PESQUISA DE EQUIPAMENTOS

Pesquisa personalizada

Sexta-feira, Junho 13, 2008

DESTRÓIER CLASSE KONGO/ ATAGO. A real marinha japonesa mostra seus músculos


DESCRIÇÃO
A marinha japonesa, sempre foi uma das mais poderosas do mundo. Durante a segunda guerra mundial, sua frota tinha o mais poderoso navio de guerra do mundo, o couraçado Yamato. Mesmo depois de profundas transformações que ocorreram no Japão após a segunda guerra em decorrência de o país ter sido destruído por pesados bombardeios incluindo aqui, dois bombardeios nucleares, a tradição da marinha de guerra do Japão permaneceu, sendo que, hoje continua a representar a força mais poderosa da capacidade de defesa japonesa. Esse artigo será o primeiro de uma série em que apresentarei os principais navios de guerra japoneses.
Acima: O desenho do destróier da classe Kongo é muito parecido com o apresentado nos destróiers da classe Arleigh Burke da marinha dos Estados Unidos.
O navio desse primeiro artigo é o destróier da classe Kongo. Que foi comissionado em 1993, e seu derivado Atago, comissionado em 2007, que representa uma modernização do Kongo original, porém, com capacidade antimíssil balístico (BMD). A classe Kongo e a classe Atago são os mais modernos e poderosos navios de guerra da marinha japonesa. Para os leitores mais familiarizados com o assunto “marinha de guerra”, fica evidente que estes navios foram totalmente baseados nos navios de guerra norte americanos da classe Arleigh Burke, já descrito nesse blog. Os mais avançados sistemas disponíveis na industria naval dos Estados Unidos foram fornecidos para esse projeto, começando pelos avançados sensores que tem no radar AEGIS SPY-1D, seu principal elemento. Este radar composto por 4 antenas cuja disposição cobrem 360º em volta do navio permanentemente, permite rastrear mais de 100 alvos a 450 Km de distancia de forma ininterrupta, além de ser muito mais resistente a contramedidas eletrônicas impostas pelos sistemas de guerra eletrônica do inimigos. O radar de controle de tiro para os mísseis antiaéreos é o AEGIS FCS MK-99 enquanto o radar de controle de tiro para as outras armas do navio é feito pelo radar FCS-2-21. O radar para busca de superfície é o OPS-28 cujo alcance máximo está na casa dos 64 km, também fabricado com tecnologia norte americana transferida para o Japão. No casco está instalado um sonar OQS-102 de fabricação local, que provavelmente, assim como os outros sensores deve ter tecnologia norte americana.
Acima: Embora as dimensões do destróier da classe Kongo seja considerado grande, ainda sim, ele é um navio com boa velocidade podendo chegar a 30 nós (56 Km/h).
Como o navio Kongo é uma escolta de primeira linha, seu armamento se mostra bastante poderoso, sendo que, a capacidade antiaérea foi bastante otimizada nesse navio. O armamento principal é o míssil norte americano Raytheon RIM-66 Standard MR, também conhecido como SM-2 MR cujo alcance pode chegar a 167 km dependendo da versão. Este míssil é guiado a radar semi-ativo no inicio do curso e por radar ativo na fase terminal, próxima do alvo. Existem dois lançadores verticais MK-41, um de 29 células à frente e outro de 61 células na traseira do navio para operar o míssil SM-2MR e o míssil anti-submarino RUM-139 ASROC VLA (míssil ASROC lançado verticalmente). O míssil ASROC transporta um torpedo MK-46 a uma distancia que pode chegar aos 28 km, quando o torpedo é solto na água para caçar o submarino inimigo. Um canhão de fabricação italiana Oto Breda de 127 mm está instalado na frente do navio e mais 2 canhões CIWS Phalanx de 20 mm para defesa de ponto e anti míssil estão dispostos a frente e a ré do navio. Para guerra anti-submarina há dois lançadores triplos Type 68 para torpedos MK-46 ou o modelo japonês Type 73.
Acima: O missil SM-2 Standard no momento em que ele deixa a celula do lançador MK-41. Ao todo há 90 misseis prontos para serem lançados em alta cadência garantindo um alto poder de fogo.
A propulsão desta classe é feita pela já tradicional turbina a gás da General Electric modelo LM 2500-30 que produz 75 MW de potencia. Ao todo são 4 turbinas desse modelo que são montadas pela Ishikawajima Harima, sob licença da GE. Esse sistema leva o navio a uma velocidade de 30 nós (56 km/h) e permite uma autonomia de até 8334 km.
Acima: O segundo navio da classe Atago, o Ashigara DDG 178, deverá entrar em serviço ainda em 2008. Nessa classe, o canhão italiano da versão original, foi substituido por um canhão norte americano MK-45 de 127 mm.
Mais recentemente, em 2007, foi comissionado o destróier da classe Atago, que na verdade é uma versão aprimorada do destróier Kango, com um novo sonar AN/SQQ-89, mais capaz. O sistema de combate foram otimizados para a defesa antimíssil balístico BMD, visando a proliferação de mísseis balísticos com ogivas nucleares da Coréia do Norte e mesmo da China, com que o Japão tem uma relação relativamente tensa. Até o fim deste ano (2008), um segundo destróier desta classe, aprimorada será comissionado aumentando para 6 o numero de navios de guerra japoneses com o sistema AEGIS e provavelmente serão adquiridos mais 2 unidades até 2020 totalizando 8 embarcações desse tipo.
Os destróieres das classes Kongo e Atago, podem ser considerados como os mais modernos navios de guerra da Ásia, atualmente e um fator que desestabiliza o equilíbrio das forças navais da região em favor do Japão.
Acima: O primeiro navio da classe Atago, mostra algumas mudanças na estrutura como o hangar para operar um helicoptero SH-60B Seahawk na parte trazeira do navio. A capacidade anti missil foi bastante incrementada nessa classe de navio.
FICHA TÉCNICA (classe Kongo)
Tipo: Destróier.
Tripulação: 300
Data do comissionamento: Kongo: Março de 2003 Atago: Março de 2007.
Deslocamento: 9500 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 161 mts.
Calado: 6.2 mts.
Boca: 21 mts.
Propulsão: 4 turbinas a gás GE LM 2500-30 de 100000 SHP
Velocidade máxima: 30 nós (56 km/h)
Alcance: 8334 Km
Sensores: Radar SPY-1D AEGIS multifuncional com 450km de alcance, radar de busca de superfície OPS-28 com 120 km de alcance, Sistema de controle de fogo FCS-2-21. Sonar OQS-102
Armamento: 2 lançadores verticais MK-41 totalizando 90 celulas para mísseis SM-2 Standard , RUM-139 ASROC VLA. 1 canhão Oto Breda de 127 mm; 2 canhões MK15 Phalanx de 20 mm CIWS. 2 lançadores quádruplos de mísseis Harpoon antinavio. 2 lançadores triplos Type 68 para torpedos MK-46 ou Type 73
Aeronaves: Heliponto para operar um helicóptero médio, porém sem hangar. Na Classe Atago foi construído um hangar.
Acima: Este desenho permite visualizar melhor as mudanças incorporadas na classe Atago em relação ao Kongo.

ABAIXO PODEMOS VER UM VIDEO ONDE MOSTRA LANÇAMENTOS DE MISSEIS SM-2 E DISPAROS DO CANHÕ OTO BREDA DE 127 MM DE UM NAVIO DA CLASSE KONGO


Algum comentário, sugestão ou critica? Entre em contato pelo e-mail: campodebatalha.blogs@gmail.com