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Quarta-feira, Agosto 25, 2010

FINCANTIERI CLASSE COMMANDANTE. Um sério candidato a navio patrulha oceânica do Brasil

DESCRIÇÃO
Na marinha do Brasil, os planos de reequipamento tratam de mais itens que apenas submarinos e fragatas. Com a recente movimentação do governo brasileiro se aproximando da industria naval italiana, com forte indício de que a modernização dos meios de superfície da Marinha do Brasil será feito com tecnologia italiana, um dos itens da proposta italiana chamou minha atenção. O navio de patrulha oceânica classe Commandante. Esse pequeno navio me era desconhecido e me interessei em pesquisar mais sobre ele para poder escrever um artigo informando suas características. Os dados que procurei foram relativamente difíceis de achar, e mesmo no site do fabricante as informações são escassas. Mas consegui reunir um mínimo de fontes confiáveis e desenvolver essa pesquisa de forma a dar uma boa idéia sobre as capacidades deste interessante navio.
Acima: O moderno desenho do Commandante reúne soluções de furtividade encontrada em projetos de navios recente.
Embora o navio classe Commandante seja considerado como um navio de patrulha oceânica (NaPaOc) pela marinha do Brasil, a verdade é que a Fincantieri, empresa que projetou o navio, apresenta o Commandante como uma corveta. A classificação deste navio, no entanto, me parece mais próxima do que a marinha do Brasil a considera, devido ao armamento bastante limitado, quando comparado a outras embarcações da mesma categoria. Mesmo a corveta classe Inhaúma, da marinha do Brasil, possui um armamento muito mais pesado, se aproximando do poder de fogo de uma fragata.
Acima: Com um deslocamento de 1520 toneladas o Commandante tem uma boa autonomia para sua categoria de embarcação, chegando a 6500 km.
O Commandante está armado com um moderno canhão Otobreda 76 mm capaz de atingir um alvo a 30 km de distancia. Este compacto canhão é capaz de uma cadência de fogo que chega a 85 tiros por minuto. Esta arma consegue manter um poder de fogo considerável se considerarmos apenas “piratas” e embarcações leves como adversários, mas certamente é um armamento limitado em caso de uma batalha naval contra um navio de guerra “normal”. Além desse canhão, há dois canhões leves Otobreda de 25 mm. A Commandante tem um hangar para operar um helicóptero médio como o NH-90 ou um SH-60 Seahawk.
Falta, na Commandante, um armamento de míssil, que aumentaria sua flexibilidade de emprego, porém para uso como patrulheiro oceânico, seu armamento atual é aceitável.
Acima: O helicóptero NH-90, como o da foto acima, é operado pela marinha italiana em seus navios Commandante. Na itália, esses navios são chamados de classe Cigala Fulgosi.
O radar principal é um modelo multímodo RAN-30X/I fornecido pela empresa Selex com alcance de busca aérea na ordem de100 km, segundo o fabricante. Segundo o fabricante, ainda, este radar pode travar num míssil inimigo a 25 km. O mesmo fabricante fornece o radar de controle de tiro NA-25 que fornece o controle do canhão principal de 76 mm. A Commandante têm um sistema de guerra eletrônica SLQ-747 que proporciona jammer (interferência) e identificação do radar inimigo. Completa a suíte de guerra eletrônica um sistema de lançamento de iscas chaffs (usada contra mísseis guiados por radar).
Acima: O radar Selex RAN-30X/I é o principal sensor de busca do Commandante. Trata-se de um moderno radar multimodo capaz de rastrear alvos aéreos e de superfície.
A propulsão da Commandante é composta por dois motores General Motors Trieste Wartsila W-18V 26 XIV que produzem 13,2 MW de potência. Estes motores trabalham junto com outros 3 geradores de eletricidade a diesel Isotta Fraschini 1712 T2 ME que produzem mais 900 KW cada. Essa propulsão leva o Commandate a uma velocidade de 26 nós (48 km/h). A autonomia deste navio é boa considerando suas pequenas dimensões, podendo chegar a 6500 km.
Acima: A marinha brasileira precisará de muitos navios de patrulha oceânica para poder executar a manutenção da soberania brasileira sobre nosso extenso litoral.
A marinha do Brasil tem procurado se renovar e a escolha de um novo navio de patrulha oceânica devem recair sobre a classe Commandante, graças a um acordo com o governo italiano que deve trazer as fragatas Fremm da versão italiana para nossa marinha, junto com os navios de patrulha oceânica classe Commandante. Dentro dos requisitos da marinha e o tamanho descomunal da área a ser patrulhada, esta classe de navio preenche bem as necessidades da marinha. Porém, vale considerar que em uma força armada com recursos sempre limitados, seria adequado que cada um de seus meios pudessem ser usados em missões diferentes, multiplicando a capacidade operativa da marinha, porém a eventual escolha desta classe implicará em um navio relativamente especializado, sem poder participar de missões contra navios de guerra normais
Acima: Nesta foto pode se notar que o hangar presente nos dois primeiros navios da classe Commandante não está presente. As duas embarcações da segunda encomenda teve seu hangar retirado.
FICHA TÉCNICA
Tipo: Corveta/ Navio de patrulha oceanica.
Tripulação: 70 tripulantes.
Data do comissionamento: 2002.
Deslocamento: 1520 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 88,4 mts.
Boca: 12,2 mts.
Propulsão: 2 motores General Motors Trieste Wartsila W-18V 26 XIV que produzem 13,2 MW de potência.
Velocidade máxima: 26 nós (48 km/h).
Alcance: 6500 Km.
Sensores: 1 radar multímodo RAN-30X/I 100 km de alcance. 1 radar de controle de tiro NA-25.
Armamento: Um canhão Otobreda 76 mm, Dois canhões leves Otobreda de 25 mm.
Aeronaves: Um helicóptero médio NH-90 ou SH-60 Seahawk

Fontes: Fincantieri (fabricante), Site NavalTechnology, Site Deagel.

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8 comentários:

Paulo disse...

Até onde fiquei sabendo está em estudo a continuação da Classe Barroso com um novo projeto de design.
Mas seria um bom navio para a nossa MB.

Abs.

Raphael disse...

Eu acho esse navio muito fraco para ser empregado como patrulha naval no mar ele é mais viável em rios de grande porte como patrulha o Brasil precisa de um navio como esse na amazônia e no rio são francisco para o combate aos narco traficantes.

O Brasil precisa de fragatas,submarinos,destroyer e que sabe porta-aviões pois o nosso mar é muito grande e rico. O Problema são essas bostas de politicos safados que preferem emprestar dinheiro aos ricos falidos do que melhorar a nossa armada dinheiro o Brasil tem o problema é que esta em mãos erradas

Fernandi Alves da silva disse...

Não acho uma boa compra, poderia ser feito aqui usando o casco da Barroso um patrulha bem armado que poderia servir de patrulha e escolta para nossa Esquadra, mais como no Brasil a escolha é politica e que se dane o fato técnico vamos compra mais uma goiaba estrangeira , não são eles que vão colocar a cara na hora do sufoco .

Sistemas disse...

Muito pouco armada ñ tem missel antinavio entiaereo, nem p patrular os rios ñ serve por causa de seu fraco armamento
Um parulha para o Brasil deveria ter misses Exocet e Mica ou Mistral.e

Marcelo, O Bardo disse...

Fraquíssimo... com este navio como patrulha, podemos enregar o pré-sal para quem aparecer querendo levar... sem falar que porta-aviões ao que parece não sai antes de 2070... politicagem é tenso...

Galileu disse...

Não vejo a MB substituindo as corveta da classe Inhaúma tão cedo.
Vejo sim a procura por uma fragata.

Mas qualquer que seja corveta ou fragata, o maior problema é a falta de sistemas de defesa, desde ponto a médio alcance.

abraço

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Realmente a grande fraquesa dos navios de nossa marinha é a falta de uma defesa aérea de médio e longo alcance. Se bobear, a nova fragata virá com mísseis com desempenho limitado ainda. nesse aspecto, a marinha pensa pequeno mesmo.

Paulo disse...

Discordo da maioria dos amigos presentes.
Considero essa embarcação quase perfeita para um navio de PATRULHA oceânica.
Se for para adquirir um navio de combate que se adquira um navio de combate, uma fragata ou destróier, mas mísseis para acertar navios de pesca clandestinos, piratas e afins é um exagero e um gasto absurdamente desnecessário.
Segundo a DND a proposta é possuir duas bases navais, a do RJ e uma na região Norte/Nordeste do país, sendo assim os Navios de PATRULHA em caso de necessidade podem acionar uma embarcação realmente destinada para combate.
Quais as vantagens de se possuir um navio como esse e se utilizar esse sistema de "chamar o irmão maior"?
Uma economia brutalmente grande, mantem-se as embarcações maiores docadas, ou seja, sem o seu consumo de navegação, a logística de se manter um missil em um navio também é cara, não é simplesmente colocar ele no navio em posição de disparo e ponto final, ele gera outros gastos como manutenção, pois o mesmo não sõ não deve, como não pode trafegar e manter o tempo todo os mísseis em posição de disparo.
Além do mais, em caso de real intenção de agressão, não vai aparecer uma embarcação do nada em nossa costa, haverão tensões preliminares e todo o jogo que envolve um atrito entre nações, nesse caso de nada adiantaria um navio patrulha realmente.
Só para completar o fato de eu achar essa embarcação quase perfeita, ela, para mim, peca pela falta de modularidade(isso sim acho extremamente necessário em embarcações dessa categoria), que em caso de necessidade, pudessem ser armadas com armamentos mais pesados.
Mas só para patrulha esta mais do que de bom tamanho.