
DESCRIÇÃO
O programa de desenvolvimento do navio de combate litorâneo LCS foi estabelecido em meados de 2001 dentro de uma urgente necessidade da marinha dos Estados Unidos para um navio de águas rasas para ser usado na nova situação de guerra assimétrica nas águas do litoral dos Estados Unidos. Os requisitos para esta nova embarcação de combate foram que o navio fosse muito rápido, manobravel e de construção modular para garantir adaptações rápidas e de baixo custo tanto para mudar o perfil da missão quanto pára futuras modernizações. Essa missão, anteriormente, era executada por barcos patrulhas da guarda costeira e por fragatas da classe Oliver H Perry, já descrita nesse blog. Porém com o aumento da importância estratégica em garantir a segurança das áreas litorâneas, uma nova embarcação com características especiais se tornou fundamental.
Os navios LCS terão como alvos os terroristas com lanchas rápidas e cheias de explosivos, pequenos navios armados, submarinos diesel elétrico extremamente silenciosos e as minas navais. Esses navios, dependendo das armas transportadas poderão prestar apoio ao desembarque de tropas também.

Acima: Aqui podemos ver o segundo protótipo do programa LCS, o USS Independence, ainda no dick seco na fase final de construção. Notem o desenho do casco em configuração "Trimaran".
As empresas contratadas para oferecer uma solução a estes requisitos foram a Lockheed Martin e a General Dynamics que receberam um contrato em 2002 para que apresentassem suas propostas com urgência, pois o programa recebeu classificação de alta prioridade pelo chefe de operações navais da marinha dos Estados Unidos. Em 90 dias as propostas estavam na mesa sendo que em 2004 o departamento de defesa dos Estados Unidos assinaram com a Lockheed Martin e com a General Dynamics o contrato de desenvolvimento e construção de 2 navios de cada empresa, sendo que a Lockheed construiria o LCS-1, batizado, agora de USS Freedon e o LCS-3 chamado de USS Courage, enquanto que a general Dymanics construiria o LCS-2 chamado de USS Independence e o LCS-4 USS Liberty. Os primeiros navios de cada empresa ficaram prontos sendo que o USS- Freedon foi lançado ao mar primeiro, em setembro de 2006. Já o USS Independence está quase pronto e deve ir ao mar até o final de 2008. Problemas com a forte elevação dos custos do projeto fizeram com que o comando da marinha dos Estados Unidos cancelasse a construção dos segundos navios de cada empresa em abril e setembro de 2007, respectivamente parta a Lockheed Martin e General Dynamics. Em abril de 2008 a marinha norte americana voltou a emitir um pedido de propostas para as duas empresas para a aquisição de mais 3 navios que seria construídos em numero de dois pela empresa vencedora enquanto que perdedora construiria um exemplar. Mesmo que os dois protótipos sejam completamente diferentes, ambos são plenamente capazes de cumprir cada um dos requisitos originais estipulados pelo comando da marinha dos Estados Unidos para o programa LCS. A partir de agora vou descrever cada um dos navios separadamente para facilitar o entendimento do leitor sobre as potencialidades e fragilidades de cada proposta.
LOCKHEED MARTIN USS FREEDON
As empresas contratadas para oferecer uma solução a estes requisitos foram a Lockheed Martin e a General Dynamics que receberam um contrato em 2002 para que apresentassem suas propostas com urgência, pois o programa recebeu classificação de alta prioridade pelo chefe de operações navais da marinha dos Estados Unidos. Em 90 dias as propostas estavam na mesa sendo que em 2004 o departamento de defesa dos Estados Unidos assinaram com a Lockheed Martin e com a General Dynamics o contrato de desenvolvimento e construção de 2 navios de cada empresa, sendo que a Lockheed construiria o LCS-1, batizado, agora de USS Freedon e o LCS-3 chamado de USS Courage, enquanto que a general Dymanics construiria o LCS-2 chamado de USS Independence e o LCS-4 USS Liberty. Os primeiros navios de cada empresa ficaram prontos sendo que o USS- Freedon foi lançado ao mar primeiro, em setembro de 2006. Já o USS Independence está quase pronto e deve ir ao mar até o final de 2008. Problemas com a forte elevação dos custos do projeto fizeram com que o comando da marinha dos Estados Unidos cancelasse a construção dos segundos navios de cada empresa em abril e setembro de 2007, respectivamente parta a Lockheed Martin e General Dynamics. Em abril de 2008 a marinha norte americana voltou a emitir um pedido de propostas para as duas empresas para a aquisição de mais 3 navios que seria construídos em numero de dois pela empresa vencedora enquanto que perdedora construiria um exemplar. Mesmo que os dois protótipos sejam completamente diferentes, ambos são plenamente capazes de cumprir cada um dos requisitos originais estipulados pelo comando da marinha dos Estados Unidos para o programa LCS. A partir de agora vou descrever cada um dos navios separadamente para facilitar o entendimento do leitor sobre as potencialidades e fragilidades de cada proposta.
LOCKHEED MARTIN USS FREEDON
Acima: Aqui o LCS-1 USS Freedon aparece em uma bela foto tirada durante seus testes de mar. O desenho do Freedon tem um pouco de influencia da corveta Visby, já descrita desse blog.
O LCS da Lockheed Martin segue a mesma receita que a empresa tem mostrado em seus outros projetos de natureza aeroespacial como o caça F-22 Raptor e o F-35 Lightining II, ou seja, uma configuração mais conservadora com desenho mais convencional, aplicando, porém, soluções avançadas como a arquitetura da estrutura do navio visando diminuir seu reflexo radar. Com um comprimento de 115,3 metros este navio é pouco menor que uma fragata da classe Oliver H Perry, o qual irá substituir, porém sua velocidade chega a incríveis 45 nós que significa em linguagem popular, algo como 83 km/h. A fragata Oliver H Perry consegue no maximo 27 nós (51 km/h). Esse desempenho espetacular, requisito fundamental deste projeto, é conseguido usando uma propulsão composta diesel elétrico com duas turbinas Rolls Royce MT-30 além de 2 motores a diesel Colt-Pielstick capaz de produzir 42000 hps de potencia cada. No lugar das hélices convencionais a propulsão do Freedon conta com jatos de água com capacidade de direcionar esses jatos (vetoração do impulso) visando manobrar o navio com agilidade que o programa exige.
No que tange a sensores, o radar de busca aérea e de superfície é o radar europeu EADS TRS-3D com alcance maximo de 158 km. Esse radar foi produzido para a Freedon em conjunto com a Lockheed Martin. Uma versão de exportação do Freedon que está sendo estudada pela marinha de Israel usa um radar mais potente e sofisticado, o SPY-1F (V) com cerca de 350 km de alcance além de muito maior capacidade de processamento de dados. Para guerra anti-submarino o Freedon está equipado com um sonar AN/AQS-20 que faz a busca de contatos acústicos em grandes áreas no mar visando minas navais e outras ameaças submarinas. Além deste sonar um sistema Advanced Deployable System (ADS) AN/WQR-3 faz a vigilância marítima contra submarinos, especialmente os modernos submarinos diesel elétricos que são extremamente silenciosos e que representam uma séria ameaça para qualquer marinha. O sistema ADS presta apoio ao sonar AN/AQS-20 na busca contra minas navais e na busca contra navios de superfície também.
O LCS da Lockheed Martin segue a mesma receita que a empresa tem mostrado em seus outros projetos de natureza aeroespacial como o caça F-22 Raptor e o F-35 Lightining II, ou seja, uma configuração mais conservadora com desenho mais convencional, aplicando, porém, soluções avançadas como a arquitetura da estrutura do navio visando diminuir seu reflexo radar. Com um comprimento de 115,3 metros este navio é pouco menor que uma fragata da classe Oliver H Perry, o qual irá substituir, porém sua velocidade chega a incríveis 45 nós que significa em linguagem popular, algo como 83 km/h. A fragata Oliver H Perry consegue no maximo 27 nós (51 km/h). Esse desempenho espetacular, requisito fundamental deste projeto, é conseguido usando uma propulsão composta diesel elétrico com duas turbinas Rolls Royce MT-30 além de 2 motores a diesel Colt-Pielstick capaz de produzir 42000 hps de potencia cada. No lugar das hélices convencionais a propulsão do Freedon conta com jatos de água com capacidade de direcionar esses jatos (vetoração do impulso) visando manobrar o navio com agilidade que o programa exige.
No que tange a sensores, o radar de busca aérea e de superfície é o radar europeu EADS TRS-3D com alcance maximo de 158 km. Esse radar foi produzido para a Freedon em conjunto com a Lockheed Martin. Uma versão de exportação do Freedon que está sendo estudada pela marinha de Israel usa um radar mais potente e sofisticado, o SPY-1F (V) com cerca de 350 km de alcance além de muito maior capacidade de processamento de dados. Para guerra anti-submarino o Freedon está equipado com um sonar AN/AQS-20 que faz a busca de contatos acústicos em grandes áreas no mar visando minas navais e outras ameaças submarinas. Além deste sonar um sistema Advanced Deployable System (ADS) AN/WQR-3 faz a vigilância marítima contra submarinos, especialmente os modernos submarinos diesel elétricos que são extremamente silenciosos e que representam uma séria ameaça para qualquer marinha. O sistema ADS presta apoio ao sonar AN/AQS-20 na busca contra minas navais e na busca contra navios de superfície também.
Acima: O radar escolhido para equipar o USS Freedon foi este EADS TRS-3D. O LCS que vem sendo estudado pela marinha de Israel e que é baseado no Freedon, usará um radar de varredura eletronica AEGIS SPY-1F muito mais potente que o TRS-3D.
O armamento é composto por um canhão multifunção BAE System MK-110 em calibre 57 mm derivado do canhão sueco Bofors 57MK-3 montado na proa de ambos os navios. Este canhão consegue uma cadência de 220 tiros por minuto e consegue atingir alvos a uma distancia máxima de 14 km.
O armamento é composto por um canhão multifunção BAE System MK-110 em calibre 57 mm derivado do canhão sueco Bofors 57MK-3 montado na proa de ambos os navios. Este canhão consegue uma cadência de 220 tiros por minuto e consegue atingir alvos a uma distancia máxima de 14 km.
Acima: O reparo do canhão MK-110 de 57 mm possui desenho furtivo, uma tendência nesse tipo de projeto atualmente. Este canhão é usado por ambos os navios LCS.
Um novo sistema de armas chamado NETFIRE PAM (Precision Attack Munition), que é o fruto do sistema NLOS LS (Non-Line-of-Sight-Launch System) ou sistema de lançamento fora da linha de visada, desenvolvido para o exercito dos Estados Unidos e agora, integrado aos navios LCS será uma da revoluções em termos de armamentos para navios e o LCS será pioneiro em seu uso. Trata-se de lançadores verticais em containeres com 15 mísseis PAM capazes de atacar alvos de superfície, sejam alvos moveis ou bunkers reforçados a uma distancia máxima de 40 km. Sua guiagem se dá por GPS/INS, iluminação laser e por infravermelho, lhe garantindo uma precisão extrema de menos de 5 metros de raio em relação ao ponto de impacto. Esse sistema de container é parte de um conceito chamado de “pacote de missão, onde cada pacote, composto por containeres lançadores e sistemas de gerenciamento de armas específicos, podem ser instalados em curtíssimo espaço de tempo visando a mudança de missão dos navios. Essa modularidade é a chave que diferencia os navios do LCS, além de sua maior velocidade. Para defesa antiaérea de ponto foi instalado um lançador de mísseis RAM (Rolling Airframe Missile) RIM-116 guiado por infravermelho e comando de radio, podendo atingir alvos a 7 km de distancia. Seus alvos principais são os mísseis de cruzeiro anti navios, helicópteros e aviões de baixo desempenho. O lançador conta com 11 mísseis, que substituíram os antigos canhões Phalanx calibre 20 mm de canos giratórios usados em todos os navios de guerra que antecederam o LCS. Há dois lançadores triplos de torpedos leve MK-50 montado na superestrutura do casco em um arranjo que evita a reflexão de radar. O torpedo MK-50 atinge velocidades que superam 40 nós (74 km/h) e sua guiagem se dá por sonar de busca ativa e passiva. Há duas metralhadoras .50 montadas no convés.
Um novo sistema de armas chamado NETFIRE PAM (Precision Attack Munition), que é o fruto do sistema NLOS LS (Non-Line-of-Sight-Launch System) ou sistema de lançamento fora da linha de visada, desenvolvido para o exercito dos Estados Unidos e agora, integrado aos navios LCS será uma da revoluções em termos de armamentos para navios e o LCS será pioneiro em seu uso. Trata-se de lançadores verticais em containeres com 15 mísseis PAM capazes de atacar alvos de superfície, sejam alvos moveis ou bunkers reforçados a uma distancia máxima de 40 km. Sua guiagem se dá por GPS/INS, iluminação laser e por infravermelho, lhe garantindo uma precisão extrema de menos de 5 metros de raio em relação ao ponto de impacto. Esse sistema de container é parte de um conceito chamado de “pacote de missão, onde cada pacote, composto por containeres lançadores e sistemas de gerenciamento de armas específicos, podem ser instalados em curtíssimo espaço de tempo visando a mudança de missão dos navios. Essa modularidade é a chave que diferencia os navios do LCS, além de sua maior velocidade. Para defesa antiaérea de ponto foi instalado um lançador de mísseis RAM (Rolling Airframe Missile) RIM-116 guiado por infravermelho e comando de radio, podendo atingir alvos a 7 km de distancia. Seus alvos principais são os mísseis de cruzeiro anti navios, helicópteros e aviões de baixo desempenho. O lançador conta com 11 mísseis, que substituíram os antigos canhões Phalanx calibre 20 mm de canos giratórios usados em todos os navios de guerra que antecederam o LCS. Há dois lançadores triplos de torpedos leve MK-50 montado na superestrutura do casco em um arranjo que evita a reflexão de radar. O torpedo MK-50 atinge velocidades que superam 40 nós (74 km/h) e sua guiagem se dá por sonar de busca ativa e passiva. Há duas metralhadoras .50 montadas no convés.
Acima: Nessa ilustração podemos ver a proposta da Lockheed para o LCS de Israel. Embora muito parecido com o Freedon, um olhar mais atencioso noterá que há uma estrutura a mais no teto do navio, contendo as antenas planas do radar SPY-1F.
Essa configuração, tanto de armas quanto de sensores, é a que foi feita para a marinha norte americana, porém Israel está interessado em uma versão do Freedon que será melhor equipada e mais pesadamente armada. Essa versão, chamada temporariamente de “LCS-I” está planejada para usar um radar mais poderoso que o usado na versão norte americana podendo ser o AEGIS SPY-1F com alcance de 350 km ou um novo sistema de radar em desenvolvimento pela Elta, de Israel. Outra novidade será os lançadores verticais MK-41 para mísseis antiaéreos Standard de fabricação norte americana ou o novo míssil de médio alcance Barak 8 de Israel. Mísseis antinavio como o Harpoon ou o Gabriel V. O LCS-I poderá ser comissionado em 2013 de acordo com as estimativas atuais.
O Freedon tem um heliporto e um hangar capaz de operar dois helicópteros médios Sikorsky SH-60 Seahawk para operações de guerra anti-submarino e busca ou um helicóptero SH-60 mais três aeronaves sem piloto MQ-8B Fire Scout (VTUAVs).
GENERAL DYNAMICS USS INDEPENDENCE
O Freedon tem um heliporto e um hangar capaz de operar dois helicópteros médios Sikorsky SH-60 Seahawk para operações de guerra anti-submarino e busca ou um helicóptero SH-60 mais três aeronaves sem piloto MQ-8B Fire Scout (VTUAVs).
GENERAL DYNAMICS USS INDEPENDENCE

Acima: Desse angulo, o USS Independence lembra o futuro destróier Zumwalt que deverá entrar em serviço na marinha norte americana em 2012.
A General Dynamics apresentou sua proposta de LCS na forma de um navio avançadíssimo em uma configuração trimaran que pode acabar se tornando uma tendência em desenho naval nesse século. Essa configuração permite algumas vantagens como uma melhor desempenho em termos de estabilidade marinheira, a diminuição da vulnerabilidade em caso de impacto de míssil antinavio e um aumento do espaço do navio. Na verdade o desenho do LCS-2 USS Independence, como foi batizado, se mostra radical e mesmo sendo um navio maior seu deslocamento é muito pouco maior que o do seu concorrente, o USS Freedon. A propulsão do Independece é do mesmo tipo usado no Freedon, porém fornecido por empresas diferentes. No caso do Independence foi instalado duas turbinas a gás General Electric LM-2500, modelo usado em praticamente todos os navios de combate da marinha dos Estados Unidos mais dois motores diesel de modelo ainda não divulgado capaz de produzir 36 600 hp de potencia cada. Assim como o Freedon, não há hélices convencionais sendo que a impulsão é feita através de jatos de água vetoraveis lateralmente para manobras.
Acima: A grande largura da popa do Independence é um dos beneficios da configuração trimaran adotada pelo fabricante. O espaço para operar aeronaves é consideravelmente maior que na proposta da Lockheed Martin.
A velocidade máxima desenvolvida pelo Independence é de 40 nós (74 km/h) que é considerado muito bom, mesmo que pouco inferior ao do Freedon.
A suíte eletrônica do Independence é composta por um radar Ericsson Sea Giraffe 3D. O Sea Giraffe tem alcance máximo de 169 km. Porém é interessante que a General Dynamics disponibilizou o radar de varredura eletrônica SPY-1 F cujo alcance é muito maior que o Sea Giraffe, chegando a 345 km. Para luta anti-submarinos o Independence usa um sonar MFTA (multi-function Towed Array), montado sob o casco. O desempenho deste sonar em relação a o modelo anteriormente usado em navios desse porte permite maior confiabilidade e aumento da cobertura contra ameaças submarinas de todos os tipos. Esse sistema é a ponta de lança da capacidade de combate anti-submarino do Independence.
A velocidade máxima desenvolvida pelo Independence é de 40 nós (74 km/h) que é considerado muito bom, mesmo que pouco inferior ao do Freedon.
A suíte eletrônica do Independence é composta por um radar Ericsson Sea Giraffe 3D. O Sea Giraffe tem alcance máximo de 169 km. Porém é interessante que a General Dynamics disponibilizou o radar de varredura eletrônica SPY-1 F cujo alcance é muito maior que o Sea Giraffe, chegando a 345 km. Para luta anti-submarinos o Independence usa um sonar MFTA (multi-function Towed Array), montado sob o casco. O desempenho deste sonar em relação a o modelo anteriormente usado em navios desse porte permite maior confiabilidade e aumento da cobertura contra ameaças submarinas de todos os tipos. Esse sistema é a ponta de lança da capacidade de combate anti-submarino do Independence.
Acima: Nesta foto podemos ver o missil PAM, que faz parte do arsnal de ambos os navios do prgrama LCS. Esta interessante e compacta arma permite atacar alvos de superficie a 40 km de distancia com grande precisão.
O armamento do Independence é similar ao encontrado no Freedon sendo um canhão automático multifunção BAE MK-110 em calibre 57 mm mais um lançador de mísseis antiaéreos para defesa de ponto Sea RAM com 11 mísseis para pronto emprego, dois lançadores de mísseis NETFIRE PAN para atacar alvos de superfície, dois tubos triplos de torpedos leves MK-50, sendo um de cada lado do navio mais 4 metralhadoras .50. Como no Freedon há uma versão do Independence que pode ser exportada e que usa sistemas de armas e sensores mais poderosos. A General Dynamics indicou a possibilidade de instalar 2 lançadores quádruplos de mísseis anti-navio Harpoon e lançadores verticais de mísseis que poderiam vir na forma do modelo MK-41, muito usado nos modernos destróieres e cruzadores na marinha dos Estados Unidos e dois canhões CIWS Phalanx em calibre 20 mm para defesa de ponto, além de substituir o radar Sea Giraffe por um AEGIS SPY-1F, como no Freedon oferecido a Israel. Essas modificações tornariam ambos os navios tão poderosos quanto uma fragata moderna.
Acima: O momento do lançamento de um missil RIM-116 do sistema antiaéreo Sea RAM. Nos navios LCS norte americanos, esse sistema substitui completamente, o antigo sistema de defesa de ponto baseado no canhão Vulcam, conhecido como Phalanx em calibre 20 mm.
O Independence tem um hangar e heliporto maiores que o Freedon sendo que podem ser operados até 4 helicópteros médios SH-60 Seahawk e aeronaves sem piloto MQ-8B Fire Scout ou um helicóptero pesado CH-53K Sea Stallion ou MV-22 Osprey.
Os navios LCS são modulares e com o custo de aquisição baixo podem se tornar um sucesso no mercado internacional. As possibilidades são amplas e o cliente pode ter um navio LCS mais simplificado como o construído para a marinha dos Estados Unidos ou uma versão pesadamente armada como a que a marinha de Israel planeja. Tudo dependerá do bolso do cliente na hora de fechar o negócio.
FICHA TÉCNICA - USS FREEDON
O Independence tem um hangar e heliporto maiores que o Freedon sendo que podem ser operados até 4 helicópteros médios SH-60 Seahawk e aeronaves sem piloto MQ-8B Fire Scout ou um helicóptero pesado CH-53K Sea Stallion ou MV-22 Osprey.
Os navios LCS são modulares e com o custo de aquisição baixo podem se tornar um sucesso no mercado internacional. As possibilidades são amplas e o cliente pode ter um navio LCS mais simplificado como o construído para a marinha dos Estados Unidos ou uma versão pesadamente armada como a que a marinha de Israel planeja. Tudo dependerá do bolso do cliente na hora de fechar o negócio.
FICHA TÉCNICA - USS FREEDON

Tipo: Navio de combate litorâneo
Tripulação: 75 tripulantes (Normalmente 50)
Data do comissionamento: Novembro de 2008.
Deslocamento: 3089 toneladas
Comprimento: 115,3 mts.
Boca: 17,5 mts.
Velocidade: 45 nós (83km/h)
Velocidade: 45 nós (83km/h)
Propulsão: 2 turbinas a gás Rolls Royce MT-30 e 2 motores a diesel Colt-Pielstick
que produzem 42000 Hp cada.
Alcance: 8000 Km em velocidade econômica (20 nós/ 40km/h)
que produzem 42000 Hp cada.
Alcance: 8000 Km em velocidade econômica (20 nós/ 40km/h)
Sensores: Radar de busca de superfície e aérea EADS TRS-3D com 158 km de alcance. Sonar AN/AQS-20, Sistema ADS AN/WQR-3 de vigilancia submarina.
Armamento: Um lançador de mísseis Sea RAM com 11 mísseis RIM-116 para defesa antiaérea de ponto; Um canhão automático BAE Systems MK-110 em calibre 57 mm, Míssil anti-superfície NETFIRE PAM, dois Lançadores triplos para torpedos MK-50, duas metralhadoras calibre 50.
Aeronaves: Um helicóptero Sikorsky MH-60 Seahawk e três aeronaves UAV MQ-8 Fire Scout de observação e reconhecimento.
FICHA TÉCNICA - USS INDEPENDENCE
Armamento: Um lançador de mísseis Sea RAM com 11 mísseis RIM-116 para defesa antiaérea de ponto; Um canhão automático BAE Systems MK-110 em calibre 57 mm, Míssil anti-superfície NETFIRE PAM, dois Lançadores triplos para torpedos MK-50, duas metralhadoras calibre 50.
Aeronaves: Um helicóptero Sikorsky MH-60 Seahawk e três aeronaves UAV MQ-8 Fire Scout de observação e reconhecimento.
FICHA TÉCNICA - USS INDEPENDENCE

Tipo: Navio de combate litorâneo
Tripulação: 110 tripulantes (Normalmente 40)
Data do comissionamento: Previsto para 2009
Deslocamento: 3120 toneladas
Comprimento: 127,6 mts.
Boca: 31,6 mts.
Velocidade: 40 nós (74 km/h)
Velocidade: 40 nós (74 km/h)
Propulsão: 2 turbinas a gás General Eléctric LM-2500 e 2 motores a diesel
Alcance: 8300 Km em velocidade econômica (16 nós/ 30 km/h).
Alcance: 8300 Km em velocidade econômica (16 nós/ 30 km/h).
Sensores: Radar de busca de superfície e aérea Ericsson Sea Giraffe 3D com 169 km de alcance. Sonar rebocado MFTA (multi-unction Towed Array).
Armamento: Um lançador de mísseis Sea RAM com 11 mísseis RIM-116 para defesa antiaérea de ponto; Um canhão automático BAE Systems MK-110 em calibre 57 mm, Missil anti superficie NETFIRE PAM, dois Lançadores triplos para torpedos MK-50, quatro metralhadoras calibre 50. Opcionalmente pode ser instalado armamento mais pesado na forma de 8 mísseis Harpoon anti navio e lançadores verticais de mísseis Standard 2 canhões CIWS Phalanx de 20 mm
Aeronaves: Dois helicópteros Sikorsky MH-60 Seahawk e aeronaves UAV MQ-8 Fire Scout de observação e reconhecimento.
Armamento: Um lançador de mísseis Sea RAM com 11 mísseis RIM-116 para defesa antiaérea de ponto; Um canhão automático BAE Systems MK-110 em calibre 57 mm, Missil anti superficie NETFIRE PAM, dois Lançadores triplos para torpedos MK-50, quatro metralhadoras calibre 50. Opcionalmente pode ser instalado armamento mais pesado na forma de 8 mísseis Harpoon anti navio e lançadores verticais de mísseis Standard 2 canhões CIWS Phalanx de 20 mm
Aeronaves: Dois helicópteros Sikorsky MH-60 Seahawk e aeronaves UAV MQ-8 Fire Scout de observação e reconhecimento.
Acima: O SH-60 Seahawk será o principal elemento aéreo dos navios LCS. Aqui pode-se ver o momento do lançamento de um missil antinavio Penguin. O "companheiro" do Seahawk será uma aeronave sem piloto chamada MQ-8 Fire Scout como este da foto abaixo.

ABAIXO PODEMOS VER UM VIDEO COM O USS FEEDON EM TESTES NO MAR.
Se quiser se alertado sobre as atualizações do campo de batalha mande seu e-mail para: campodebatalha.blogs@gmail.com









9 comentários:
carlos
a MB tem algum novo navio de patrulha oceanica em vista pos vi uma maquete de um possivel navio da MB que já apresentava um desenho furtivo em sua composiçao
Olá Alcebiades. Realmente não temos um novo navio patrulha, apenas há o projeto.
Ola carlos, quero saber se a MB possui um progeto para NAes trimaran,
já vi uma maquete sobre o isso.
Sei que existe progetos trimaran para escoltas, se vc ficar sabendo de algo parecido posta ai. beleza
Olá Marcia.
A marinha do Brasil não tem um projeto de um NAE trimaran, por enquanto, porém a marinha da Inglaterra chegou a cogitar esse tipo de casco para seu futuro porta aviões.
Abraços
Ola Carlos esse belo e moderno navio e caro no seu conceito? , existiria melhores , e o governo Brasileiro tem condiçao de adquirir ao menos 2 unidades e teria condiçao de manter ? abraços .
Olá Ue.
O LCS é um interessante projeto e os dois modelos que a marinha dos EUA adquiriu são, ao meu ver, subutilizados. Considero isso porqre pelo tamanho deles poderia ser instalados algumas armas a mais que o tornariam ainda mais capaz para enfrentar mais situações que a mera patrulha litorânea. Certamente que o Brasil poderia adquirir e manter estes navios com facilidade. Eu, particularmente, gosto do modelo da General Dynamics, o Independence.
Abraços
muito obrigado Carlos na minha opiniao seu blog e um dos melhores esta no top 3 mundial na minha opniao .
Valeu Ue.! Fico feliz com sua satisfação! Abraços
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