garante uma discrição mais eficaz, sendo que este sistema já foi utilizado no submarino da classe Lê Triomphant da marinha francesa e já descrito no Blog Campo de Batalha Naval. A capacidade máxima de mergulho do Borei é de 450 metros de profundidade, porém, por motivo de segurança, essa profundidade raramente será atingida, sendo que o navio se limita a mergulhar a apenas 380 m, quando em época de paz.

Com 170 metros de comprimento, suas dimensões são similares ao submarino norte americano da classe Ohio, sendo a metade do tamanho do submarino classe Typhoon que o Borei substituirá. Seu deslocamento é de 24000 toneladas, quando submerso, e o Borei possui um sistema de propulsão nuclear baseado em um reator OK-650 B e uma turbina AEU, que conseguem impulsionar o Borei a uma velocidade máxima de 25 nós (46 km/h), quando submerso. Na superfície sua velocidade máxima é de 15 nós (27 km/h). O sistema de propulsão é caracterizado pelo sistema de jato de água, que garante uma discrição mais eficaz, sendo que este sistema já foi utilizado no submarino da classe Lê Triomphant da marinha francesa e já descrito no Blog Campo de Batalha Naval. A capacidade máxima de mergulho do Borei é de 450 metros de profundidade, porém, por motivo de segurança, essa profundidade raramente será atingida, sendo que o navio se limita a mergulhar a apenas 380 m, quando em época de paz.

Acima: Temos uma maquete da versão definitiva do Borei. Notem o duto trazeiro, que forma o jato de agua. Esse sitema representa uma forma discreta deimpulsionar o submarino sem chamar a atenção dos inimigos.
Embora os sistemas de sensores do Borei sejam um assunto classificado, tanto que não há dados publicados a respeito, os dados de armamentos são bem detalhados e pode-se dizer que o Borei é muito bem armado. Em primeiro lugar vamos citar o armamento principal, para o qual o Borei foi planejado para transportar.
O Borei está armado com 16 mísseis balísticos intercontinentais (SLBM) SS-NX-30 Bulava, uma versão lançada de submarinos do moderníssimo míssil SS-27 Topol M. O míssil Bulava tem um alcance de 10000 km e transporta 6 ogivas manobráveis apoiadas por iscas para dificultar os sistemas de defesa antimísseis disponíveis. Na verdade esse míssil, assim como seu irmão lançado de terra, é praticamente imune a defesas antimísseis. Cada ogiva tem uma potencia nominal de 550 kt e uma margem de erro (CEP) de 350 m. Para combate naval existem 6 tubos de torpedos de 533 mm qualificados para lançamento dos modernos torpedos VA-111 Schkval cuja velocidade máxima chega a mais de 200 nós, ou cerca de 370 km/h, sendo o mais rápido torpedo do mundo e capaz de atingir um alvo a 13 km de distancia. Ainda pode ser transportado míssil SS-N-22 Sunburn/ KH-41 Moskit, que são lançados dos tubos de torpedos. Esse míssil antinavio voa rente a água a uma velocidade de mach 4,5 e executando manobras em “S” para dificultar sua interceptação, representa o que há de mais letal contra navios nos dias de hoje. Ao todo podem ser transportados 24 torpedos, minas e mísseis dentro do Borei, além dos 16 mísseis Bulava.

Embora os sistemas de sensores do Borei sejam um assunto classificado, tanto que não há dados publicados a respeito, os dados de armamentos são bem detalhados e pode-se dizer que o Borei é muito bem armado. Em primeiro lugar vamos citar o armamento principal, para o qual o Borei foi planejado para transportar.
O Borei está armado com 16 mísseis balísticos intercontinentais (SLBM) SS-NX-30 Bulava, uma versão lançada de submarinos do moderníssimo míssil SS-27 Topol M. O míssil Bulava tem um alcance de 10000 km e transporta 6 ogivas manobráveis apoiadas por iscas para dificultar os sistemas de defesa antimísseis disponíveis. Na verdade esse míssil, assim como seu irmão lançado de terra, é praticamente imune a defesas antimísseis. Cada ogiva tem uma potencia nominal de 550 kt e uma margem de erro (CEP) de 350 m. Para combate naval existem 6 tubos de torpedos de 533 mm qualificados para lançamento dos modernos torpedos VA-111 Schkval cuja velocidade máxima chega a mais de 200 nós, ou cerca de 370 km/h, sendo o mais rápido torpedo do mundo e capaz de atingir um alvo a 13 km de distancia. Ainda pode ser transportado míssil SS-N-22 Sunburn/ KH-41 Moskit, que são lançados dos tubos de torpedos. Esse míssil antinavio voa rente a água a uma velocidade de mach 4,5 e executando manobras em “S” para dificultar sua interceptação, representa o que há de mais letal contra navios nos dias de hoje. Ao todo podem ser transportados 24 torpedos, minas e mísseis dentro do Borei, além dos 16 mísseis Bulava.

Acima: Uma rara foto de boa qualidade do poderosissimo torpedo supercavitante VA-111 Schkval, cuja velocidade supwer os 200 nós.
O submarino da classe Borei representa a 4º geração de submarinos nucleares estratégicos da marinha russa. Hoje pode ser considerado como sendo um submarino no estado da arte, superando todos os modelos do tipo atualmente em serviço, graças a sua discrição e desempenho, além, é claro, de ser a plataforma de lançamento do melhor míssil SLBM do mundo, o Bulava.

O submarino da classe Borei representa a 4º geração de submarinos nucleares estratégicos da marinha russa. Hoje pode ser considerado como sendo um submarino no estado da arte, superando todos os modelos do tipo atualmente em serviço, graças a sua discrição e desempenho, além, é claro, de ser a plataforma de lançamento do melhor míssil SLBM do mundo, o Bulava.

Acima: Um lançamento de testes do moderno missil SS-NX-30 Bulava. Este missil é imune a os sistemas de defesa antimisseis que estão sendo desenvolvidos pelos Estados Unidos.
FICHA TÉCNICA
Comprimento: 170 m
Largura: 13,5m
Deslocamento: 24000 toneladas (Submerso e totalmente carregado)
Velocidade máxima: 46 Km/h (submerso)
Profundidade: 450 m
Armamento: 6 Tubos para torpedos 533 mm, 16 mísseis SS-NX-30 Bulava SLBM (míssil balístico lançado de submarino), 24 torpedos VA-111 Schkval, minas ou mísseis SS-N-22 Sunburn.
Tripulação: 107 homens
FICHA TÉCNICA
Comprimento: 170 m
Largura: 13,5m
Deslocamento: 24000 toneladas (Submerso e totalmente carregado)
Velocidade máxima: 46 Km/h (submerso)
Profundidade: 450 m
Armamento: 6 Tubos para torpedos 533 mm, 16 mísseis SS-NX-30 Bulava SLBM (míssil balístico lançado de submarino), 24 torpedos VA-111 Schkval, minas ou mísseis SS-N-22 Sunburn.
Tripulação: 107 homens
Propulsão: Um reator nuclear OK-50 B e uma turbina AEU
Acima: O Borei no final de sua montagem no estaleiro Sevmash. Como tudo que os russos fabricam, o Borei é mais um gigante no mar.
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21 comentários:
Carlos parabéns pela matéria , agora me tira uma dúvida , quanto ao lançamento desse missil na última foto você diz na legenda que ele é imune ao sistema de defesa que está em desenvolvimento.
Como pode o míssil ser imune a um sistema que ainda está em desnvolvimento ? por favor tire minha dúvida . (ou apenas vc digitou fora do verbo ?) abraços
Olá Vassily.
O missil Bulava, assim como seu irmão Topol M são imunes aos sistemas antimisseis. A forma encontrada pelos russos de inviabilizar a interceptação de suas ogivas foi a de totrnar elas manobraveis, impedindo que se possa prever o ponto de impacto que o sistema anti missil tem que prever. Assim as ogivas, quando entram na fase de reentrada, elas começam a manobrar em diversas direções, impedindo que os sistemas de defesa possam interceptalas. Ainda, para dificultar mais, os russos colocam ogivas falsas, ou "iscas" junto das ogivas reais.
Abraços e obrigado pela visita ao blog.
OLÁ CARLOS MAIS UMA VEZ PARABÉNS PELA MATÉRIA,PELO QUE TENHO LIDO OS RUSSOS SÃO IMBATÍVEIS QUANDO SE TRATA DE SISTEMAS DE MÍSSEIS.OU SEJA DE QUE VALE OS E.U.A TEREM TANTOS NAVIOS DE GUERRA SE SÃO ALVOS FÁCEIS PARA OS MÍSSEIS RUSSOS?
Olá Kepler. Na verdade os EUA devem procurar destruir seus inimigos antes que estes possam fazer uso de alguma vantagem que potencialmente eles possam ter. Ou seja... os submarinos rusos precisariam ser caçados com grande prioridade para poder ter melhores chances de sobrevivencia dos navios dos EUA.E a grande quantodade de navios norte americanos pode ser usado para facilitar essa "caça".
Abraços
Parece-me que a tecnologia de construção de cascos de submarinos russos ainda está atrasada em relação aos submarinos ocídentais.A presença excessiva de protuberancias e compartimentos abertos não são incompatíveis com o desempenho hidrodinamicamente silencioso exigido nos dias de hoje? Como não deixar de duvidar da alegação de que a classe Borei opera mais furtivamente que a classe Los Angeles?
Gostaria de conhecer os argumentos em contrário
Olá Carlos, mais uma vez parabéns.O Borei possuí uma capacidade bélica que o torna o submarino mais letal do mundo, além de ser extremamente difícil de ser cassado. Uma pergunta,
os subs da classe Amur possuem superfície capaz de defletir ondas de sonar, o Borei também possui essa característica?
Olá Caroline. Obrigado.
Na verdade o tratamento do casco com elementos que defletem os sinais de sonares são bastante comuns senusado mesmo no Brasil. Não tenho detalhes sobre isso com relação aos subs russos, porém deduzo que seja tratados com esse objetivo também.
Abraços
Olá carlos!
A marinha russa pode ser considerada superior as marinhas dos demais países europeus? E a entrada do Borei em serviço considerando ainda o Topol M e o Kh 102 podemos afirmar que a Russia possuí a maior capacidade de dissuação do mundo?
Olá Falcon.
A Marinha russa já foi maior que as marinhas eruropéias. Porém considero as marinhas francesa e inglesa mais capazes que a marinha russa, de uma forma geral. A capacidade de dissuasão estratégica proporcionada pela dupla submarino Borei/ Topol M realmente é maior que a de qualquer uma das marinhas com artefatos atomicos da Europa, mas devido a grande quantidade de misseis Trident II D-5 em serviço na marinha norte americana, eu ainda considero os yankees mais fortes que os russos nesse aspecto.
Abraços
Obrigado Carlos, gosto muito de participar deste blog, parabéns.
Sobre o que perguntei anteriormente acho que para combate direto a marinha russa é melhor pois seus sistemas de misseis e torpedos são bem superiores aos demais países europeus?
Abraços!
Obrigado Falcon. Os mísseis e torpedos russos são mais letais que seus similares ocidentais, porém isso não torna os navios russos mais seguros diante de um moderno navio de guerra ocidental. Os russos estão atrasados em termos de design de seus navios.
Abraços
Olá Carlos.Sou maquetista e modelista naval(modelos navegáveis). Nós precisavamos de alguem como você, pois para termos informações e fotos de navios era muito dificil.Tentei fazer um modelo do Cruzador Tamandaré, e apesar de estar trabalhando na Marinha, não obtive êxito. então estou fazendo a Aconit. um abraço. Parabéns, continue!!!...
Olá Mario. Obrigado pelo elogio e o incentivo.
Abraços
Ola Carlos,
gostaria de tirar uma dúvida.
Deu a entender no texto que a construção do Borei foi por causa da necessidade da atual Rússia em manter seu poder de dissuação com um submarino poderoso mas sem ser tão custoso de se manter como o Typhoon. Porém, no texto você fala sobre a mudança inicial do projeto, indicando que o Borei teve seu projeto iniciado ainda na época soviética. Pois bem, será que mesmo na época soviética já se pensava na substituição dos Typhoon por um modelo mais "economico"? Isso me intrigou um pouco.
Eu imaginei o seguinte, que o Borei seria um complemento para os Typhoon no pensamento soviético e os russos aproveitaram o projeto para outra necessidade.
O que você acha disso tudo?
Curto demais seu blog! Estou sempre aqui lendo, pesquisando e analisando!
Abraço.
Olá Spertnez.
o projeto demorou de mais para finalizar e certamente muita coisa teve que mudar para baratear ele. Por isso, se fosse na época soviética, ele, apenas complementaridade os Typhoon e provavelmente substituiria os Delta, mais antigos.
Obrigado por visitar o blog.
Abraços
Carlos qual é o preço desse brinquedinho, le que ele custa cerca de 900 mi de dollares sem os armamentos inclusos, será que a russia pretender vender esse submarino ou naõ, e se vendesse ñ seria melhor a mb compra ele ja que é um ssnb do so o casco de ssn da frança.
parabens pelo blog
Olá Breno. Obrigado!
O Borei é um SSBN e esse tipo de embarcação não se exporta. Eu não aprecio muito as embarcações russas atuais quando se pensa em aquisição pela marinha brasileira. Esses navios são, ultrapassados (com excessão dos submarinos), tanto que a marinha russa começa a se mover em direção a parcerias com estaleiros ocidentais na modernização de sua marinha.
Abraços
Voce disse que o SS-NX-30 Bulava é imune aos sistemas anti-misseis dos EUA, os lasers americanos tambem não funcionam contra esse tipo de missel???
Os Lasers disparados de aeronaves como o YAL-1 só funcionam no momento do lançamento e aceleração. Ou seja, o avião deveria conhecer com antecedência o local de lançamento do míssil, o que não ocorre contra um submarino que está sempre em movimento e debaixo da agua.
Abraços
carlos vc podia fazer uma materia sobre o submarino nuclear da india
Olá Mateus. Pode esperar pois esta materia já estava na lista de futuros artigos.
Abraços
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