DESCRIÇÃO
O presente artigo tem o objetivo de apresentar os mísseis navais (lançados de navios e submarinos) para destruir navios inimigos.
Antes dos mísseis se tornarem as principais armas de aeronaves e navios, o principal armamento para se destruir um navio inimigo era o canhão, normalmente de grosso calibre, acima de 400 mm!!! Mesmo que as granadas destes canhões fossem do tamanho de uma motocicleta, seu poder de destruição não chega perto do poder encontrado em um míssil antinavio. Contra a grande maioria dos navios de guerra, basta de apenas um impacto de um míssil deste tipo para mandar ele para o fundo do mar, enquanto que na época do uso dos canhões, você precisaria de muitos impactos para conseguir afundar um navio de guerra.
Acima: O encouraçado classe Lowa (provavelmente o USS New Jersey) abrindo fogo com seus 9 potentes canhões de 406 mm. Mesmo sendo extremamente poderosos, estes canhões não tinham a eficiência que um míssil antinavio moderno apresenta.
No mundo ocidental, os mísseis antinavio são subsônicos, voando, normalmente, a mach 0,8 e rasante a água (perfil sea skimming), visando dificultar ao máximo sua detecção pelas defesas antiaéreas/ anti-mísseis inimigas. Porém, vale ressaltar que a grande evolução dos sistemas de defesa de ponto coloca em xeque a real efetividade desses mísseis. Já os orientais, liderados, especialmente, pela indústria russa, desenvolveram mísseis antinavio com desempenho de vôo supersônico que, muitas vezes chega a bater na casa do mach 3 (3200 km/h), fazendo com que a defesa contra tais mísseis seja extremamente difícil, quando, as vezes, até impossível, dependendo do tipo de armamento defensivo que o navio alvo tenha.
Essa vantagem tática foi reconhecida pelo ocidente e já começam a ser projetados uma nova geração de mísseis antinavio com perfil de vôo supersônico e de alcance bem superior aos mísseis usados pelos Estados Unidos e Europa atualmente. A partir de agora vou descrever os mísseis navais antinavio em serviço e os em desenvolvimento ao redor do mundo.
ESTADOS UNIDOS
ESTADOS UNIDOS
A indústria norte americana tem vários modelos de mísseis que podem ser usados contra navios de guerra, porém, um deles, o Boeing RGM-84 Harpoon, pode ser apontado como um dos mais conhecidos mísseis antinavio do mundo, ao lado do míssil europeu Exocet. O míssil Harpoon é um clássico míssil de perfil de vôo rasante (Sea Skimming), subsônico cuja velocidade chega a 850 km/h (equivalente a velocidade máxima de um jato comercial). O alcance do Harpoon varia de versão para versão e de acordo com as plataformas de lançamento, porém, a versão naval, chamada de RGM-84D (a mais básica) tem alcance de 140 km. Seu sistema de orientação é feito por um radar altímetro que o mantém a altitude rasante e a fase terminal, um radar ativo montado no bico do míssil é acionado dando a direção exata do navio alvo. Sua ogiva pesa 221 kg e é acionada com retardo para garantir uma detonação dentro do casco do navio, potencializando os danos.O Harpoon tem uma versão aprimorada chamada de RGM-84F Harpoon Block II, cujo alcance foi estendido para 278 km, e ainda recebeu melhorias em relação a seu sistema de navegação onde foi incorporados GPS e um sistema inercial.
O Harpoon foi um sucesso no mercado internacional e hoje é usado por 25 países que mantém boas relações com os Estados Unidos.
Acima: O míssil RGM-84 Harpoon é um dos mais bem sucedido míssil antinavio do mundo em termos de exportação. Ao todo, 25 nações utilizam este míssil em seus navios de guerra.
Um míssil extremamente popular nos noticiários é o Tomahawk, um “astro” que ganhou sua fama durante as duas guerras do Golfo Pérsico, onde o Iraque conheceu, da pior forma, o que esse míssil, ou uma chuva deles, é capaz de fazer. Porém bem menos conhecida é a versão do Tomahawk destinada a destruir navios. Esta versão, chamada de RGM-109B TASM (Tomahawk Anti-Ship Missile) tem um alcance de 460 km (bem menos que seus irmãos de ataque terrestre, mas muito maior que o do seu primo Harpoon). O Tomahawk é lançado na direção aproximada do alvo, em um ponto futuro calculado pelo responsável pelo ataque, e nesse ponto, o radar do míssil é acionado para buscar seu alvo. O radar opera de forma passiva, recebendo as ondas de radar do inimigo para poder se posicionar em sua direção, e depois seu radar passa a operar de forma ativa na fase final. Sua ogiva é, particularmente, muito destrutiva. São 450 kg de explosivos que poderiam partir um destróier em dois num só impacto.
Acima: O famoso míssil RGM-109B Tomahawk possui uma potente ogiva de quase meia tonelada para detonar os maiores navios de guerra do mundo. Sua velocidade subsônica, porém, é um fator negativo que facilita a sua interceptação pelos sistemas de defesa inimigos.
O futuro míssil antinavio da marinha dos Estados Unidos responde pelo nome de LRASM (Long Range Anti-Ship Missile). O projeto está sendo desenvolvido pela Lockheed Martin, famosa fabricante de aeronaves como o avião espião SR-71 Blackbird e o F-22 Raptor em conjunto com a Marinha norte americana e o DARPA (Defense Advanced Research Project Agency), a agencia de estudos de projetos avançados de defesa, e visa fornecer a marinha, um míssil capaz de atacar alvos mais distantes que os mísseis norte americanos atuais e voando rasante a velocidades supersônicas altas. O lançador dele será, a principio, exclusivamente o vertical MK-41, comuns nos modernos destróieres e cruzadores da marinha dos Estados Unidos.
Acima: O novo míssil LRASM permitirá um aumento significativo na capacidade dos mísseis navais norte americanos, limitados, hoje, a mísseis subsônicos.
EUROPA
A Europa possuía muitas empresas que desenvolviam mísseis de todos os tipos, porém, com a formação da empresa MBDA, fruto da fusão da Matra, Aerospatiale, Finmeccanica e Matra BAe Dynamics, a maioria dos mísseis fabricados em solo europeu vem desta poderosa companhia. O mais famoso produto fabricado pela MBDA no segmento dos mísseis antinavio é, sem dúvidas, o míssil MM-38 Exocet. Este míssil se tornou muito popular nos anos 80 durante a guerra das Malvinas onde um caça Dassault Super Etendard argentino afundou um destróier Type 42, classe Sheffield, da marinha britânica com um míssil AM-38 Exocet (versão lançada do ar). Outro incidente envolvendo o Exocet ocorreu em maio de 1987 quando a fragata da marinha dos Estados Unidos USS Stark (FFG-31) foi atingida por dois mísseis AM-38 Exocet da força aérea iraquiana. O navio não afundou, porém foi incendiado e precisou ser reparado posteriormente. A versão lançada de navio é a MM-38 (obsoleta) e a nova versão MM-40 Block III Exocet, que trouxe melhorias muito importantes em termos de alcance (180 km contra 70 km da versão anterior) e de seus sistemas de orientação. Ambas as versões do Exocet possuem um radar ativo para rastrear seu alvo, porém na nova versão Block III, há suporte dados de um sistema GPS. O perfil de vôo do Exocet é o sea skimming, como no míssil Harpoon norte americano descrito acima, e sua velocidade é de 1000 km/h.
Acima: A nova versão do Exocet, o MM-40 Block III, trouxe novo fôlego para este clássico míssil antinavio. Com sistema de guiagem novo e um alcance muito aumentado, o Exocet voltou a ser considerado um míssil eficaz para o moderno teatro de operações.
A MBDA produz, ainda, um outro modelo de míssil antinavio. O Otomat, originalmente desenvolvido em conjunto por italianos e franceses, a MBDA acabou absorvendo este projeto e o mantém em produção em versões atualizadas.
A versão atual se chama Otomat MK-2 Block IV (a versão italiana se chama Teseo MK-2/A). O Otomat tem alcance de 180 km e seu sistema de guiagem é composto por um sistema inercial, GPS e um radar ativo que é acionado na ultima fase do ataque. Sua velocidade é de 1116 km/h e seu perfil de vôo, como a maioria dos mísseis ocidentais é rasante a água (sea skimming). Atualmente, este míssil, é usado pela Itália, Líbia, Venezuela, Peru, Malásia, Bangladesh, Nigéria, Arábia Saudita, Iraque, Nigéria, Quênia e Egito. Como se pode ver, o Otomat teve um bom sucesso no mercado internacional.


Acima: O míssil Otomat MK-2 Block IV fabricado pela MBDA tem desempenho e características de funcionamento muito similares ao encontrado no MM-40 Block III Exocet do mesmo fabricante.
Fora da MBDA, a Suécia tem uma das mais capazes industria de mísseis do mundo. A SAAB Bofors Dynamics produz o grande míssil RBS-15 MK III, uma avançada arma com capacidade de manobrar para confundir as defesas inimigas. O RBS-15 MK III tem alcance de 200 km e velocidade de 1000 km/h. Algumas embarcações stealths da Alemanha e da Suécia usam este míssil em lançadores ocultos no casco do navio. O RBS-15 usa sistema inercial, GPS e um radar ativo para se guiar ao seu alvo e sua ogiva tem 200 kg de alto explosivo, o suficiente para afundar navios do tamanho de destróieres.
Acima: O RBS-15 MK III é um excelente míssil antinavio subsônico. A Suécia produz uma versão lançada do ar que pode ser usada por caças JAS-39 Gripen, do mesmo país.
Outro país nórdico a fazer parte do seleto clube de fabricantes de mísseis antinavio é a Noruega. A Empresa Kongsberg produz um dos mais avançados mísseis antinavio ocidentais nos dias atuais. O NSM, acrônimo para Naval Strike Missile. O NSM foi usado, inicialmente, pela nova geração de fragatas e corvetas norueguesas e pela defesa costeira da Polônia, o primeiro cliente estrangeiro do NSM. Este míssil incorpora um desenho claramente influenciado por regras de formas stealth (furtivas) e seu motor não produz fumaça, dificultando sua identificação visual. Seu sistema de guiagem usa INS e GPS durante o meio curso do vôo de ataque, porém, diferentemente da maioria dos mísseis antinavio ocidentais, a ultima fase do ataque, este míssil usa um sensor infravermelho de alta definição que atua integrado a um sistema que abriga dados de muitos alvos internamente.
Uma interessante característica do NSM é sua capacidade de manobra elevada, usada para desviar de obstáculos pelo percurso, que é feito em baixíssima altitude, podendo, inclusive, contornar ilhas, ou, ainda, usar essa capacidade para confundir o alvo sobre qual é o navio que está sendo engajado. O alcance do NSM é de cerca de 150 km e sua velocidade é 1000 km/h. Sua ogiva, no entanto, pode ser considerada pequena, com 125 kg de alto explosivo e fragmentação.
Acima: Nesta foto, o NSM mostra seus traços típicos de um veículo stealth. Sua capacidade é bem superior a de seus similares ocidentais, faltando-lhe, porém, uma ogiva mais destrutiva.
ASIA
Na Ásia, os mísseis antinavio são produzidos pela China e pela Coréia do Sul. Este ultimo país, especificamente, precisou desenvolver seu próprio míssil antinavio no final da década de 90, devido a imposição do governo de diminuir a dependência das forças armadas sul coreanas de sistemas de armas estrangeiros. Foi projetado e construído o míssil SSM-700K Hae Sung. Este míssil tem um desenho que deixa claro ter sido inspirado no míssil Harpoon e MM-38 Exocet, ambos usados pela marinha sul coreana. Seu alcance está em cerca de 150 km e é um míssil guiado por radar ativo.
Na Ásia, os mísseis antinavio são produzidos pela China e pela Coréia do Sul. Este ultimo país, especificamente, precisou desenvolver seu próprio míssil antinavio no final da década de 90, devido a imposição do governo de diminuir a dependência das forças armadas sul coreanas de sistemas de armas estrangeiros. Foi projetado e construído o míssil SSM-700K Hae Sung. Este míssil tem um desenho que deixa claro ter sido inspirado no míssil Harpoon e MM-38 Exocet, ambos usados pela marinha sul coreana. Seu alcance está em cerca de 150 km e é um míssil guiado por radar ativo.
Acima: O míssil SSM-700K Hae Sung é um amálgama das soluções técnicas encontradas em mísseis ocidentais, mais especificamente o Exocet e o Harpoon. Porém, é um avança na capacitação da indústria sul coreana nesse segmento.
A ilha de Taiwan, considerada uma província rebelde pela China e o mundo teme que a Chian resolvesse tomar a ilha a força, hipótese que eu, particularmente, não acredito que ocorra. Independente das crenças de cada um sobre este assunto político estratégico, o fato é que Taiwan tem uma força armada relativamente bem equipada e sua industria de defesa é bastante ativa. A empresa CSIST (Chungshan Institute Of Science and Technology), é responsável pela pesquisa e desenvolvimento das armas de Taiwan e seu departamento de mísseis desenvolveu o míssil Hsiung Feng I, derivado da tecnologia israelense. Trata-se de um míssil leve com alcance limitado a apenas 40 km. Sua ogiva, porém, é mais pesada que a de alguns mísseis de maior porte que ele. São 150 kg de alto explosivo. Sua velocidade, no entanto, é baixa, cerca de 800 km/h e seu sistema de guiagem é por radar semi ativo. Este pequeno míssil equipa as lanchas lança mísseis da classe Hai Ou.

A ilha de Taiwan, considerada uma província rebelde pela China e o mundo teme que a Chian resolvesse tomar a ilha a força, hipótese que eu, particularmente, não acredito que ocorra. Independente das crenças de cada um sobre este assunto político estratégico, o fato é que Taiwan tem uma força armada relativamente bem equipada e sua industria de defesa é bastante ativa. A empresa CSIST (Chungshan Institute Of Science and Technology), é responsável pela pesquisa e desenvolvimento das armas de Taiwan e seu departamento de mísseis desenvolveu o míssil Hsiung Feng I, derivado da tecnologia israelense. Trata-se de um míssil leve com alcance limitado a apenas 40 km. Sua ogiva, porém, é mais pesada que a de alguns mísseis de maior porte que ele. São 150 kg de alto explosivo. Sua velocidade, no entanto, é baixa, cerca de 800 km/h e seu sistema de guiagem é por radar semi ativo. Este pequeno míssil equipa as lanchas lança mísseis da classe Hai Ou.

Acima: O pequeno míssil Hsiung Feng I, produzido com ajuda israelense, foi o primeiro míssil antinavio de Taiwan. seu desempenho e sua ogiva não garantem um poder relevante contra navios maiores que uma corveta.
A segunda geração de mísseis antinavio taiwanes é representada pelo míssil Hsiung Feng II, uma arma similar, em termos gerais, aos mísseis ocidentais. Este míssil tem um perfil de vôo com velocidade subsônica (1000 km/h) e altitude sea skimming. O modelo tem alcance de 160 km, com guiagem por radar ativo com apoio de um sistema IR (infravermelho) e uma ogiva de 180 kg. Porém, a ultima geração de mísseis taiwaneses, implicará em um ganho de desempenho notável.
Acima: O míssil Hsiung Feng II representa a segunda geração de mísseis antinavio taiwanes e seu desemneho se assemelha aos ultimos modelos de mísseis ocidentais.
O Hsiung Feng III é um típico míssil antinavio de nova geração. Sua velocidade é supersônica, na faixa do mach 2 (2200 km/h), porém ainda há poucos dados sobre esta nova arma. Sua propulsão tipo ramjet, lhe garante a sustentação da alta velocidade e um alcance de mais de 250 km. Sua guiagem não foi informada, porém deve ser composta por um radar ativo e por sistema inercial. Observando as poucas fotos disponíveis deste míssil, é possível verificar alguma influencia de desenhos russos em suas formas. O míssil lembra o míssil KH-31 Kripton, um míssil russo ar – superfície usado contra navios e instalações de radares.
Acima: O novo míssil Hsiung Feng III é a resposta deTaiwan frente a o crescimento acelerado da marinha chinesa. Seu desempenho supersônico e seu alcance aumentado o coloca como uma séria ameaça a integridade dos modernos navios de guerra chineses.
A China, por sua vez, tem uma fértil industria de mísseis e, atualmente, possui dois modelos de mísseis antinavio lançados de navio ou submarinos.
A segunda geração de mísseis antinavio taiwanes é representada pelo míssil Hsiung Feng II, uma arma similar, em termos gerais, aos mísseis ocidentais. Este míssil tem um perfil de vôo com velocidade subsônica (1000 km/h) e altitude sea skimming. O modelo tem alcance de 160 km, com guiagem por radar ativo com apoio de um sistema IR (infravermelho) e uma ogiva de 180 kg. Porém, a ultima geração de mísseis taiwaneses, implicará em um ganho de desempenho notável.
Acima: O míssil Hsiung Feng II representa a segunda geração de mísseis antinavio taiwanes e seu desemneho se assemelha aos ultimos modelos de mísseis ocidentais.
O Hsiung Feng III é um típico míssil antinavio de nova geração. Sua velocidade é supersônica, na faixa do mach 2 (2200 km/h), porém ainda há poucos dados sobre esta nova arma. Sua propulsão tipo ramjet, lhe garante a sustentação da alta velocidade e um alcance de mais de 250 km. Sua guiagem não foi informada, porém deve ser composta por um radar ativo e por sistema inercial. Observando as poucas fotos disponíveis deste míssil, é possível verificar alguma influencia de desenhos russos em suas formas. O míssil lembra o míssil KH-31 Kripton, um míssil russo ar – superfície usado contra navios e instalações de radares.
Acima: O novo míssil Hsiung Feng III é a resposta deTaiwan frente a o crescimento acelerado da marinha chinesa. Seu desempenho supersônico e seu alcance aumentado o coloca como uma séria ameaça a integridade dos modernos navios de guerra chineses.
A China, por sua vez, tem uma fértil industria de mísseis e, atualmente, possui dois modelos de mísseis antinavio lançados de navio ou submarinos.
O modelo C-602 é um míssil de cruzeiro com capacidade contra navios e contra alvos terrestres. Seu desenho se assemelha a do míssil Tomahawk norte-americano, porém com menores dimensões. O sistema de guiagem deste míssil é o Glonass (sistema russo equivalente ao GPS norte americano) durante a fase media do curso, e na fase final do ataque é acionado um radar ativo. O alcance do C-602 chega a 400 km.
Acima: O míssil de cruzeiro antinavio C-602 é um dos resultados dos esforços chineses para se conseguir sua auto-suficiência na produção de armamentos.
O míssil C-802 é o mais moderno em produção pela China. Seu alcance é de 120 km e sua velocidade é subsônica, cerca de mach 0,85 (1013 km/h). Este míssil traz uma capacidade de superar ambientes com forte interferência eletrônica, sendo que estima-se que seu PK (percentual de chance de acerto) é de 98%. Estes dados o colocam como um dos melhores mísseis antinavio de seu porte. Sua ogiva tem 165 kg de explosivos que são detonados com um pequeno atraso para garantir a penetração no casco do navio e assim causar o máximo de danos internos.
Os chineses produziram versões modificadas do projeto C-802 cujo alcance foi aumentado, como o modelo C-805, que representa a versão do C-802 destinada a atacar alvos em terra. O C-805 chega a ter 500 km der alcance máximo.
Mesmo sendo um país cuja industria projete seus próprios mísseis, a China continua a ser um grande importador de armamentos, principalmente russos.
Acima: O míssil C-802 é o mais recente desenvolvimento chinês no campo dos mísseis antinavio. Embora seja uma arma moderna, ainda é inferior aos modernos mísseis russos e indianos.
A Índia, assim como sua rival, a China, tem investido pesado em armamentos para suas forças armadas. Um dos frutos deste investimento foi o míssil PJ-10 BrahMos, desenvolvido em conjunto com a Rússia. O BrahMos é um míssil de cruzeiro capaz de destruír navios ou de ser usado contra alvos terrestres. Sua vantagem é que ele voa a velocidade supersônica alta (mach 2,8) a uma altitude menor que 10 metros. Essas características inviabilizam, praticamente, qualquer defesa antimíssil de conseguir se defender do BahMos. Com uma potente ogiva de 300 kg, este míssil pode rasgar no meio um navio do porte de um destróier. Seu alcance está em 290 km, porém novas versões poderão aumentar esse numero daqui alguns anos. Seu sofisticado sistema de guiagem conta com um radar ativo e passivo e apoio de GPS e INS.
Acima: Desenvolvido pela esforçada indústria indiana em conjunto com a competente indústria russa de mísseis, o BrahMos representa um dos melhores mísseis antinavio do mundo, atualmente.
A Rússia, uma das 3 maiores potências militares do globo produz todos os seus armamentos. Um segmento da industria bélica que eles são particularmente muito bons é o de mísseis, de todos os tipos. Atualmente existem 6 modelos de mísseis navais antinavio em uso na Rússia.
O primeiro míssil russo que tratarei é o 3M81 Moskit, um dos mais impressionantes armamenttos antinavio já construído. Este míssil, desenvolvido na década de 70, chama atenção por vários motivos, como seu enorme tamanho chegando a 9,7 metros de comprimento e 4 toneladas e meia de peso. Sua velocidade máxima, durante o vôo é de mach 3 (3200 km/h), porém, quando o Moskit desce para o perfil de vôo sea skimming, onde ele se mantém na parte final do ataque até atingir seu alvo, sua velocidade cai para mach 2,2 (2500 km/h), o que ainda é espetacular, pois representa quase duas vezes e meia a velocidade de um míssil subsônico comum. Outra coisa a se observar atentamente é que, estamos falando de um míssil com 4 toneladas e meia, que atinge seu alvo com mais de duas vezes a velocidade do som. Isso significa que ele tem uma energia cinética absurdamente grande, já capaz de causar estragos muito sérios no alvo. Agora, some isso, essa energia que falei, ao fato de haver no Moskit uma ogiva com 320 kg de alto explosivo. Para tornar ainda mais interessante, este míssil tem a opção de uma ogiva nuclear de 200 Kt (a que explodiu Hiroshima tinha 18 kt). Trocando em miúdos, este míssil é uma das melhores armas do mundo para ser lançada contra um porta aviões. O seu alcance chega a 120 km e seu guiamento se dá por radar ativo. Atualmente a China, Índia, Ucrânia e Rússia, usam este soberbo míssil. Existem boatos de que a Venezuela adquiriu alguns, mas desacredito nessa possibilidade.
Acima: O "monstro" 3M81 Moskit é quase do tamanho de um caça. Definitivamente é uma super arma contra navios, e um pesadelo das marinhas que tiverem que se opor a este míssil.O míssil de cruzeiro P-120 Malakhit identificado pela OTAN como SS-N-9 Siren entrou em serviço em 1972 e ainda hoje está em operação. Trata-se de um míssil movido por turbojato cujo alcance é de 110 km. Este míssil equipa alguns submarinos e as corvetas da classe Nanuchka, dando um elevado poder de fogo antinavio a estas embarcações. Sua velocidade é de 1000 km/h e diferentemente da grande maioria dos mísseis antinavio atualmente em serviço, o Malakhit não voa rente a água, sendo que seu perfil de vôo se dá a 60 metros de altitude. Sua baixa velocidade e a alta altitude facilita a vida das defesas antimíssil do alvo que poderia destruir o Malakhit sem problemas maiores. Por[em caso o Malakhit atinja seu alvo, será um desastre, pois sua ogiva é uma das mais potentes dentre os mísseis antinavio. São 500 kg de alto explosivo que podem ser substituídos por uma ogiva nuclear. O Malakhit tem um radar ativo para encontrar seu alvo, porém um pequeno sensor infravermelho foi montado na parte de baixo do míssil para apoiar o radar em ambientes de alta interferência eletrônica, da qual este sensor é imune.
Acima: O míssil Malakhit parece uma aeronave sem piloto devido a suas asas e formas gerais. Suas capacidade, porém, já se encontram limitadas frente as defesas anti-mísseis atuais.
Um dos mais potentes mísseis antinavio do mundo, o P-700 Granit (SS-N-19 Shipwreck) é usado desde 1980 nos navios da classe Kirov (Pedro o Grande). Estas armas de enorme tamanho, pesam 7 toneladas e sua ogiva tem 750 kg de alto explosivo. Opcionalmente pode ser usada uma potentíssima ogiva nuclear com rendimento de 500 Kt, que seria util para atacar um grupo de batalha com um só míssil. O Granit tem alcance de 600 km (existe uma pequena variação entre as fontes) e sua velocidade é supersônica, cerca de mach 2,5 (2700 km/h). Seguindo o mesmo raciocínio aplicado quando descrevi o míssil Moskit, o impacto do Granit é extremamente desastroso para qualquer navio (mesmo um super porta-aviões). Alias, diga-se de passagem, o objetivo dos soviéticos (ele foi projetado na época da antiga União Soviética) quando projetaram este míssil, era, justamente, destruir os porta-aviões dos Estados Unidos, cuja capacidade implica em sérios problemas para qualquer nação no mundo que não seja alinhada com a política do tio sam. O sistema de orientação do Granit é sofisticado e permite que sejam lançados vários mísseis simultaneamente, que atuam de forma integrada e atacando alvos de forma sistemática priorizando o alvo de maior valor militar segundo dados pré programados. É interessante que na hipótese de se atacar um grupo de batalha, cujo alvo principal seja um porta-aviões, por exemplo, assim que ele for atingido, os outros mísseis passam a procurar o segundo alvo na escala de prioridades, aumentando a letalidade e eficácia do ataque contra uma esquadra.
Acima: O gigante Granit é um dos maiores pesadelos que um comandante de navio de guerra pode ter. Sua gigantesca ogiva e velocidade, superam o desempenho de destruição que o Moskit alcança.
A Rússia desenvolveu um míssil antinavio cujo desempenho supersônico deveria ser suficiente para começar a substituir os poderosos mísseis Moskit descrito neste texto. O novo míssil P-800 Oniks e sua versão de exportação chamada de Yakhont não substituíram o Moskit ainda, mas as novas embarcações de combate estão sendo armadas com ele. O leitor poderá notar que o desenho do P-800 é extremamente similar, quase idêntico ao do míssil russo/ indiano PJ-10 BrahMos e essa semelhança é causada porque o P-800 foi usado como base do desenvolvimento do BrahMos. Mesmo no desempenho eles são muito parecidos de forma que a velocidade do P-800, no momento do impacto no navio, é de mach 2,5 (2700 km/h), e sua altitude, nesse momento é de apenas 5 metros, o que como pode prever o leitor, é um desastre para o navio. Sua ogiva tem 300 kg de explosivos capaz de dividir um navio com 6000 toneladas de deslocamento em dois. Como no BrahMos, o P-800 tem um radar que opera ativo ou passivo. O alcance do P-800 é de 300 km dependendo do perfil de vôo que for programado antes do lançamento.
Acima: O moderno e letal míssil P-800 Oniks representa um sucessor do Moskit. O poder de destruição foi incrementado por um sistema de guiagem aperfeiçoado.
A famosa fabricante de mísseis russos Novator desenvolveu um moderno e eficaz míssil de cruzeiro com grande flexibilidade de emprego devido a suas muitas versões das quais duas delas são destinadas a afundar navios de guerra. O míssil P-900, também conhecido como 3M-54 Klub possui uma versão, chamada de 3M-54E, com capacidade de vôo supersônico alto (mach 2,9 ou 3100 km/h) e alcance de 200 km, voando rente a água (4,6 metros segundo o fabricante) que entrega de “presente” uma ogiva de 200 kg de alto explosivo sobre o casco do navio. A outra versão, chamada de 3M-54E-1 tem velocidade subsônica, como um Tomahawk norte americano, porém seu alcance foi aumentado para 300 km e sua ogiva é mais “generosa”, com 400 kg de explosivos, com o objetivo de causar sérios estragos em navios do porte de porta aviões. Ambas as versões dependem de um radar ativo montado na cabeça do míssil para encontrar seu alvo. O desenho deste míssil lembra bastante o desenho do Tomahawk, principalmente na versão subsônica, cuja aerodinâmica apresenta um pequeno aumento do arrasto (resistência do ar). Este míssil pode ser lançado de lançadores verticais ou mesmo de lançadores convencionais dispostos em ângulo, características, estas, que são compartilhadas pelo míssil P-800 Oniks descrito acima.
Acima: O míssil 3M54 tem formas mais aerodinâmicas devido a necessidade de altas velocidades para atacar seu alvo. Abaixo podemos ver o versão subsônica com alcance extendido e ogiva aumentada.
O míssil Zvezda KH-35E Uran (SS-N-25 Switchblade) é um míssil com características similares aos mísseis ocidentais como o RGM-84 Harpoon. Algumas fontes apelidaram o KH-35 de “Harpoonski” devido a estas similaridades.
Sua ogiva é de 145 kg de alto explosivo incendiário, efeito este que compensa a sua carga menor. Seu perfil de ataque é de vôo rasante (5 m de altitude apenas) o que dificulta sua detecção. Sua velocidade é subsônica e seu alcance chega a 130 km. O Uran tem um radar ativo como a maioria dos mísseis de seu tipo para rastrear o alvo, porém este radar possui forte resistência a interferidores jammer.
Acima: O míssil KH-35E é o míssil antinavio russo mais simples e similar aos modelos desenvolvidos no ocidente. Seu desenho lembra bem o visto no míssil Harpoon dos Estados Unidos.
CONCLUSÃO
Neste texto apresentei os mísseis navais antinavio, divididos por países fabricantes. Em minha pesquisa sobre o assunto notei que as nações ocidentais estão um passo atrás dos russos e indianos no desenvolvimento de mísseis antinavio e só agora começaram a se mexer para desenvolver uma arma com desempenho similar ao encontrado nos melhores mísseis destes países.
Muitas destas armas foram exportadas, como o Harpoon, o Exocet e o KH-35E, armas que apresentaram um sucesso comercial tremendo no mercado internacional. O Brasil é usuário do míssil MBDA MM-40 Exocet Block II, uma arma, em minha opinião, ineficiente diante das necessidades do moderno teatro de operações, porém coerente com as possíveis ameaças que algum de nossos vizinhos poderiam impor. Uma solução seria aproveitar o bom relacionamento que o Brasil mantém com os europeus e adquirir a ultima versão do Exocet, a MM-40 Block III, cujo alcance foi muito aumentado, além de sua forma de ataque, bastante aperfeiçoada, permitindo criar táticas especificas para atacar alvos navais, e mesmo terrestres. Outra possibilidade seria mudar de fornecedor e adquirir da Índia o moderno e eficiente míssil PJ-10 BrahMos, um dos melhores e mais modernos mísseis da atualidade. Lamentavelmente, porém, percebo uma falta de interesse político de nossas autoridades civis e uma postura de inércia dos nossos militares sobre a modernização e repotencialização de nossas forças de combate deixando que idéias como esta não saiam do campo da idéia.
Acima: O momento do impacto de um míssil chinês C-802 em um navio alvo de testes. Como é visível, o estrago é grande.
ABAIXO PODEMOS VER UM VÍDEO DO MÍSSIL EXOCET EM UTO. E LOGO APÓS UM VIDEO COM EXPLICAÇÃO DO USO DO MÍSIL HARPOON.
Fontes: Boeing Company; MBDA, Rosoboronexport, Site Missile Threat; Site Missile Index; Site Directory Of U.S Military Rockets and Missiles, Site Defense Update;
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33 comentários:
Dois pequenos insights: há versões atualizadas de alcance aumentado,do míssil Kh-35U Uran,cujo alcance é citado ser de 250km,e o SSM Moskit foi testado em perfil de vôo alto,só descendo ao nível do mar no final de sua trajetória,dessa forma chegando aos 300km de alcance.
Daniel Cicote
Olá Carlos.
Parabéns pelo post. Sou bem leigo no assunto mas me interesso bastante e leio todos que vc escreve.
Me exclarece um a coisa. Me parece que o resultado final de um ataque desse mísseis é apenas um buraco no casco ou o estrago é maior mesmo?
Abraço
Olá Daniel. Obrigado!
Dependendo do míssil, o estrago é maior. Por exemplo: O Exocet mostrado nos vídeos tem uma ogiva relativamente pequena e por isso ele abre um buraco no casco e detona dentro no navio. Porém sua ogiva, dependendo do tamanho do navio, não chega a partir o navio em dois como alguns outros mísseis. Veja que a fragata da marinha dos EUA atingida por 2 exocets durante a guerra Irã/ Iraque, não afundou... apenas pegou fogo e precisou ser reparada.
Abraços
Excelente matéria, porém ficaram faltando falar sobre os mísseis de Taiwan (Hsiung Feng II, II-E e III).
Olá Augusto. Obrigado pela dica. Vou mexer no texto ainda hoje.
Abraços
seria impressão minha ou realmente os russos possuem as melhores armas em todos os segmentos de defesa, tanto terrestre quanto aéreo e naval?
Excelente post mais uma vez. Pena que os politicos não leiam (no caso do Tiririca ele tá desculpado, analfabeto)
Daniel,
Veja bem: neste teste levado à efeito com um Exocet, o navio alvo estava completamente vazio por dentro. Ou seja, com os paióis do mesmo "limpos", sem nada de combustível nos reservatórios que pudessem vir à pegar fogo como consequência da explosão do míssil.
Se nós levarmos em conta esses fatores, podemos concluir que os danos desse impacto poderiam ser bem mais desastrosos para o navio.
Abraços.
Outra coisa importante:
Devemos lembrar que os modernos navios de guerra são fabricados em sua quase totalidade em alumínio, muito mais fácil de incendiar que o aço.
Fora isso que pode literalmente derreter sob altas temperaturas facim facim.............
abraços.
Por isso, mesmo um pequeno Penguin pode causar graves danos à um navio de guerra do tamanho de uma fragata. Basta que para isso, o ponto de impacto seja feito num ponto vulnerável do navio.
abraços.
Olá Rodrigo.
hà segmentos do mundo belico onde os russos, realmente estão a frente. Os mísseis, especificamente, de todos os tipos e funções, são um deles. Não sou um "russófilo" que acredita piamente que a Russia é a mais criativa fabricante de armas, mas na parte dos mísseis eles são, realmente, melhores.
Abraços
Leonardo.
Na minha opnião são doutrinas diferentes, a OTAN era superior em embarcações de superficies ao pacto de varsovia, sendo assim os Russos sabendo que iriam enfrentar embarcações de até 100.000 T e muito bem protegidos, foram "obrigados" a investirem em misseis supersônicos e com grandes ogivas e ataques de saturação.
os misseis Russos tem suas vantagens e tb desvantagens por serem muito grandes dificultam sua capacidade de manobras e produz um grande efeito magnético.
os harpoon/excocet em fragatas serveriam como armamentos secundários e de defesa, o poder de ataque de superficie naval ocidental está em seus porta aviões como os e-2 hawckey, e-18 growler, f-18 e Rafale.
parabens pelo blog Carlos, as atualizações estão cada vez melhores.
Excelente artigo! Você certamente tem ótimas fontes e escreve muito bem.
Só um lembrete: O principal armamento anti-navio dos futuros S-70B da MB será o mísil Penguin. Ele é de classe diferente (é de curto alcance) mas continua sendo um míssil anti-navio importante para nós (brasileiros).
Olá Vitor . Muito obrigado pelo elogio.
O artigo refere-se, apenas aos mísseis lançados de navios. Por isso não relacionei o Penguin.
Abraços
O Brasil tinha que pensar grande e adquirir o Brahmos,P-270 ou Klub-S o P-800 seria foda também.
Carlos o Moskit leva também uma ogiva de 120KT.
O Tu-22M leva o míssel Kh-22 senão me engano ele é ar-supercifie e ar-mar possui um alcance de 400km e levava uma ogiva de 1MT ou 900KG os Russos o aposentaram em 2007.
Olá Raphael.
O artigo trata, especificamente de mísseis antinavio que lançados de superficie. O Moskit, tem uma ogiva nuclear de 200 kt, mencionada no texto, como opção a sua grande ogiva convencional.
Abraços
Olá Carlos excelente blog muito bom essa matéria embora você tenha indicado o MM-40 Block III, ou o PJ-10 BRAHMOS para colocar o Brasil atualizado qual a quantidade você indicaria para manter uma força de disuajão diante de inimigos superiores e qual seria o possível valor para essas aquisições?
Embora você tenha feito esforços para adquiri informações do Blinda Guarani estou aguardando a sua avaliação desse Blindado que na minha opinião ficou muito alto mas não sou especialista vou aguarda a sua avaliação, mas uma vez meus parabéns por suas matérias.
cada envio esta melhor que o outro.. sempre renovandose con informaçoes exelentes e de atualidade.. felicitaçoes.. obrigado..
léo
Olá Carlos, gostaria de deixar uma sugestão para a proxima atualização do blog naval, o submarino nuclear Chinês class Jin.
abraços
Olá Rafael.
Eu penso que um estoque de, pelo menos, 80 mísseis seria um bom numero.
Abraços
Carlos eu li a um tempo atrás que o Russos estariam instalando ogivas nucleares no P-800 de 200-300Kt qual o impacto nas marinhas atuais que um o P-800 teria?
O que seria ideal para o Brasil seria comprar umas unidades do Su-34 para a nossa marinha com mísseis Kh-55,K-35 e Brahmos ou P-800.
Olá Raphael.
Os mísseis russos, como expliquei no texto, são poderosissimos e por isso, os considero um real motivo para tirar o sono de qualqier comandante de qualquer embarcação do mundo. Estas mísseis cuja ogivas podem ser nucleares, são capazes de transformar um porta aviões em manteiga derretida! São as unicas aras que consigo imaginar a conseguir afundar um porta aviões com um só golpe.
Para o Brasil, eu pegaria o Su-34 com o míssil BrahMos. Considero esta combinação adequadissma para conseguir inibir uma hostilidade pela mar.
Efectivamente ninguém bate os russos em SSMs ou não fosse a sua estratégia de há longas décadas de negar os oceanos à poderosa US Navy.
Carlos, nada a comentar. Artigo muito interessante, tecnicamente perfeito e riquíssimo como habitualmente.
Vou postar o link no meu FB.
Parabéns e continue.
(e que tal um próximo com os SSMs lançados do ar? ;)
Abraço
Manuel Santos
Olá Marcelo. Obrigado pelo elogio. Eu farei, sim, um artigo sobre mísseis antinavio lançados do ar, porém será publicado no Blog Campo de Batalha Aérea. O que é FB?
Me explique que eu lhe autorizo.... só para eu saber mesmo.
Abraços
Colocar o link do artigo para divulgação na minha página do Facebook.
Cumpts
Manuel Santos
Beleza Marcelo. Pode por sim. Só não deixe de fazer a referência ao nome do blog e o meu.
Abraços
a nossa politica é uma piada, querem ser pais poderoso sem ter nem ao menos um sistema antiaéreo. Sabe em que pé estão as fragatas e os subs nucleares? Também foram alvo de cortes? E o KC-390?
Olá Rodrigo. Os submarinos foram contratados ainda semana passada. A coisa andou nesse assunto. O KC390 será preservado, também.
Abraços
Olá carlos to de volta ao blog..
2 coisas que me chamam atenção quando surge um post desses...
1º imagina a pancada que nao deve ser estar perto ou ser o alvo de um canhão 406 mm ahahaha
2º se eu pudesse arriscar, eu diria que é muito dificil ram/phalanx parar um missil supersonico, e bota energia cinética desse "bicho" vindo a todo vapor hahaha
Carlos to com uma dúvida:
Se pagou uma grana preta pelos EC725, e diziam por ae que NÃO viriam "capados" sem flir e etc. Mas vendo fotos da laad os helis das 3 forças ainda estão sem esses sitemas.
Você sabe se procede todos EC725 viram "meia boca" sem esses sistemas flir, flare etc...???
abraço
Olá galileu. pelo que soube, apenas alguns exemplares seriam equipados de forma mais completa para missões espaciais como C-SAR, por exemplo.
Abraços
ola carlos muito boa a sua materia uma sujestao faça uma materia sobre os torpedos sobre o qual os russos tambem tem um sem igual no ocidente um torpedo supercativante.
Olá Tatiano. obrigado pelo elogio e pela sugestão. Vou anotar ela.
Abraços
Olá Carlos esses dias vi que a marinha comprou misseis exocets block2 mod2,gostaria de saber se eles são melhores que os exocets que as fragatas usam hoje mesmo sendo de plataformas diferentes? e outra coisa sei que a antiga mectron(agora odebretsh) tem um projeto de misseis parecido com o exocet,então gostaria de saber
1: se o projeto era pra modernizar os misseis que a marinha já usavam?
2:esse projeto era pra produzirmos sob licença da frança?
3:ou era outro missel realmente da mectron e a mectron tomou um pé da bunda? ou é outra coisa. muito obrigado
Olá Felipe. Estes misseis são exocets atualizados. O alcance é o mesmo e o sistema de guiagem também. Não acrescenta nada em termos de combate.
os mísseis receberem apoio dos franceses para esta atualização.
Abraços
Obrigado Carlos pelo artigo, agora ficou bem mais facil para mim entender sobre mísseis antinavio
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