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Quarta-feira, Julho 16, 2008

DESTRÓIER CLASSE HATAKAZE. A 3º geração de destróieres japoneses


DESCRIÇÃO
Como mencionado no titulo deste artigo os destróieres da classe Hatakaze representam a 3º geração desse gênero de navio de guerra na poderosa marinha japonesa. O Hatakaze foi projetado com a missão primaria de guerra antiaérea sendo assim um importante navio de escolta para grupos de batalha, porém tendo uma capacidade anti-submarino e anti-superfície relevante. Para os mais habituados com navios de guerra, o Hatakaze lembra um pouco os cruzadores norte americanos do período entre a década de 70 e 80, sendo, por tanto, um navio de guerra um tanto antigo, cujo conceito pode-se ser considerado obsoleto. Porém vale lembrar, também que seus sensores e seu relativamente forte armamento, deve ser respeitado, mesmo contra embarcações de projeto mais recente. Ao todo, foram construídos 2 navios dessa classe, o Hatakaze DDG-171, comissionado em março de 1986 e o Shimakaze DDG-172, comissionado dois anos depois, em março de 1988.
Acima: Nessa foto o Hatakaze é escoltado por um navio da classe Tachikaze, do qual deriva o Hatakaze.
Com seus 150 metros de comprimento, este grande navio de guerra está armado com 2 antigos canhões MK-42 de127 mm de dupla finalidade, sendo um montado na proa e outro na popa do navio. Este canhão sofre com sua complexidade e por isso não é considerado muito confiável. Sua cadencia de tiro é de 17 tiros por minuto e seu alcance é, de no máximo 23,5km. A frente do canhão MK-42 da proa do Hatakaze, há um lançador MK-13 para mísseis antiaéreos SM-1MR Standard cujo alcance chega entre 37 e 45 km. Este míssil é guiado por radar semi ativo, sendo dependente da iluminação do alvo pelo radar de controle de tiro do navio. Ainda na proa do Hatakaze, atrás do canhão MK-42 há um lançador MK-16 para mísseis ASROC anti-submarinos. Este míssil transporta um torpedo MK-46 até uma distancia de 11 km, quando solta o torpedo na água. O MK-46, especificamente tem mais 7 km de alcance. Para guerra anti superfície há dois lançadores quádruplos para mísseis antinavio RGM-84D Harpoon, cujo alcance é de 120 km. O Harpoon é um míssil com perfil de vôo “sea skimmig”, onde o trajeto final é feito na altura das ondas para dificultar sua localização a uma velocidade de cruzeiro na ordem de 800 km/h.O Harpoon é um dos mais bem sucedidos mísseis antinavio já construídos e está equipado com uma potente ogiva com 224 kg de alto explosivo que é capaz de por fora de ação a maioria dos navios de guerra do mundo. Para defesa de ponto há dois canhões CIWS MK-15 Phalanx de 20 mm. Esse canhão é do tipo gatling com 6 canos giratórios que proporcionam uma cadencia de tiro de 4500 tiros por minuto. Esta arma é usada para destruir aeronaves que se aproximem muito do navio ou mísseis antinavio. Embora não haja um hangar e um canhão MK-42 fique montado na popa do navio, ainda há um heliponto onde pode pousar um helicóptero SH-60J Seahawk. Para finalizar, existe 2 lançadores triplos Type 68 para torpedos MK-46.
Acima: A qualidade marinheira do casco do Hatakaze é otima proporcionando bom desempenho em todos os tipod de mar.
A suíte eletrônica de sensores do Hatakaze é composta por um radar de busca aérea AN/SPS-52C tridimensional com alcance máximo de 400 km. Este radar de origem norte americana é menos capaz que os modernos radares SPY-1D do sistema AEGIS usado nos mais modernos destróieres da classe Kongo e Atago, já descritos nesse blog. Ainda há um segundo radar de busca aérea modelo OPS-11C de projeto japonês. Este radar é bidimensional e seu alcance máximo é de 340 km. O radar de busca de superfície é um OPS-28B cujo alcance é de 64 km.
Para controle de fogo é usado 2 radares norte americanos SPG-51C, usados para iluminar os alvos para os mísseis SM-1MR Standard. O sonar usado pelo Hatakaze é do tipo OQS-4 montado no casco do navio.
Para guerra eletrônica é usado um sistema NOLQ –1 –3 para interceptar sinais e interferir neles. Ou “jammealos”. Um sistema de lançamento de iscas de alumínio contra mísseis guiados a radar S-RBOC é usado para confundir as emissões dos radares de mísseis que estejam buscando o navio.
Acima: A antena plana do radar AN/SPS-52C usada no Hatakaze. Esse radar foi um dos mais poderosos para uso nava até a chegada do moderno sistema AEGIS de varredura eletronica usado nos navios mais modernos.
A propulsão do Hatakaze é do tipo COGAG (Combinação gás com gás) por tanto não há propulsão a diesel como normalmente se vê em navios desse tipo. Para navegação de cruzeiro são usadas duas turbinas Kawasaky Rolls Royce Spey SM-1A duas turbinas Olympus TM-3B usadas exclusivamente para altas velocidades. Esses motores movem dois eixos com duas hélices que produzem 72000 hp de potencia e levam o Hatakaze a uma velocidade máxima de 30 nós (56 km/h).
Acima: O Hatakaze se assemelha muito aos cruzadores norte americanos do final dos anos 70. A disposição de 3 tipos de armas na proa éra uma caracteristica comum nos navios daquela epoca.
Os destróieres da classe Hatakaze, embora relativamente antigos, tem um valor militar relevante na medida que são bem armados e velozes, além de contar com sensores com bom desempenho. Sei poder de fogo é inferior aos dos navios com lançadores verticais de mísseis, porém, ainda podem fazer um estrago em algum inimigo que tentar subestimar esses valentes navios.
Acima: Um desenho em duas dimensões do Hatakaze. Notem a falta dos traços que minimizam a reflexão ao radar e que evidenciam a idade do projeto.
FICHA TÉCNICA
Tipo: Destróier antiaéreo.
Tripulação: 260
Data do comissionamento: Março de 1986.
Deslocamento: 5600 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 150 mts.
Calado: 4,8 mts.
Boca: 16,4 mts.
Propulsão: 2 turbinas a gás Kawasaky Rolls Royce Spey SM-1 e 2 turbinas Olympus TM-3B que juntas produzem 72000 hp.
Velocidade máxima: 30 nós (56 km/h)
Alcance: 8334 Km
Sensores: Radar de busca aérea: AN/SPS-52C 3 D com 400 km de alcance, radar OPS-11C 2 D com 340 km de alcance: Radar de busca de superfície: OPS-28B com 64 km de alcance; Radar controle de fogo: 2 radares SPG-51C; Sonar: OQS-4
Armamento: 2 canhões MK-42 de 127 mm, 1 lançadores MK-13 para mísseis antiaéreos SM-1MR Standard, 1 lançador MK-16 para mísseis anti-submarino ASROC, 2 lançadores quádruplos de mísseis Harpoon antinavio. 2 canhões antiaéreos CIWS MK-15 Phalanx de 20 mm, 2 lançadores triplos Type 68 para torpedos MK-46.
Aeronaves: Heliponto para operar um helicóptero médio SH-60J Seahawk.
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4 comentários:

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!!!
Designer um tanto classico, onde a furtividade é a minima possível, pois ainda guarda característica reflexiva.
Mas, a sua capacidade operacional é muito boa e o Japão, creio que ainda detem um conhecimento da construção naval bastante avançado em relação a nós, e em muitos aspectos. Durante a primeira e a segunda guerra, a sua força naval era a maior do pacifico. Carlos o Brasil não teria nada a ganhar nesse campo naval com o Japão? Grande abraços e sucesso no ano em começamos a navegar.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião.
parceria com um país que leva sua defesa a sério sempre será fértil para o Brasil. Porém os japoneses não podem exportar sistemas bélicos devido a um artigo constitucional, deles.
Abraços

Guardião ATM disse...

Grato a atenção!
Eu não sabia desse detalhe. Eles não exportam material bélico? Também não vendem? Carlos, isso é fruto da segunda guerra ou é imposição americana, digo, se tem alguma relação? Obrigado!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Guardião. Pelo que sei, é fruto da segunda guerra mesmo. Porém existe uma forte movimentação em mudar o artigo da constituição japonesa que impedem eles de exportar sistemas de armas.
Abraços