
DESCRIÇÃO
A marinha do Japão, assim como todas as suas forças armadas são extremamente poderosas graças a seu intenso treinamento e a expressiva quantidade de armas que esta nação possui. Alguns desses armamentos são, realmente, o estado da arte em sua categoria como o moderno destróier classe Kongo e Atago, já descritos nesse blog (veja indicie de matérias). Porém, embora nem todos os seus sistemas de armas sejam tão modernos, muitos outros tem uma representatividade significativa na estratégia de defesa da nação do sol nascente.
O destróier classe Takanami é um desses sistemas de armas, cuja tecnologia, algo ultrapassada frente aos projetos ocidentais contemporâneos desse projeto, ainda tem sua validade no campo de batalha naval. O destróier classe Takanami é derivada da classe Murasame, especializada em guerra anti-submarino e já descrito nesse blog, também. Porém o Takanami foi projetado para dar ênfase na capacidade de combate antiaéreo e, assim, poder participar da escolta do grupo de batalha japones ou de seu aliado, os Estados Unidos.

Acima: Um navio da classe Takanami, no caso o Onami DD-111), segundo navio da classe participando de um grupo de batalha norte americano. A marinha dos Estados Unidos possui bases permanentes em território japones sendo que navios de guerra da marinha niponica, frequentemente escoltam navios norte americanos.
Para cumprir a missão de combate antiaéreo foi instalado um lançador vertical MK-41 de mísseis com 32 células equipadas com 16 mísseis SM-2 Standard Block IIIA guiados por radar semi-ativo e com alcance de 80 km. Este míssil possui uma capacidade melhorada contra alvos voando a baixas altitudes, porém podem ser destruídos alvos voando até 20000 metros de altitude. Pode ser usado no lugar do míssil SM-2, o novo míssil ESSM (Envolved Sea Sparrow), cuja capacidade de interceptar mísseis antinavio supersônicos é bastante importante, considerando que as marinhas que poderiam a ser vistas em combate contra a armada japonesa dispõe desse tipo de míssil antinavio. O alcance do ESSM é de 50 km e seu guiamento se dá por radar semi-ativo. As outras 16 células do lançador MK-41 foram armadas com mísseis anti-submarino RUM-139 ASROC VL (lançamento vertical). Este míssil tem alcance de 22 km e ele transporta um torpedo leve MK-46 que é lançado na água, próximo do submarino inimigo detectado. Esse torpedo, por sua vez, tem alcance de 11 km e faz a busca pelo alvo através de um sonar que funciona ativo e passivamente. A ogiva do MK-46 pesa 44 kg e é composta por alto explosivo PBXN-103, extremamente destrutivo. Para guerra antinavio está instalado dois lançadores quádruplos de mísseis Type 90 SSM-1B que começaram a substituir os mísseis norte americanos RGM-84 Harpoon. O novo míssil Type 90 é mais veloz (1150 km/h) e tem maior alcance que o míssil Harpoon que ele substitui (200 km), porém seu sistema de guiamento é o mesmo, ou seja, inercial, durante o início do vôo e radar ativo quando estiver próximo do alvo.
O Takanami está armado com um canhão italiano Otobreda de127 mm que consegue uma cadência de 40 tiros por minuto e cujo alcance, com granadas convencionais, é de 30 km. Uma nova munição assistida por foguete, chamada Volcano, tem alcance ampliado para 100 km. Para defesa antiaérea de ponto são usados dois sistemas CIWS MK-15 Phalanx. Cada sistema Phalanx é composto por um canhão de canos giratórios de 20 mm capaz de impor uma cadência de 4500 tiros por minuto e com um alcance efetivo de 2000 a 3000 metros.
Para guerra anti-submarino, ainda há dois lançadores triplos Type 68 para torpedos leves de 324 mm, além de poder operar um helicóptero anti-submarino Sikorsky SH-60J Seahawk.

Para cumprir a missão de combate antiaéreo foi instalado um lançador vertical MK-41 de mísseis com 32 células equipadas com 16 mísseis SM-2 Standard Block IIIA guiados por radar semi-ativo e com alcance de 80 km. Este míssil possui uma capacidade melhorada contra alvos voando a baixas altitudes, porém podem ser destruídos alvos voando até 20000 metros de altitude. Pode ser usado no lugar do míssil SM-2, o novo míssil ESSM (Envolved Sea Sparrow), cuja capacidade de interceptar mísseis antinavio supersônicos é bastante importante, considerando que as marinhas que poderiam a ser vistas em combate contra a armada japonesa dispõe desse tipo de míssil antinavio. O alcance do ESSM é de 50 km e seu guiamento se dá por radar semi-ativo. As outras 16 células do lançador MK-41 foram armadas com mísseis anti-submarino RUM-139 ASROC VL (lançamento vertical). Este míssil tem alcance de 22 km e ele transporta um torpedo leve MK-46 que é lançado na água, próximo do submarino inimigo detectado. Esse torpedo, por sua vez, tem alcance de 11 km e faz a busca pelo alvo através de um sonar que funciona ativo e passivamente. A ogiva do MK-46 pesa 44 kg e é composta por alto explosivo PBXN-103, extremamente destrutivo. Para guerra antinavio está instalado dois lançadores quádruplos de mísseis Type 90 SSM-1B que começaram a substituir os mísseis norte americanos RGM-84 Harpoon. O novo míssil Type 90 é mais veloz (1150 km/h) e tem maior alcance que o míssil Harpoon que ele substitui (200 km), porém seu sistema de guiamento é o mesmo, ou seja, inercial, durante o início do vôo e radar ativo quando estiver próximo do alvo.
O Takanami está armado com um canhão italiano Otobreda de127 mm que consegue uma cadência de 40 tiros por minuto e cujo alcance, com granadas convencionais, é de 30 km. Uma nova munição assistida por foguete, chamada Volcano, tem alcance ampliado para 100 km. Para defesa antiaérea de ponto são usados dois sistemas CIWS MK-15 Phalanx. Cada sistema Phalanx é composto por um canhão de canos giratórios de 20 mm capaz de impor uma cadência de 4500 tiros por minuto e com um alcance efetivo de 2000 a 3000 metros.
Para guerra anti-submarino, ainda há dois lançadores triplos Type 68 para torpedos leves de 324 mm, além de poder operar um helicóptero anti-submarino Sikorsky SH-60J Seahawk.

Acima: O missil Type 90 SSM-1B antinavio, em uma rara fotografia. Esse missil substitui os famosos mísseis Harpoon de fabricação norte americana em serviço nos navios da marinha japonesa.
O Takanami possui um deslocamento de 4650 toneladas quando totalmente carregado. Sua propulsão, do tipo COGAG (Combinação gás gás) é fornecida por duas turbinas a gás LM-2500 desenvolvida pela General Eléctric e fabricadas sob licença pela empresa japonesa Ishikawajima Harima apoiadas por mais duas turbinas a gás Kawasaki/ Rolls Royce Spey SM-1C que juntas produzem 60000 Hp de força movendo dois eixos e suas hélices. Essa propulsão é a mesma usada no destróier Murasame, já descrito nesse blog. Essa composição leva a Murasame a uma velocidade máxima de 30 nós (56 km/h). Em velocidade de cruzeiro de 18 nós (34 km/h) o Takanami tem uma autonomia de 8350 km.

O Takanami possui um deslocamento de 4650 toneladas quando totalmente carregado. Sua propulsão, do tipo COGAG (Combinação gás gás) é fornecida por duas turbinas a gás LM-2500 desenvolvida pela General Eléctric e fabricadas sob licença pela empresa japonesa Ishikawajima Harima apoiadas por mais duas turbinas a gás Kawasaki/ Rolls Royce Spey SM-1C que juntas produzem 60000 Hp de força movendo dois eixos e suas hélices. Essa propulsão é a mesma usada no destróier Murasame, já descrito nesse blog. Essa composição leva a Murasame a uma velocidade máxima de 30 nós (56 km/h). Em velocidade de cruzeiro de 18 nós (34 km/h) o Takanami tem uma autonomia de 8350 km.

Acima: Como o Takanami deriva do projeto classe Murasame, seu casco é o mesmo e suas qualidades marinheiras também. O desempenho deste navio é ideal para participar de missões conjuntas com outras marinhas em aguas azuis.
O mesmo radar de busca aérea usada na classe Murasame é usado no Takanami. O radar bidimensional OPS-24 capaz de detectar um alvo de grande tamanho (100 m2) a 450 km de distancia. Esse radar também é derivado de modelos desenvolvidos nos Estados Unidos, durante a guerra fria. Dois radares de controle de fogo FCS-3 fazem a iluminação do alvo para os mísseis antiaéreo SM-2 e ESSM. Para guerra anti-submarina é usado o sonar Mitsubishi OQS-5 que fica montado no casco do Takanami além de um radar rebocado OQR-2.
Além desses sensores, há ainda uma suíte de guerra eletrônica composta por interferidores (Jammer) NOLQ-3, iscas SRBOC RL e um sistema de iscas antitorpedo rebocado SLQ-25 Nixie que emite sinais que atraem o torpedo inimigo para longe do casco do navio.

O mesmo radar de busca aérea usada na classe Murasame é usado no Takanami. O radar bidimensional OPS-24 capaz de detectar um alvo de grande tamanho (100 m2) a 450 km de distancia. Esse radar também é derivado de modelos desenvolvidos nos Estados Unidos, durante a guerra fria. Dois radares de controle de fogo FCS-3 fazem a iluminação do alvo para os mísseis antiaéreo SM-2 e ESSM. Para guerra anti-submarina é usado o sonar Mitsubishi OQS-5 que fica montado no casco do Takanami além de um radar rebocado OQR-2.
Além desses sensores, há ainda uma suíte de guerra eletrônica composta por interferidores (Jammer) NOLQ-3, iscas SRBOC RL e um sistema de iscas antitorpedo rebocado SLQ-25 Nixie que emite sinais que atraem o torpedo inimigo para longe do casco do navio.

Acima: O radar bidimensional OPS-24 é o principal sensor do destróier Takanami. Seu alcance chega a 450 km, o que representa um excelente desempenho para esta classe de sensor.
Embora o Takanami seja uma embarcação nova (foi comissionado em 2003), seu projeto mostra uma concepção obsoleta, porém com um forte armamento e uma suíte eletrônica capaz de proporcionar sérios problemas em qualquer navio de guerra. O Takanami é um destróier ainda valido no teatro de operação em que o Japão está participando e os cinco navios dessa classe representam um obstáculo a ser estudado atentamente para uma marinha que tenha como missão atacar um grupo de batalha naval japonês.

Embora o Takanami seja uma embarcação nova (foi comissionado em 2003), seu projeto mostra uma concepção obsoleta, porém com um forte armamento e uma suíte eletrônica capaz de proporcionar sérios problemas em qualquer navio de guerra. O Takanami é um destróier ainda valido no teatro de operação em que o Japão está participando e os cinco navios dessa classe representam um obstáculo a ser estudado atentamente para uma marinha que tenha como missão atacar um grupo de batalha naval japonês.

Acima: Nessa foto podemos ver o hangar que abriga o helicóptero anti-submarino SH-60J Seahawk aberto. Essas aeronaves permitem um significativo aumento na capacidade de combate contra submarinos hostis.
FICHA TÉCNICA
Tipo: Destróier antiaéreo.
Tripulação: 175
Data do comissionamento: Março de 1996.
Deslocamento: 4650 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 151 mts.
Calado: 5,3 mts.
Boca: 17,4 mts.
Propulsão: 2 turbinas a gás Kawasaky Rolls Royce Spey SM-1C e 2 turbinas General Electric/ Ishikawajima Harima LM-2500 que juntas produzem 60000 hp.
Velocidade máxima: 30 nós (56 km/h)
Alcance: 8350 Km.
Tipo: Destróier antiaéreo.
Tripulação: 175
Data do comissionamento: Março de 1996.
Deslocamento: 4650 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 151 mts.
Calado: 5,3 mts.
Boca: 17,4 mts.
Propulsão: 2 turbinas a gás Kawasaky Rolls Royce Spey SM-1C e 2 turbinas General Electric/ Ishikawajima Harima LM-2500 que juntas produzem 60000 hp.
Velocidade máxima: 30 nós (56 km/h)
Alcance: 8350 Km.
Sensores: Radar de busca aérea: OPS-24 com 450 km de alcance; Radar de controle de fogo: FCS-3; Sonar: OQS-5 montado no casco, OQR-2 rebocado.
Armamento: 1 canhão Otobreda de127 mm, 2 canhões canhões CIWS Vulcan Phalanx MK-15 de 20 mm, 1 lançador vertical MK-41 para 32 mísseis anti-submarino RUM-139 ASROC (16 mísseis) e mísseis SM-2 Standard Block III (16 mísseis), 2 lançadores quádruplos de mísseis Type 90 antinavio, 2 lançadores triplos Type 68 para torpedos leves de 324 mm.
Armamento: 1 canhão Otobreda de127 mm, 2 canhões canhões CIWS Vulcan Phalanx MK-15 de 20 mm, 1 lançador vertical MK-41 para 32 mísseis anti-submarino RUM-139 ASROC (16 mísseis) e mísseis SM-2 Standard Block III (16 mísseis), 2 lançadores quádruplos de mísseis Type 90 antinavio, 2 lançadores triplos Type 68 para torpedos leves de 324 mm.
Aeronaves: Heliponto para operar um helicóptero médio SH-60J Seahawk.
Acima: O takanami, navio que dá o nome a classe navega em aguas calmas. Esses navios representam parte da espinha dorsal da capacidade de defesa do território japones.
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8 comentários:
Apesar de não ser a minha praia, achei muito bom este artigo,Carlos.
Mas o que me deixa intrigado, são algumas similaridades entre algumas classes de navios, como os destróieres, as fragatas e as corvetas que, devido às suas multifunções e em alguns casos, deslocamentos semelhantes entre uma classe e outra, torna-se difícil distinguir uma corveta de uma fragata.
Ou até mesmo uma fragata de um destróier.
Você poderia esclarecer esta dúvida?
Olá Sidewinder. Realmente, nos dias de hoje a classificação do que é um destróier e uma fragata está muito vaga e aparentemente é dada pelo comando da marinha que utilizará o navio. Porém, tradicionalmente, o destróier teria que ser um navio mais dedicado a luta anti-submarino, com alguma capacidade de auto defesa anti aérea enquanto que os cruzadores deveria ser navios de guerra anti aérea. porém com a miniaturização dos componentes podemos ver hoje fragatas que são mais bem armadas que um cruzador. Assim uma fragata acaba exercendo o papel de um destróier (anti-submarino) e um cruzador (anti aéreo).
Mas o deslocamento ta,bémcostuma definir a classe de navios. Por exemplo, navios com 8000 toneladas para cima são classificados como destroier. Fragatas tem deslocamento de 5000 a 6000 toneladas mais ou menos.
Abraços
Também tem o caso da função destinada às fragatas e às corvetas, que é invertida de acordo com a marinha de cada país.
Enquanto que, em algumas marinhas, as fragatas têm velocidade e autonomia para acompanhar uma força tarefa, as corvetas ficam restritas à patrulha costeira. Já em outras marinhas, a situação se inverte.
Muito bom artigo, como sempre.
Carlos, achei essa belonave muito interessante. Apesar do projeto um tanto quanto antiquado, ainda assim se torna um fator importante dentro de qualquer estratégia voltada à
dissuação. Há planos, dentro da Marinha do Brasil, em obter/desenvolver algum navio com características semelhantes?
Olá Wagner. Obrigado!
A marinha do Brasil está iniciando um programa de aquisição de 10 navios de escolta que deverão ser substituir nossos atuais navios da classe Niteroi e a fragatas Greenhaugh. Os concorrentes são fratadas modernas como a francesa Freem, a sul coreana KDX II e uma fragata norte americana derivada da F-100 espanhola. Ambos os navios são superiores a Takanami, embora seja de uma categoria inferior ao destróier.
Abraços
A proa dessa fragata é bem parecida com as do brasil, entendo pouco de marinha mas visualmetne é parecida
abraço
Olá Galileu. Certamente que é parecida com a de alguns dos navios que o Brasil usou. espécialmente o destróier da classe Pará, também muito antigo. Esse desenho tem forte influencia da engenharia norte americana.
Abraços
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