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Sexta-feira, Junho 04, 2010

VICKERS SHIPBUILDING GROUP CLASSE INVINCIBLE. O mais importante navio da frota britânica.


DESCRIÇÃO
O porta-aviões Invincible da real marinha britânica representa, hoje, o principal navio da frota britânica. O conceito inicial do Invincible, estabelecido na década de 1960, era, justamente, ser um porta-helicópteros para apoiar tropas em missões expedicionárias, porém, com o surgimento dos fantásticos jatos de combate Harriers, de decolagem e pouso vertical, acabou por permitir uma ampliação da capacidade destes mini porta-aviões.
O Invincible foi encomendado em 1973 e comissionado em 1980, de forma que ele estava pronto para ser usado na breve guerra das Malvinas, onde os caças Harriers GR-3 e Sea Harriers operaram do Invincible. Durante a guerra, o Invincible, chegava a transportar 20 Harriers, o que representa um enorme sacrifício para um porta-aviões de pequeno porte como ele. Hoje, o Invincible, primeiro navio desta classe, está na reserva, enquanto que os seus dois irmãos se mantêm em serviço ativo.
Acima: Nesta foto antiga do Invincible podemos ver o lançador de mísseis Sea Dart, que foi retirado após uma reforma e modernização do navio, para ampliação da capacidade de operações aéreas.
A propulsão do Invincible é feita por sistema COGAG (combinação de tubinas a gás) como na maioria dos navios britânicos. São 4 turbinas a gás Rolls & Royce Olympus TM-3B que , juntas, produzem 97000 Hp de força, movimentando duas hélices que levam o navio a uma velocidade máxima de 28 nós (52 km/h). nada mal pra um navio com 20700 toneladas de deslocamento.
Acima: Com 20700 toneladas de deslocamento, o Invincible é considerado um porta-aviões de pequeno porte, mas graças aos caças de decolagem vertical, a capacidade de combate deste navio é considerável.
O Invincible, como a maioria dos porta-aviões, tem uma suíte de sensores bem abrangente. O radar e busca de superfície do Invincible e do Ilustrious é o BAE Type-996 com um alcance máximo de 180 km, enquanto que no Ark Royal, o radar de busca de superfície é o Type 992, com alcance 120 km. O radar de busca aérea é o BAE System Type 1022, comum aos três navios, e com alcance de 375 km. Já a navegação é auxiliada por um radar de navegação Kelvin Hugh Type 1006 no Invincible e no Ark Royal, enquanto que no Ilustrious é usado o Type 1007. O sistema de sonar é fornecido pela Thales Underwater Systems. O modelo é o Type 2016, montado no casco no Invinvible, e que opera passiva e ativamente.
O Invincible possui um sistema de contramedidas Sea Gnat que lança iscas eletrônicas e infravermelhas IR para proteger o navio contra mísseis anti-navio.
Acima: O Invincible, já após sua modernização. Notem a ausência do lançador duplo mísseis Se Dart na frente do navio.
O componente aéreo normal dos navios desta classe é composto, principalmente por aeronaves de asas rotativas como o veterano Sikorsky Sea King MK-2, pelo gigante Chinook e pelo avançado HM-1 Merlin, já descrito no blog Campo de Batalha Aérea. Ao todo, são 15 helicópteros. Já a aviação de asa fixa é composta por 9 caças Harrier GR-7/ GR-9, que em breve, deverão ser substituído pelo caça de 5º geração Lockheed F-35B Lightining II, também já descrito no Blog Campo de Batalha Aérea. Estes novos caças darão uma nova dimensão para a capacidade de combate da marinha britânica.
Acima: Os jatos de combate Harriers GR-9 da real força aérea britãnica (RAF) ocuparam o espaço deixado pelos veterenos Sea Harriers.
Originalmente o Invincible, era armado com poderosos mísseis anti aérea de longo alcance Sea Dart, porém, na modernização do navio, visando ampliar as operações aéroembarcadas, este sistema foi removido para poder aumentar a pista do convés, além do aumento do compartimento de armas que são transportadas pelos Harriers, sob o convés. Atualmente a defesa do Invincible é feita por três sistemas CIWS Goalkeeper composto por um canhão GAU-8 Avenger, em calibre 30 mm (o mesmo do jato de ataque A-10 Thunderbolt II da força aérea dos Estados Unidos), com uma cadência de 4200 tiros por minuto e um alcance efetivo de 1500 m. Este armamento não é o mesmo usado no Ark Royal que usa, no lugar desses 3 sistemas, o sistema CIWS norte americano MK-15 Phalanx, em calibre 20 mm e com alcance de 1500 m e com cadência de tiro na ordem de 4500 tiros por minuto. Os três navios usam em comum, 2 canhões Oerlikon GAM B01, em calibre 20 mm e com alcance de 2000 metros. A cadência desta arma chega a 1000 tiros/ min.
Com este armamento e com sua aviação, momentaneamente, focada em missões de ataque a alvos de superfície, a defesa principal dos navios da classe Invincible dependerá dos navios de escolta que possuam mísseis antiaéreos e torpedos para atacarem submarinos e aeronaves inimigas que se aproximarem do porta aviões.
Acima: O Ark Royal possui sistemas de armas e alguns sensores diferentes do projeto original do Invincible. nesta foto pode-se ver o sistema CIWS MK-15 Phalanx de origem norte americana montado na popa do navio.
Embora os porta-aviões da classe Invincible sejam pequenos, é inegável a importância que a capacidade de transportar aeronaves de combate tem em uma campanha bélica. A Falklands/ Malvinas foi um dos muitos palcos onde essa importância foi comprovada, uma vez que muito dificilmente os britânicos conseguiriam vencer aquela guerra tão distante de suas bases sem o apoio dos seus pequenos porta-aviões. Ainda nesta década, o novo porta-aviões Queen Elizabeth, muito maior e mais capaz que o Invincible, tomará os lugares destes importantes e já clássicos navios de guerra ingleses que deixarão saudades nos apreciadores de forças navais de todo o mundo.
Acima: Nesta foto podemos comparar as dimensões do Invincible com um super porta-aviões classe Nimitz da marinha dos Estados Unidos. Mesmo pequeno, um porta-aviões mantido de forma correta, em condições operacionais plenas, dá a força naval uma capacidade de combate superior.

FICHA TÉCNICA (HMS INVINCIBLE)
Tipo: Porta-aviões.
Comissionamento: Julho de 1980.
Tripulação: 1000 tripulantes + 320 homens da ala aérea.
Comprimento: 209 m.
Boca: 36 m.
Deslocamento: 20700 toneladas (maximo).
Elevadores: 2 na linha central do convés.
Propulsão: 4 turbinas a gás Rolls & Royce Olympus TM-3B com potência 97000 hp.
Velocidade máxima: 28 nós (52 km/h).
Autonomia: 13000 km.
Sensores: radar de busca de superfície Type 996 com 180 km de alcance, radar de busca aérea Type 1022 com alcance de 375 km, radar de navegação Type 1006, Sonar de casco Type 2016.
Armamento: 3 CIWS Goalkeeper de 30 mm, 2 canhões oerlikon GAM B-01 de 20 mm.
Aviação: 15 helicópteros HM-1 Merlin, CH-47 Chinook, Sikorsky Sea King e 9 caças Harrier GR-9/ GR-7.

ABAIXO TEMOS UM VIDEO COM O INVINCIBLE EM OPERAÇÃO E ALGUMAS INFORMAÇÕES.


Fontes: Site Naval Technology; Enciclopédia Guerra moderna, Navios e Submarinos, editora Nova Cultural; Site Military Today; Site Deagel.

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17 comentários:

Carlos disse...

O Porta aviões São Paulo da MB pode ser comparado ao Invencible se bem equipado e 100% em operação com todos sistemas,aviões,etc?
A Inglaterra venderia um desses para o Brasil?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá carlos.
Eu penso que um PA como o São paulo seja muito superior , pelo fato de poder levar mais aeronaves.... Mas nosso São, Paulo, está muito mal das pernas... Poucos e obsoletos aviões.... A inglaterra forneceria com certeza o Invincible a nós, mas precisaríamos comprar um caça VSTOL, e o único que pode ser considerado moderno é o F-35B, caro demais...
Abraços

Hawkeyes disse...

Fazendo uma comparação, é uma pena,temos até um bom porta aviões apesar de ser uma plataforma antiga, até que seria interessante termos algums GR9 no SP para adestramento em VSTOL e até mesmo para patrulha já que os A4 estão caindo pelas tabelas, é só opnião de admirador do SP.

Galileu disse...

Carlos, procede mesmo que nas Malvinas um exocet foi disparado contra o Invincible mas atingiu outro navio (não me recordo o nome)??

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Galileu. Eu sei que um Exocet atingiu o HMS Sheffield, um destróier de escolta antiaérea. Porém desconheço os detalhes desse lançamento. Sei tambem que o exocet não explodiu e que a queima do moto continuou com o missil encravado no navio o que levou a um incêndio e a total destruição dele.
Abraços

Lucca disse...

Carlos, Gostaria de saber:
Qual a quantidade de porta-aviões ideal para o Brasil?
Qual a importância desse tipo de embarcação na esquadra brasileira?
E, atualmente qual seria a classe de porta-aviões mais adequada para equipar a MB?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Lucca. Infelizmente a marinha brasileira não tem recursos suficientes para manter um único porta aviões na ativa. O São paulo tem o tamanho exato para nossa marinha, mas além de sistemas obsoletos e ausência total de sistemas de armas de defesa própria, o porta aviões São paulo, usa aeronaves completamente obsoletas e não se tem idéia de quando serão adquiridas aeronaves de um novo modelo. Penso que o porta aviões ideal poderia ser o São paulo mesmo, mas equipado com os sistemas que lhe faltam hoje e com aeronaves de combate mais modernas, como o F/A-18C Hornet ou o caça Rafale. A quantidade de navios seria de duas unidades. Mas como disse antes, isso é irreal uma vez que não mantemos nem um em serviço.
Abraços

Victor disse...

durante o descomissionamento do Nael minas geris a marinha cogitou a hipótese de transformar o Minas em um navio de projeção estratégica, como os invencible.
A Mb desistiu justamente por não receber recursos o suficiente para modernizar o São Paulo imediatamente.
Nesse período 3 contra-torpedeiros que escoltavam o minas e depois o São paulo foram desativados.
hoje a prioridade deve ser reequipar o São Paulo com o melhor disponível , e refazer a esquadra de escolta com pelo ao menos 4 fragatas de grande porte bem armadas.

Osasco .22 disse...

Eae, blz?

Seria possivel um su-33 ou Mig-28K decolar desse navio

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Osasco.
Não... ele é pequeno demais para operar aeronaves de pouso convencional.
Abraços

Osasco .22 disse...

Eae, blz?

A minha pergunta é sobre se é possivel essas aeronaves decolarem em uma situação semelhante aos b-25 mitchel na 2º guerra em que eles decolaram apenas para bombardear e pousar em solo?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Osasco. Possível é, mas para fazer isso o navio terá que estar operando próximo a algum país "simpático" a ação militar, pois se não, os aviões terão que voltar ao navio mesmo.
Abraços

Guardião ATM disse...

Saudações Carlos!!!
A Inglaterra continua impecável na sua defesa e na sua administração e gestão, tanto no aspecto político como militar. Mesmo, depois da segunda guerra manteve uma força naval e aerea impecável. Tenho uma visão melhor hoje da importância da Força aérea como uma ponte entre o poder naval e terrestre. E os ingleses sabe como conduzir, mesmo com orçamento apertado, o desafio que ora enfrenta. Fiquei surpreso por voce dizer que o NAe SP é mais moderno. Grande abraço.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Guardião. Não disse que o SP é mais moderno. Disse apenas que um PA como o SP é superior a um Invencible, principalmente pelo tamanho. Mas eu enfatizo sempre que nosso SP está obsoleto e mair equipado com relação a seus aviões.
Abraços

André disse...

Olá Carlos, faça uma matéria sobre o nosso Nae São Paulo, mesmo sabendo de suas debilidades acho importante falarmos um pouco dele. Além do mais mesmo antigo ele ainda possui um potêncial relevante se reformado e equipado com caças à altura. Obrigado.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá André. Beleza. Esta matéria será publicada este mês. Abraços.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá André. Beleza. Esta matéria será publicada este mês. Abraços.