DESCRIÇÃO
A real marinha australiana conta hoje com 12 navios de escolta de superfície divididos em duas classes, sendo a mais numerosa com 8 unidades as fragatas da classe Anzac cujo projeto é baseado na fragata alemã Meko 200, que tem tido um grande sucesso no mercado internacional de navios de guerra. O estaleiro Tenix Defense System da Austrália construiu 10 unidades deste navio, a partir de 1993 sendo 2 para a marinha na Nova Zelândia, com o apoio da Blohm + Voss Austrália, subsidiaria australiana do famoso estaleiro alemão que projetou os navios da série Meko.

A real marinha australiana conta hoje com 12 navios de escolta de superfície divididos em duas classes, sendo a mais numerosa com 8 unidades as fragatas da classe Anzac cujo projeto é baseado na fragata alemã Meko 200, que tem tido um grande sucesso no mercado internacional de navios de guerra. O estaleiro Tenix Defense System da Austrália construiu 10 unidades deste navio, a partir de 1993 sendo 2 para a marinha na Nova Zelândia, com o apoio da Blohm + Voss Austrália, subsidiaria australiana do famoso estaleiro alemão que projetou os navios da série Meko.
Acima: A Classe Anzac foi adquirida pela marinha australiana e pela marinha da Nova Zelandia, tendo sido construido 10 embarcações dessa classe.
A Anzac é um navio de guerra com um desenho bastante convencional, que já sente o peso da idade do seu projeto. Quando encomendado, o desenho da sua estrutura não tinha nenhuma solução avançada para redução do RCS (diminuir sua reflexão ao radar), como, por exemplo, podemos ver nos navios classe Valour da África do Sul cujo projeto tem a mesma origem, ou seja, uma Meko 200 (Meko 200 SAN).

A Anzac é um navio de guerra com um desenho bastante convencional, que já sente o peso da idade do seu projeto. Quando encomendado, o desenho da sua estrutura não tinha nenhuma solução avançada para redução do RCS (diminuir sua reflexão ao radar), como, por exemplo, podemos ver nos navios classe Valour da África do Sul cujo projeto tem a mesma origem, ou seja, uma Meko 200 (Meko 200 SAN).

Acima: Nesta foto pode-se ver a nova cupula com desenho modificado para diminuir a reflexão ao radar incorporada na ultima modernização dessas fragatas.
A propulsão é do tipo CODOG, ou seja, combinação de motores a diesel com turbina a gás, uma solução para propulsão de navios de superfície bastante comum. A turbina usada é uma General Eléctric LM-2500 que rende 33600 hp de força e que opera com dois motores a diesel MTU 12V1163 TB83 cuja potencia unitária é de 4828 Hp movendo dois eixos e suas hélices. Essa combinação de propulsão é, basicamente, a mesma usada navio classe Valour.da África do Sul, porém sem o sistema de jato de água. A velocidade máxima atingida pela Anzac é de 27 nós (50 km/h), dentro do padrão de desempenho para esse tipo de navio, e sua autonomia é de 11100 km.

A propulsão é do tipo CODOG, ou seja, combinação de motores a diesel com turbina a gás, uma solução para propulsão de navios de superfície bastante comum. A turbina usada é uma General Eléctric LM-2500 que rende 33600 hp de força e que opera com dois motores a diesel MTU 12V1163 TB83 cuja potencia unitária é de 4828 Hp movendo dois eixos e suas hélices. Essa combinação de propulsão é, basicamente, a mesma usada navio classe Valour.da África do Sul, porém sem o sistema de jato de água. A velocidade máxima atingida pela Anzac é de 27 nós (50 km/h), dentro do padrão de desempenho para esse tipo de navio, e sua autonomia é de 11100 km.

Acima: As fragatas classe Anzac desenvolvem até 27 nós de velocidade maxima. Sua propulsão tem na turbina General Eléctric LM-2500 seu principal elemento.
O sensor principal é o potente radar de busca aérea Raytheon AN/SPS-49 (V) 8 ANZ cujo alcance máximo chega a 525 km. Este radar opera nas bandas C e D. Para busca de superfície e apoio a busca aérea, o radar usado é o sueco Celsius Tech 9LV 453 TIR operado na banda G cujo alcance de detecção de alvos de superfície é de 90 km e contra alvos aéreo, 180 km. Para apoio a navegação é usado um radar especifico, o Atlas Elektronik 9600 ARPA. Para guerra anti-submarino está montado no casco um sonar de média freqüência Thomson Sintra Spherion B Mod 5 que opera de forma ativa e pode ser usado para guiar torpedos. Além desse sonar um novo sonar especializado em detectar minas navais foi fornecido pela Thales em um processo de modernização da Anzac.
A fragata Anzac usa um sistema de alerta de radar Thales Sceptre que opera em conjunto com lançadores de iscas BAE Systens Austrália Nulka para ludibriar mísseis antinavio guiados por radar. Um sistema de isca rebocado SQL-25A anti torpedo lança iscas MK-36 para confundir torpedos inimigos.

O sensor principal é o potente radar de busca aérea Raytheon AN/SPS-49 (V) 8 ANZ cujo alcance máximo chega a 525 km. Este radar opera nas bandas C e D. Para busca de superfície e apoio a busca aérea, o radar usado é o sueco Celsius Tech 9LV 453 TIR operado na banda G cujo alcance de detecção de alvos de superfície é de 90 km e contra alvos aéreo, 180 km. Para apoio a navegação é usado um radar especifico, o Atlas Elektronik 9600 ARPA. Para guerra anti-submarino está montado no casco um sonar de média freqüência Thomson Sintra Spherion B Mod 5 que opera de forma ativa e pode ser usado para guiar torpedos. Além desse sonar um novo sonar especializado em detectar minas navais foi fornecido pela Thales em um processo de modernização da Anzac.
A fragata Anzac usa um sistema de alerta de radar Thales Sceptre que opera em conjunto com lançadores de iscas BAE Systens Austrália Nulka para ludibriar mísseis antinavio guiados por radar. Um sistema de isca rebocado SQL-25A anti torpedo lança iscas MK-36 para confundir torpedos inimigos.
Acima: O missil antiaéreo ESSM permite uma capacidade de destruição de ameaças aéreas de forma eficaz e a distancias de até 50 km.
O armamento da Anzac é composto por um canhão BAE MK-45 Mod 2 de 127 mm, de origem norte americana, capaz de manter uma cadencia de 20 tiros por minuto e atingir alvos a uma distancia máxima de 24 km. Para defesa antiaérea é usado o míssil Raytheon RIM-162 ESSM que é a ultima versão do míssil Sea Sparrow. O ESSM é lançado de 4 lançadores verticais MK-41 totalizando 32 mísseis prontos para uso imediato. O ESSM é guiado por radar semi-ativo com apoio de um datalink que envia correções durante o curso do míssil. Seu alcance é de 50 km, se configurando como um míssil de médio alcance. O ESSM é capaz de manobrar a 50 Gs devido ao uso de vetoração de empuxo e é capaz de atacar eficazmente aeronaves de mísseis de cruzeiro que estejam atacando o navio.
O armamento da Anzac é composto por um canhão BAE MK-45 Mod 2 de 127 mm, de origem norte americana, capaz de manter uma cadencia de 20 tiros por minuto e atingir alvos a uma distancia máxima de 24 km. Para defesa antiaérea é usado o míssil Raytheon RIM-162 ESSM que é a ultima versão do míssil Sea Sparrow. O ESSM é lançado de 4 lançadores verticais MK-41 totalizando 32 mísseis prontos para uso imediato. O ESSM é guiado por radar semi-ativo com apoio de um datalink que envia correções durante o curso do míssil. Seu alcance é de 50 km, se configurando como um míssil de médio alcance. O ESSM é capaz de manobrar a 50 Gs devido ao uso de vetoração de empuxo e é capaz de atacar eficazmente aeronaves de mísseis de cruzeiro que estejam atacando o navio.
Acima: O canhão MK-45 Mod 2 de 127 mm usado pelas fragatas Anzac são uma das mais populares armas de tubo nas marinhas aliadas aos Estados Unidos.
Para ataque antinavio está instalado na Anzac dois lançadores quádruplos de mísseis Boeing RGM-84 Harpoon Block II que tem como diferencial das outras versões a guiagem por INS/GPS que lhe garante uma precisão ainda maior que a versão original sendo que o radar ativo só é ativado na fase terminal do ataque. O alcance do Harpoon pode chegar a 130 km. Para guerra anti-submarino a Anzac tem 2 lançadores triplos para torpedos leves Eurotorp MU-90 capaz de atacar um submarino a 10 km.
A Anzac possui heliporto e hangar capaz de operar um helicóptero multimissão Sikorsky SH-60 B Seahawk que é usado para operações anti-submarino e anti navio, além de busca e salvamento.
Embora a Anzac seja um navio bem equipado, as novas embarcações com recursos anti-radar podem comprometer esta fragata em uma batalha naval. Os excelentes mísseis antinavio norte americanos Harpoon e o míssil ESSM agregam um bom poder de fogo a Anzac fazendo com que seja bastante sábio, por parte do inimigo, se preocupar com este navio que mesmo não sendo ultra sofisticados, tem capacidades muito eficazes.

A Anzac possui heliporto e hangar capaz de operar um helicóptero multimissão Sikorsky SH-60 B Seahawk que é usado para operações anti-submarino e anti navio, além de busca e salvamento.
Embora a Anzac seja um navio bem equipado, as novas embarcações com recursos anti-radar podem comprometer esta fragata em uma batalha naval. Os excelentes mísseis antinavio norte americanos Harpoon e o míssil ESSM agregam um bom poder de fogo a Anzac fazendo com que seja bastante sábio, por parte do inimigo, se preocupar com este navio que mesmo não sendo ultra sofisticados, tem capacidades muito eficazes.
Acima: Deste angulo pode-se verificar o peso da idade do projeto das Anzac. Mesmo de desenho antiquado, esse navio é capaz de causar preocupações em qualquer navio inimigo.
FICHA TÉCNICA
Tipo: Fragata multimissão.
FICHA TÉCNICA
Tipo: Fragata multimissão.
Tripulação: 163 tripulantes.
Data do comissionamento: Maio de 1996.
Deslocamento: 3600 toneladas (totalmente carregado).
Deslocamento: 3600 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 118 mts.
Boca: 14,8 mts.
Propulsão: 2 motores a diesel MTU 16 V1163-TB 93 com 4282 hp cada e 1 turbina a gás GE LM 2500 com rendimento de 33600 hp.
Velocidade máxima: 27 nós (50 km/h).
Velocidade máxima: 27 nós (50 km/h).
Alcance: 11000 Km.
Sensores: radar de busca aérea: Raytheon AN/SPS-49 (V)8, Radar de busca aérea e de superfície: Celsius Tech 9LV 453 TIR, radar de navegação: Atlas Elektronik 9600 ARPA, Sonar: Thomson Sintra Spherion B Mod 5.
Armamento: 1 lançador vertical MK-41 com 32 mísseis RIM-162 ESSM; 2 lançadores quádruplos para mísseis Boeing RGM-84 Harpoon Block II, 1 canhão BAE MK-45 Mod 2 de 127 mm/54; 2 lançadores triplos para torpedos Eurotorp MU-90.
Aeronaves: 1 helicóptero Sikorsky SH-60 B Seahawk
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5 comentários:
Olá Carlos!
Muito bom o artigo sobra a classe Anzac. Na minha opinião, a única coisa que falta nesse navio é um CIWS.
Abraços!
Olá Henrique. Obrigado pelo elogio.
Concordo com você a respeito da falta de um sistema CIWS.
Abraços
Olá Carlos, parabéns pelo blog, adoro assuntos relacionados sobre armamentos bélicos, fico horas lendo, gostaria de saber a diferença entre fragata,corveta, destroyer e cruzador de batalha.
Valeu por este blog excepcional.
Abs.
Olá Alexandre.
Obrigado pela congratulação e por visitar o blog Campo de Batalha.
As corvetas são navios menores com capacidade mais indicadas a defesa costeira. Algumas corvetas são mais pesadamente armadas e por isso acabam sendo usadas como escolta, porém com autonomia limitada.
As fragatas são navios maiores que corvetas, normalmente com deslocamento a partir de 3500 toneladas, podendo chegar a 7000 toneladas. As fragatas são navios multifuncionais, normalmente e possuem capacidades de combate completas podendo atacar alvos aéreos, de superfície ou submarinos. A tecnologia atual permitiu que as fragatas se tornassem os principais navios de guerra de muitas nações. Os destróieres eram, inicialmente, navios de guerra especializados em atacar submarinos. Na marinha brasileira, este tipo de navio, é chamado de “contra torpedeiro”. São navios maiores e tem deslocamento que começam nos 4500 toneladas e podem superar as 10000 toneladas dependendo do modelo. Atualmente, devido aos elevados custos e complexidade desse tipo de navio, poucas nações os possuem. Outro ponto importante é que os destróieres perderam a especialização de combate a submarinos e hoje, podem atacar qualquer alvo, como as fragatas, mas com muito mais munição.
Os cruzadores são navios de escolta por excelência. No mundo, hoje, apenas a Rússia e os Estados Unidos tem navios com essa classificação. Normalmente são grandes navios pesadamente armados e equipados com sensores de longo alcance. Seu deslocamento começa em 9500 toneladas e pode superar 24000 toneladas como no caso do super cruzador russo da classe Kirov.
Abraços
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