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Quinta-feira, Março 19, 2009

USS AMERICA LHA-6. O futuro navio de desembarque anfíbio da US Navy

DESCRIÇÃO
Nas marinhas mais bem equipadas existe um tipo de navio cuja missão é a de transportar tropas e seus veículos para desembarques anfíbios além de prestar apoio a essas tropas. Esse tipo de navio é chamado de navio de assalto anfíbio. Os Estados Unidos são os principais operadores desse tipo de embarcação atualmente e é justamente o mais novo projeto dessa categoria de navio que iremos tratar nesse artigo.
Acima: Embora o desenho do USS America seja bastante similar ao navio que ele substituirá o Tarawa, o America será maior e mais capaz.
O navio de assalto anfíbio USS América LHA-6 está sendo desenvolvido para ser entregue à marinha dos Estados Unidos em 2012, quando ele substituirá o navio da classe Tarawa LAH-1, que já operam desde 1976. O América será maior e terá um deslocamento de 50000 toneladas. A ala aérea irá transportar um mix de 6 caças F-35B, 12 aviões MV-22 Osprey, 4 helicópteros pesados CH-53, 4 helicópteros de ataque AH-1Z Viper, 3 helicópteros de transporte UH-1Y e 3 helicópteros de resgate MH-60 Pave Hawk, totalizando 32 aeronaves, ou, ainda 22 caças F-35B, quando em missão de apoio de combate. Vale observar que quando estiver com essa configuração o América terá uma capacidade de ataque maior que a da maioria dos porta-aviões usados por outros países.
Além da ala aérea o América transportará 1687 soldados totalmente equipados além de sua tripulação composta por 1059 homens.
Acima: A entrada em operação do novo caça F-35B coincidira com a entrada em serviço do USS América. Esse caça dará uma nova capacidade a o navio de desembareque anfibio, lhe garantinrá um novo patamar na capacidade de combate, podendo participar de forma mais eficiente na defesa aérea.
O América está armado com 2 lançadores MK-29 para mísseis antiaéreos Envolved Sea Sparrow cujo alcance chega a 19 km. Este míssil é guiado a radar semi ativo, sendo assim, necessário que o radar de controle de tiro ilumine o alvo durante toda fase do ataque. Além deste míssil, o América está armado com 2 lançadores MK-49 para mísseis antiaéreos de defesa de ponto RIM-116 Rolling Airframe Missile (RAM). Cada lançador MK-49 possui 21 mísseis prontos para uso. O Míssil RAM é guiado por radio freqüência e por IR (infravermelho), sendo seu alcance maximo de 7,5 km. Para defesa antiaérea de ponto, serão instalados 3 canhões automáticos (metralhadoras) de seis canos rotativos CIWS Phalanx MK 15, de 20 mm. Esse canhões conseguem uma taxa de tiro de 4500 tiros por minuto, o que é suficiente para “rasgar” qualquer coisa que esteja dentro do seu alcance (2000 a 3000 mts)
Acima: Nesta foto podemos ver o unico elevador do America e um caça F-35B posicionado proximo dele.
A suíte eletrônica do América será composta por um radar tridimensional de busca aérea AN/SPS-48 Radar cujo alcance está em 410 km. Esse radar fornece informações para o míssil antiaéreo Envolved Sea Sparrow e para os míssil RAM. Outro radar usado é o de busca aérea AN/SPS-49 cujo alcance está em 460 km. O radar de controle de fogo é um AN/SPQ-9B que faz o controle de fogo capaz de detectar alvos a uma distancia de até 37 km. O América está equipado com o novo sistema de gerenciamento de dados AN/USG-2 CEC (Cooperative Engagement Capability) que administra os dados recebidos por todos os sensores do navio de forma a aumentar a consciência situacional dos operadores de combate do navio
Acima. A defesa anti aérea de area do América será fornecida por dois lançadores MK-29 para mísseis Envolved Sea Sparrow como o desta foto. Mesmo com um alcance muito menor que os mísseis de escolta, a capacidade de defesa do América é apoiada por sua ala aérea composta por caças supersonicos F-35B.
O América será propulsado por duas turbinas a gás General Electric GE 2500 cuja potência produzida será de 70000 hp transmitidas a duas hélices que levarão o América a uma velocidade de 22 nós (41 km/h) e a uma autonomia máxima de 17594 km.

FICHA TÉCNICA
Tipo: Navio de assalto anfíbio
Comissionamento: 2012
Tripulação: 2746 sendo 1687 fuzileiros e 1059 tripulantes
Comprimento: 257 m.
Boca: 32,3 m
Deslocamento: 50000 toneladas (maximo)
Elevadores: 1 a boreste.
Propulsão: 2 turbinas a gás General Electric GE 2500 cuja potência produzida será de 70000 hp.
Velocidade máxima: 41 km/h
Autonomia: 17594km.
Sensores: Radar tridimensional AN/SPS-48 com 410 km de alcance; Radar de busca aérea AN/SPS-49 com alcance de 460 km. Radar de controle de fogo AN/SPQ-9B 37 km de alcance.
Armamento: 2 lançadores MK-29 para mísseis antiaéreo Envolved Sea Sparrow; 2 lançadores de mísseis antiaéreo RIM-116 RAM; 3 canhões CIWS MK-15 Phalanx de 20 mm.
Aviação: 38 aeronaves que podem ter sua composição modificada de acordo com a necessidade da missão. Na configuração normal serão transportados 10 Caças F-35B Lightning II, 12 MV-22 Osprey, 4 Helicópteros CH-53 Sea Stallion, 8 helicopteros de ataque AH-1Z Viper e 4 helicópteros multimissão SH-60S Sea Hawk.
Acima: Aqui podemos ver dois angulos do USS América. Esse tipo de navio é fundamental para as operações expedicionarias da marinha dos Estados Unidos.
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13 comentários:

Henrique disse...

Definitivamente é uma bela nave. Os americanos terão mais poder de projeção com esses navios levando F-35.

Belo artigo!


Abraços!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Henrique. Obrigado!
Abraços

carmen disse...

Um excelente artigo. porque é que a marinha do Brasil, em vez de um porta-aviões, não opta por um navio polivalente deste tipo?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Carmem. Noemalmente esse tipo de navio acaba limitado a aeronaves VSTOL (decolagem e pouso vertical. Por isso acaba sendo inviavel o seu uso por uma marinha com orçamento apertado pois caças com essas caracteristicas ou são caros, como o F-35B, ou velhos como os AV-8B Harriers II.
Abraços

Felipe disse...

Olá Carlos, um ótimo artigo, parabéns.

Apenas um comentário: seria muito melhor que a MB dispusesse de algumas embarcações destas, ao invés de manter um NAe precário e sem condições de uso, que vive ancorado.

Isso porque e END não privilegia o conceito de "projeção do poder naval brasileiro", e sim apenas o de "negação do uso do mar pelo inimigo". Porta-Aviões são armas de exclusiva projeção de poder. Para negação do uso do mar devem-se usar Submarinos.

Assim, seria muito mais coerente ter algumas embarcações desta, para desembarque de tropas, mas com alguma capacidade aeronaval, e manter aí sim, uma boa força de submarinos, deixando de lado o uso de Porta-Aviões para efetivamente negar o uso do mar ao inimigo.

Com embarcações assim manter-se-ia a doutrina de emprego de força aeronaval, ao passo que se abandonaria o uso de obsoletos NAe, como o São Paulo.

Mas tem que vir junto alguns F-35 STOVL...

Abraço.

welington disse...

Sugestão de materia, barco patrulia HMAS Launceston (ACPB 94).

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Wellington. Obrigado pela sugestão
Abraços

Anderson Carias disse...

Boa Tarde Carlos...
Parabéns por mais esta matéria...
Carlos realmente estas maquinas de guerra são fantasticas... me diz uma coisa você tem idéia de quantos "USS AMERICA" os EUA vão adquirir? e o valor de cada unidade aproximadamente? outra coisa a classe que eles vão substituir.. os Tarawa LAH-1, quantas embarcações os americanos operam???... visto que de porta-aviões ouvi dizer que eles operam 12...
Carlos 1 gde abraço.. parabéns .. fica c deus..

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anderson. Obrigado.
Estão previstos a construção de 4 navios da classe America. O custo do America é de U$ 3 bilhões cada navio.
O tarawa foram construidas 5 embarcações....
Abraços

Carlos "Cipher" Renato disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Cypher. Não são navios do mesmo tipo. Um não substitui o outro....
Abraços

johnwolque disse...

Carlos por quÊ os americanos não são Adeptos da rampa sky jump nos seus porta aviões ou mesmo nos navios de assalto anfibio se com ele se economiza bastante combustivel na decolagem?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá John.
Errado.... O sistema de catapultagem usado pelos americanos permite lançar aeronaves com carga maxima e com menos velocidade do navio, economizando combustível. O sistema russo de usar skyjump não é o melhor.
Esta é uma das áreas onde os russos falham....
Abraços