PESQUISA DE EQUIPAMENTOS

Pesquisa personalizada

Quinta-feira, Agosto 11, 2011

THYSSEN NORDSEEWERK TR-1700 CLASSE SANTA CRUZ. O submarino alemão com cidadania argentina.

ORIGENS: Por Anderson Barros
No inicio da década de 1960, no auge da guerra fria, a maioria dos projetos de submarinos convencionais eram exclusivamente para as nações que os construiria como era o caso dos soviéticos com seu submarino classe Foxtrot, dos ingleses com sua classe Oberon e franceses com a classe Daphné. Aos poucos os submarinos foram sendo liberados para exportação, porem quando os países autorizaram suas exportações a maioria já se encontrava obsoletos e as marinhas de diversos países estavam à procura de novos e modernos submarinos de propulsão convencional. Para suprir essa demanda várias nações começaram a projetar submarinos convencionais visando não apenas o uso de suas marinhas, mas também os disponibilizando para o mercado de exportação. A Suécia lançou a classe Vastergotland, a União Soviética lançou a classe Kilo e a Holanda lançou a classe Zwaardvis na então, Alemanha Ocidental, o estaleiro HDW - Howaldtswerke Deutsche Werft lançou o projeto U-209 no qual foi um grande sucesso no mercado internacional, especialmente na America do Sul. O estaleiro Thyssen Nordseewerke o projeto TR-1700. O projeto da Thyssen Nordseewerke visava superar o U-209. A classe TR-1700 são os maiores submarinos construídos na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial e estão entre os mais rápidos submarinos diesel-elétricos do mundo.

Acima: O Santa Cruz, primeiro submarino desta classe, representa um formidável recurso da marinha argentina. Se a Argentina tivesse conseguido construir as 4 unidades desta classe prevista no começo do programa, ela estaria entre as mais poderosas forças de submarinos do continente.
A NECESSIDADE ARGENTINA
No final da década de 60 a Armada Argentina (Armada de La República Argentina ARA) adquiri da então Alemanha Ocidental duas unidades dos submarinos U-209. Após a compra dos submarinos da classe U-209 o governo argentino se aproximou da Alemanha Ocidental. Nesse mesmo período a Armada argentina iniciou o programa de reaparelhamento naval no qual foi aprovado em 1974. O programa naval argentino deveria permitir Armada Argentina possuir até ao final dos anos 80, uma esquadra com um porta-aviões, seis contratorpedeiros modernos, nove corvetas e seis submarinos. Todos estes navios teriam capacidade para lançar mísseis anti-navio. Em 1977 foi assinado um acordo com os estaleiros Blohm + Voss da Alemanha Ocidental para o fornecimento de navios da família MEKO (quatro unidades da família MEKO 360 e seis unidades da MEKO 140) e com a Thyssen Nordseewerke para o fornecimento de seis submarinos quatro da classe TR-1700 e dois Classe TR-1400 (a Argentina é o único operador da classe TR-1700). Os dois primeiros TR-1700 seriam construídos na Alemanha Ocidental pela Thyssen Nordseewerke e os outros quatro submarinos restantes seriam construídos na Argentina pelo Astillero Domecq Garcia em Buenos Aires. Os TR-1700 foram denominados na Argentina como classe Santa Cruz. Os submarinos construídos na Argentina deveriam ser dois submarinos TR 1700 e dois menores TR 1400. Em 1982, na seqüência da guerra das Malvinas, os dois TR-1400 foram cancelados e substituídos por novas unidades do TR-1700. O primeiro submarino construído na Alemanha foi o S41 Santa cruz teve sua construção iniciada em dezembro de 1980 e foi lançado ao mar em 1982 no mesmo período da Guerra das Malvinas no qual não pode participar do conflito sendo entregue aos argentinos somente em 1984. O segundo submarino o S42 San Juan teve sua construção iniciada em 1982 e foi lançado ao mar em 1983 e foi incorporado a Armada de La República Argentina (ARA) somente em 1985. Os submarinos construídos na Alemanha foram entregues dentro do cronograma estabelecido pela Armada de La República Argentina.
Porem os problemas econômicos enfrentados pela Argentina na década de 1980 levou, no entanto, a armada argentina a reduzir os o numero de submarinos de seis para quatro submarinos todos da classe TR-1700. A construção dos submarinos pelos Astilleros Domecq Garcia começou o primeiro a ser construído na Argentina foi o S43 Santa Fé seguido pelo S44 Santiago del Estero com o auxilio da Alemanha Ocidental que forneceu peças e supervisão para a construção. Porem a construção do S43 Santa Fé e S44 Santiago del Estero foi paralisada em 1994, quando o S43 Santa Fé estava com 70% de sua construção concluída e o S44 Santiago del Estero estava com 50% de sua construção concluída. Em 1996 a Armada de La República Argentina (ARA) acabou por cancelar definitivamente a construção desses submarinos.

Acima: A Argentina tem dois cascos de TR-1700 que acabaram não sendo terminados devido a forte crise econômica que assolou o país nos anos 80.
Para diminuir o prejuízo, o governo argentino, com a autorização da Alemanha, tentou vender os dois submarinos que estavam em construção para outros países, mas não obteve muito êxito. O único pais a se interessar foi Taiwan, mas devido ao problema financeiro argentino houve atrasos no cronograma de reinicio da construção o que fez Taiwan desistir da compra. Após o cancelamento definitivo da construção dos submarinos a Armada Argentina utilizou as peças recebidas para a fabricação destes submarinos para manutenção dos TR-1700 em operação.
Entre os anos de 1999 e 2001, o S41 Santa Cruz passou por um programa de modernização e manutenção no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) e uma atualização semelhante está sendo realizada no S42 San Juan nos Astilleros Domecq Garcia, na Argentina. A atualização envolverá, entre outras coisas, a substituição dos motores principais do submarino e a atualização do sistema de sonar ativo e passivo. Recentemente a Armada Argentina, confirmou que existem estudos para reiniciar a construção do submarino classe TR-1700 S43 Santa Fe que esta com 70% do seu projeto concluído que se encontra armazenado no Astillero Domecq Garcia. A decisão de colocá-lo em atividade faz partes do plano de reestruturação da força de submarinos da Armada de La República Argentina no qual inclui a recuperação do S32 San Luis (classe U-209). Os planos incluem novos sistemas eletrônicos, armamentos e motores mais potentes no qual pode incluir sistema AIP.

Acima: Embora o Santa Cruz pareça ter suas dimensões equivalentes a do Tupi brasileiro, ele, na verdade, é maior, permitindo maior liberdade de modernizações ou atualizações de sistemas.

CASCO
O projeto da Thyssen Nordseewerke visava superar os submarinos da classe U-209 e para isso o casco foi cuidadosamente desenhado sendo totalmente liso possuindo controles de profundidade em cruz na popa. Algumas características do projeto TR-1700 são a elevada capacidade do seu casco em resistir a impactos e a capacidade de continuar operando mesmo que algum dos seus compartimentos tenha sido completamente inundado. O casco foi projetado para poder operar com pequenos submarinos de resgate (Deep Submergence Rescue Vehicles - DSRV). O projeto teve que sofrer modificações porque além de operar em ambientes típicos da America do Sul (ambientes úmidos e quentes) também operariam nas águas geladas do atlântico sul próximo as regiões da Antártida. O projeto foi desenvolvido para operar patrulhas normais de 30 dias podendo ser estendido para 70 dias em caso de combate.

ARMAMENTO
Os TR-1700 são armados com 6 tubos de torpedos de 533 mm e a sua capacidade de armazenagem é de 22 torpedos que podem ser americanos Mark 37, Ingleses Mk 24 Tigerfish, Alemão DM2A4 Seehecht ou o velho SST-4, também alemão. Este ultimo é o torpedo normalmente usado pela marinha da Argentina e ele apresenta um alcance máximo de 37 km quando lançado com uma velocidade de 23 nós (43 km/h), ou um alcance de 11 km quando configurado para sua velocidade máxima de 35 nós (65 km/h). O sistema de guiagem se dá por fio.
Os tubos são compatíveis com mísseis antinavio UGM-84 Sub-Harpoon embora os argentinos não disponham deste armamento, ou até 34 minas, para a missão de minagem. O TR-1700 possui uma ampla sala de torpedos que e caracterizada pela sua disposição dividida em dois decks (dois andares). O TR-1700 é equipado com um sistema de recarga automática para os torpedos capaz de rearmar os tubos em 50 segundos.

Acima: O torpedo SST-4 é o torpedo padrão da marinha argentina e seu desempenho pode ser considerado inferior ao dos torpedos atuais. O projeto deste torpedo data dos anos 70.

EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
Os submarinos classe TR-1700 possuem sonar Thomson-CSF / Thales DUUX-5 para busca passiva/ telemetria montado no casco do navio e um sonar CSU 83/1 de busca ativa/passiva fornecido pela empresa Atlas Elektronik GmbH, montado em forma de um arco no casco do submarino; os TR-1700 também são equipados com Thomson-CSF / Thales Calypso-IV de busca de alvos de superfície e sistema de gerenciamento de combate.

PROPULSÃO
A propulsão do TR-1700 é composta por quatro motores/ geradores alemães MTU 16V a diesel que juntos somam 6,700 HP. Possui ainda dois motores elétricos Siemens HR4525 que produzem 6.6MW e quatro Alternadores elétricos que geram 4.4MW. Com essa propulsão e uma boa hidrodinâmica, o TR-1700 é capaz de atingir uma velocidade de 25 nós (46,5km) submerso e a 15 nós (27,7km) na superfície. Seu alcance é de 22.000 km a 8 nós e a profundidade máxima pode chegar a 370 metros, sendo que, operacionalmente, ele costuma chegar a 300 metros.

Acima: O submarino TR-1700 apresenta um desenho bastante convencional, tipico dos projetos da década de 70.

POSSIBILIDADE NUCLEAR
Como parte do programa nuclear da Argentina, a Armada de La República Argentina, iniciou em meados dos anos de 1965 estudos para a concepção de um submarino de propulsão nuclear, porem na época, os custos se mostraram proibitivos para a construção de um submarino nuclear o que forçou a armada a comprar submarinos de propulsão convencional (classe U-209) no final da década de 1960. Com a implantação do programa naval argentino a Armada de La República Argentina adquiriu da Alemanha os submarinos Classe TR-1700. Após analizar o Projeto do TR-1700, os engenheiros da à Armada de La República Argentina perceberam que devido aos seus volumosos motores convencionais os compartimentos dos motores ocupam grande parte do submarino. Diante desse fato o alto comando da Armada Argentina contratou a empresa argentina INVAP para desenvolver um reator nuclear que pudesse ser utilizado nos TR-1700. Em 1984 a INVAP apresentou o reator CAREM (Central Argentina de Elementos Modulares) que produz 33.525 HP. Os planos também visavam equipar os navios de superfície da classe Almirante Brown (MEKO 360). Porem, a crise econômica sofrida pela Argentina interrompeu o programa no inicio dos anos de 1990. Recentemente o governo argentino anunciou a reativação do programa de submarino de propulsão nuclear que de acordo com o governo argentino será lançado antes que o submarino brasileiro. O TR 1700 foi escolhido para servir de plataforma de testes do sistema de propulsão nuclear. Agora só o tempo e a política econômica Argentina dirá se a Armada de La República Argentina contara ou não com um submarino de Propulsão Nuclear.

Acima: O submarino Santa Cruz será base para o desenvolvimento de um submarino nuclear argentino. Suas dimensões facilitará a acomodação de um reator nuclear para sua propulsão.

FICHA TÉCNICA
Comprimento: 66 m
Deslocamento: 2 264 toneladas (submerso).
Largura: 7,3 m
Velocidade máxima: 25 nós (46,5 km/h submerso)
Profundidade: 370 m (máxima)
Armamento: 6 Tubos para torpedos de 533 mm torpedos americanos Mark 37, Ingleses Mk 24 Tigerfish, Alemão DM2A4 Seehecht., Mísseis UGM-84 Sub Harpoon ou até 34 minas navais.

T
ripulação: 25
Propulsão:
4 motores a diesel MTU 16V a diesel que juntos somam 6,700 HP. 2 motores elétricos Siemens HR4525 que produzem 6.6MW.

ABAIXO PODEMOS VER UM VÍDEO SOBRE O SUBMARINO SAN JUAN S 42, O SEGUNDO DA CLASSE TR 1700.



Fonte: Site área militar, site military today, coleção Maquinas de Guerra nº 95: Submarinos diesel modernos.

Receba as atualizações dos 3 blogs Campo de Batalha em sua caixa de e-mail. Mande um e-mail solicitando o cadastro na lista para: campodebatalha.blogs@gmail.com

Comunidades Campo de Batalha no ORKUT e no Facebook. Participe!

24 comentários:

natan amaral disse...

carlos na sua opinião qual venceria uma batalha tupi ou santa cruz e qual da mais apoio a marinha de seu pais

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Natan. O TR-1700 é um submarino pouco maior e permite ser modernizado de forma mais facil que o nosso Tupi. Porém, nosso Tupi passou por modernização recente e nossa tripulação é bastante bem treinada. A Argentina tem passado seríssimos problemas financeiros e por isso não tem apoiado sua marinha de forma adequada. A Marinha brasileira é mais bem apoiada.
Abraços

Blog do Henrique disse...

Engraçado se a Argentina conseguir fabricar um submarino nuclear. Quero ver essa!!!!!

Rafael disse...

Olá Carlos!
Qual Força Submarina mas poderosa da America do Sul? Os Torpedos Usados pela Marinha do Brasil são mas modernos do que os dos nossos vizinhos?
Alguns comentam que a marinha do Brasil esta seguindo uma doutrina errada em tenta construir um submarino com propulsão nuclear visto que como algumas autoridades da INDIA chegou até comenta não tem lógica construir um submarino nuclear se não temos armas nuclear para usar e também o fato de ele esta pronto somente (Se tudo ocorrer Bem) em 2023 como você avalia esta questão trata-se de uma arma realmente dissuasória mesmo tendo seu lançamento naquela data ou e apenas um jogo político?
Quando você poder fala para nós do HTV-2 da DARPA, Um abraço seu blog é realmente muito bom.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Rafael.
O submarino nuclear é um elemento interessante para uma marinha pois ele consegue velocidade muito maior (maior mesmo!!!) que um submarino convencional. Lógico que essa velocidade maior tem um custo. Submarinos nucleares são mais barulhentos e isto costuma ser um problema. As novas gerações de submarinos atomicos são muito mais silenciosas, porém, o modelo brasileiro será de geração anterior aos atuais submarinos nucleares do mundo. Certamente será barulhento. Mas a tecnologia é útil e poderemos, depois, construir um modelo mais eficiente nesse quesito.
Quem argumenta que submarinos atomicos só fazem sentido se o usuário possuir armas nucleares é um idiota dos grandes. Os Estados Unidos, Russia, Inglaterra, França e China tem muitos submarinos nucleares incapazes de lançar armas nucleares. O conceito de um submarino nuclear de ataque é o de caças outros submarinos e navios de forma que ele possa manobrar perseguir embarcações de superfície que sejam mais rápidas que um submarino convencional.
para mim, faz sentido sim, ter, pelo menos, 4 submarinos nucleares de ataque.
Sobre o HTV-2, ainda não tenho previsão de escrever sobre ele. Soube que ele foi perdido hoje a tarde.
Abraços

Rafael disse...

Olá Carlos!
Qual Força Submarina mas poderosa da America do Sul levando em conta seu poder de fogo e aparelhos? Os Torpedos Usados pela Marinha do Brasil são mas modernos do que os dos nossos vizinhos? Abraços.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

A força de submarinos mais capaz, por enquanto é a brasileira.

Marco Gonçalves disse...

Boa tarde Carlos

Sou portugues e sigo atentamento o seu blog, é rarissimo encontrar artigos com a qualidade dos seus.

Gostaria de fazer dois pedidos, se possivel, um artigo sobre as Meko 200 versao portuguesa (classe Vasco da Gama) e uma pequena analise sobre os melhoramentos que se podiam fazer nos 3 ramos das Forças Armadas Portuguesas, tendo em conta a situaçao financeira e geo-politica Portuguesa

Um Abraço
Marco Gonçalves

Marco Gonçalves disse...

Boa tarde Carlos

Sou portugues e sigo atentamento o seu blog, é rarissimo encontrar artigos com a qualidade dos seus.

Gostaria de fazer dois pedidos, se possivel, um artigo sobre as Meko 200 versao portuguesa (classe Vasco da Gama) e uma pequena analise sobre os melhoramentos que se podiam fazer nos 3 ramos das Forças Armadas Portuguesas, tendo em conta a situaçao financeira e geo-politica Portuguesa

Um Abraço
Marco Gonçalves

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Marco Gonçalves. Boa tarde!
Obrigado pelo elogio. Vou anotar sua sugestão para produzir um artigo sobre estes assuntos.
Eu considero as forças armadas portuguesas superiores as do Brasil.
Os meios de seu país são mais modernos e capazes. Porém soube que Portugal anda com problemas financeiros relativamente sérios. Tenho um amigo chamado Edilson que mora em Lisboa (ele é brasileiros) e tem um site de assuntos militares fantástico (Plano Brasil)e ele comentou comigo sobre a situação portuguesa. O orçamento português anda sendo cordado?
Abraços

Marco Gonçalves disse...

Sim, vinha sendo reduzido, e agora com a entrada do FMI, ficou praticamente congelado.
Durante algum tempo falou-se no cancelamento do segundo submarino, e vamos vender caças F-16.
Vai ser complicado recuperar e ainda bem que antes da crise adquirimos os Leopard,as novas fragatas Karel Doorman e acertamos tudo para a compra dos submarinos alemaes


Ma tambem temos material, principalmente na Marinha dos anos 60 e completamente ultrapassado, como as corvetas que usamos

Marco Gonçalves disse...

Outra questao, o Carlos sabe se os submarinos comprados pela Marinha Portuguesa têm sistema AIP?

Marco Gonçalves disse...

Ja confirmei, têm AIP, mas surgiu me outra duvida,é verdade que o sistema de propulsão independente AIP da HDW por células de combustível,é superior ao sistema AIP dos submarinos franceses SCORPENE? Segundo consta o SCORPENE utiliza um sistema de propulsão AIP de turbina a vapor em circuito fechado, que é mais ruidoso, mais pesado (implicando maiores dimensões) e menos flexível

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Ola Marco. O Sistema AIP MESMA frances tem um inconveniente. Ele produz calor excessivo o que poderia, em tese, denunciar a posição do submarino para sensores desse tipo de radiação. Mas fora essa detalhe, trata-se de um sistema bastante eficiente.
Abraços

FURTIVO disse...

Parabéns Carlos,matérias sempre qualitativas e quantitativas.
Na sua opinião qual seria o submarino que realizaria melhor tarefa de proteção pra o Brasil, qual a quantidade ideal e o preço de cada unidade, abraço.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Furtivo.
Obrigado!
Os Scorpene que o Brasil adquiriu são bons. Porém a quantidade foi pequena (apenas 4) O ideal seria, pelo menos 15.
Abraços

Guardião ATM disse...

Olá Carlos!
Quando o amigo diz que considera as foças armadas portuguesas superiores as nossas e voce se refere aos meios do Pais. Isto significa que é do ponto de vista tecnologico pelo fato de Portagal fazer parte da Europa e com o surgimento da UE passou a ocorrer uma padronização nas forças armadas. Estou certo?
Creio que as nossas forças armadas seja mais bem treinada e adestradas tendo em vista que temos uma preocupação em mostrarmos qualidade do ponto de vista humano.

Anselmo disse...

Carlos quando tu diceste,que os submarinos nucleares Brasileiros seram mais ruidosos,pelo fato de serem de primeira gerasam se refere á parte do maquinario embarcado, não ao casco que a França fornecera.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anselmo. Na verdade o maquinário do submarino é o responsável por mais de 90 % dos ruídos que uma embarcação destas é capaz de produzir. Por isso, o maquinário, propulsão, são os elementos a que me referi.
Abraços

Anselmo disse...

CARLOS vi varias reportagens,e depoimentos dos responsaveis pelo reator e maquinarios nascionais que seram incorporados no SUB que estam á frente de muitos paises,inclusive o eixo propulsor movimenta-se eletromagneticamente ou seja não á rolamentos,sem rolamento não havera atrito que é o principal produtor de ruido.DIZEM OS TECNICOS RESPONSAVEIS PELO PROGETO QUE até os americanos querem descobrir o cistema sera que é bravata deles.SEMPRE UM PRASER VIZITALO.

Anselmo disse...

HÁ mais uma coisa os argentinos me parese estarem com o horgulho ferido,que até reinisiaram o projeto do submarino nuclear deles o desespero e tam grande que eles pretendem instalar o reator deles num sub que foi projetado esclusivamente para ser convencional no TR 1700 que já tem varias de suas partes construidas ha mais ou menos uns 10 anos,se isto é possivel apesar de eu achar estremamente perigoso o BRASIL poderia fazer o mesmo com seu projeto do TIKUNA aumentando mais uma sessão do casco? nada contra os argentinos so acho meio desesperador da parte deles.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Anselmo. A tecnologia que você descreveu é usada numa centrifuga nuclear brasileira dedicada a produção de energia elétrica. Desconheço se este será o mesmo sistema a ser usado pelo submarino nuclear brasileiro. Hoje, o grande desafio para os engenheiros é, exatamente, miniaturizar nosso reator que do jeito que está, nãpo cabe no casoco do submarino. Essas modificações trarão problemas por serem de primeira geração. Até a China, pais muito mais sério que o Brasil em que se trata de armamentos, teve que passar por esta fase. Seus primeiros submarinos nucleares pareciam uma banda de tão barulhentos. temos que tomar cuidado com o ufanismo que muitos brasileiros tem ... Somos pouca capacitados em muitas áreas. Não por falta de capacidade técnica... e sim por falta de apoio do governo corrupto em todas as gestões, PT, PSDB, PMDB, etc.
Abraços

Anselmo disse...

E quanto ao reator Argentino ele esta a frente do nosso pois eles querem lançalo ao mar antes de nós.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Eu acredito que se os argentinos lançarem antes de nós será uma grande surpresa pois a verba para uso militar naquele país é de longe pior que a nossa.