
Nota do Editor: No decorrer deste artigo há menção de diversos navios, submarinos e viaturas blindadas. Para se conhecer melhor cada um dos navios comentados, clique nos nomes destas embarcações para serem direcionados para o artigo que trata de cada uma delas.
Seguindo a seqüência de artigos sobre modernização das forças armadas brasileiras, segue agora, a ultima atualização que faltava para concluir este trabalho. A primeira abordagem sobre as necessidades da capacidade de combate da marinha brasileira com sugestões minhas foi publicado em junho de 2006 e de lá para cá, algumas idéias sobre equipamentos que poderiam ser adquiridos mudaram, e é lamentável que as mudanças tenham se limitado apenas nas minhas idéias, uma vez que a situação de obsolescência dos meios de combate da força se mantiveram inalterados.
A marinha brasileira tem uma enorme responsabilidade nas mãos. Esta responsabilidade corresponde a 9198 km de extensão litorânea e 3,5 milhões de km2 em área que poderão ser aumentadas caso seja reconhecida pela ONU o direito brasileiro sobre a extensão da plataforma marítima que o Brasil pleiteia,
O tamanho desta responsabilidade reflete nas dimensões necessárias das capacidades de combate da marinha brasileira que hoje, está muito aquém do necessário para a garantia da soberania brasileira e da imposição dissuasória que pudesse evitar que uma nação hostil nos enfrentasse.
Muitas pessoas podem pensar que basta colocar dúzias de navios de guerra em volta do litoral brasileiro que o assunto estará encerrado. As coisas não são assim.
Manter uma força de navios de guerra numerosa e moderna é caro demais para o orçamento liberado para a marinha pelo governo. O melhor a fazer é manter uma força de superfície como item secundário e focar em uma esquadra de submarinos numerosa e moderna.
A partir das próximas linhas vou descrever a composição que considero ideal para que a marinha brasileira tivesse capacidade de combate relevante a um custo aceitável para o orçamento limitado destinado para as forças armadas brasileiras.
NAVIOS DE SUPERFÍCIE
Acima: A fragata classe Greenhalgh foi adquirida de segunda mão da marinha inglesa. Seu armamento e capacidades são limitados frente as novas fragatas que estão sendo incorporadas nas marinhas do mundo.
Fragatas: As fragatas correspondem aos maiores navios de escolta que a marinha brasileira (e muitas outras) opera. Ao todo temos 9 fragatas sendo 6 da classe Niterói e 3 da classe Greenhalgh. As fragatas Niterói foram modernizadas recentemente e receberam novos sistemas de armas e de gerenciamento de combate. Porém, mesmo assim, sua capacidade de combate é inferior as fragatas modernas que estão entrando em serviço em muitas marinhas.
As Greenhalgh são, também, fracas como escoltas, principalmente no âmbito da guerra antiaérea. Nenhum navio brasileiro tem capacidade de defesa antiaérea de área, o que limita, muito, sua eficácia como um navio de escolta. A manutenção de um grande numero de navios modernos de superfície é alto e, se considerarmos que a política de defesa brasileira não tem, absolutamente, nenhuma intenção de projeção de poder, ficando apenas no campo do território nacional, não faz sentido desperdiçar grandes somas com muitos navios de superfície que poderiam ser, facilmente, destruídos por submarinos inimigos e mesmo por outros meios como a a aviação de combate ou navios inimigos.
A força de superfície da marinha deve, em minha opinião, possuir 10 navios do porte de fragatas que sejam capazes de defesa de área e ainda, serem bons caçadores de submarinos. Esta quantidade de navios não é grande, se considerarmos o tamanho da extensão e importância de nosso litoral. Não se trata de um numero que o Estado brasileiro não possa manter, além de que, com o navio certo, esses 10 navios seriam capazes de fazer o mesmo que 20 navios das classes que estamos usando hoje.
Depois dessa exposição muitos de vocês podem perguntar: “E qual é o melhor navio para preencher estes quesitos?” Existem modernos navios no mercado e com diversos preços também. Quando escrevi a primeira vez esta matéria. Em 2006, eu indiquei dois modelos de navios: A MEKO 200 SAN usada pela marinha sul africana ou a moderna fragata de Singapura da classe Formidable. Hoje minha opinião mudou. Vejo a versão francesa da fragata FREMM como a mais interessante por preencher bem esses quesitos. Este navio já foi apresentado nas paginas deste blog e podem acessar o link da matéria para conhece-la melhor. O navio em si é caro para o padrão fragata, mas este custo é, ainda menor que a de um moderno destróier. Fora isso, ainda vale lembrar que a França e o Brasil possuem um acordo estratégico de defesa que beneficiou os planos de desenvolvimento do primeiro submarino nuclear brasileiro, do qual tratarei mais a frente. O governo brasileiro andou “flertando” com a Itália a possibilidade de adquirir as fragatas FREMM da versão local, que são menos capazes que as francesas, mas mais baratas também. Porém, os sérios desentendimentos sobre o caso do ex-ativista italiano Cesare Battisti, interromperam esta “paquera”.
Acima: A moderna fragata francesa da classe FREMM já está em testes no mar. A escolha deste modelo para substituir os atuais e cansados navios de escolta brasileiros traria um forte incremento na capacidade de combate de superfície à marinha brasileira.
Navios de patrulha marítima e Corvetas: A Marinha do Brasil pretende dispor de navios de patrulha oceânica (NaPO) para garantir a soberania sobre as reservas de petróleo do pré sal, recentemente descobertas. Eu vou além disso. Do meu ponto de vista, seria importante juntar a missão de patrulha das áreas do pré-sal com a patrulha litorânea e que os navios fossem mais que meros patrulheiros armados com metralhadoras ou um canhão leve. Seguindo este raciocínio, minha idéia contempla equipar a Marinha do Brasil com uma grande quantidade (umas 20 unidades) de lanchas de patrulha armadas com um canhão de médio calibre e mísseis antinavio. Nesse ponto, minha idéia se manteve a mesma de quando escrevi a primeira edição deste artigo, em 2006. A lancha de patrulha que considero ideal é a moderníssima Skjold P-960. Trata-se de uma embarcação com altíssima velocidade e muito bem armada.
Acima: A lancha de patrulha Skjold P-960 possui um desempenho em velocidade que supera com grande margem qualquer navio de guerra moderno. Além de patrulhar, ela seria capaz de interceptar com agilidade uma embarcação invasora e se necessário, afunda-la.
Em apoio a estas 20 lanchas rápidas de patrulhas deveríamos ter mais 15 corvetas modernas que seriam responsáveis por executar uma patrulha de maior autonomia sobre o litoral brasileiro, não só na área do pré-sal. As 4 corvetas da classe Inhaúma e a única da classe Barroso não são capazes de cumprir esta tarefa. Na verdade as corvetas da classe Inhaúma são navios com desempenho pobre. O ideal seria corvetas novas, no mínimo da classe Barroso ou mais moderna ainda. O mercado tem bons navios desse tipo. O navio mais moderno deste tipo é a corveta sueca classe Visby. A Visby foi projetada com um desenho de extrema furtividade e é, sem duvida, uma referência de projetistas de navios de guerra que estejam trabalhando em novos projetos. Este navio, além de bem armado é muito rápido, chegando a 35 nós (64 km/h) e consegue, ainda, uma autonomia de 4259 km.
Acima: A corveta sueca da classe Visby seria uma escolha muito interessante para a patrulha do litoral brasileiro. Sua maior autonomia que um barco patrulha e seu armamento e desempenho colocariam muito risco para uma marinha invasora.
SUBMARINOS
A força de submarinos do Brasil, atualmente, conta com 5 submarinos, sendo 4 da classe Tupi, e 1 da classe Tikuna. Os Tupi são submarinos IKL-209, de projeto alemão. Esses submarinos estão armados apenas com torpedos que são lançados de 8 tubos. O Tikuna é um desenvolvimento nacional, mas baseado no Tupi. É um submarino mais moderno e mais bem armado e futuramente terá o seu torpedo Tigefish substituído pelos pesado torpedos americanos MK-48 ADCAP 6.
Recentemente, em dezembro de 2008, a França e o Brasil assinaram um acordo estratégico abrangendo varias áreas. Para a marinha do Brasil, este acordo rendeu um contrato de construção de mais 4 modernos submarinos Scorpene, modificados para um padrão brasileiro e a construção do casco do submarino nuclear brasileiro. Partindo do princípio de que os novos Scorpene navegarão juntos com os IKL-209 e o Tikuna, a Marinha brasileira terá 9 submarinos convencionais e um nuclear. Eu considero o submarino convencional como a arma de relação custo benefício mais eficiente que uma nação com recursos limitados pode ter. Não são embarcações caras, mas são capazes de afundar navios de grande valor militar. Esta capacidade já foi demonstrada em inúmeros exercícios e está claro que mesmo uma marinha mais bem equipada teria muita dificuldade de lidar com uma frota de submarinos convencionais modernos. Por isso, cheguei a conclusão de que este é o principal sistema de armas que a Marinha do Brasil precisa investir. Penso que o ideal seriam ter 15 submarinos convencionais para defesa litorânea e uns 3 submarinos nucleares de ataque para poder enfrentar um grupo de batalha no meio do oceano. Os submarinos convencionais poderiam ser da classe Scorpene mesmo, pois trata-se de um moderno submarino, porém seria necessário a substituição dos torpedos MK-48 por um mais adequado ao emprego em águas litorâneas e a capacidade de todos os submarinos de lançar mísseis antinavio como o míssil UGM-84 Harpoon ou o míssil europeu MBDA SM-39 Exocet.
Acima: A força de submarinos da classe Tupi (U-209) se mostra muito capaz em exercícios militares multinacionais. Porém a frota de submarinos brasileiros precisa de, no minimo, 15 submarinos convencionais para poder impor uma dissuasão e capacidade de bloquear o uso naval de nossas águas jurisdicionais.
Falando agora sobre o interesse da marinha em possuir submarinos nucleares e que muita gente da imprensa leiga, mas que adora dar opinião sobre o que não entende. Os submarinos nucleares são muito mais velozes que um submarino convencional e sua maior autonomia e capacidade de permanecer submerso por períodos indefinido o tornam um caçador nato. Para operar mais distante do litoral, em águas azuis, como se fala na marinha, o submarino nuclear é muito mais adequado e sua importância para a marinha do Brasil se dá pela enorme capacidade de dissuasão que este tipo de sistema de armas proporciona. Um eventual inimigo vai considerar, antes de partir para a hostilidade, que o alvo dele pode contra atacar com um submarino nuclear que este pode contra-atacar bem distante da zona de batalha. Com certeza, o primeiro submarino nuclear brasileiro vai demorar muitos anos ainda para ser uma realidade e é certo que quando for, será um navio com limitações normais a sua condição de primeiro submarino da nação. Certamente não será muito silencioso e provavelmente não será capaz como um submarino nuclear das nações que já operam esta excelente arma de guerra. Mas a iniciativa é boa e merece os nossos aplausos. Falta, apenas, um maior aporte de recursos financeiros para acelerar o lento e complicado desenvolvimento do reator que precisa ser diminuído para poder caber dentro do casco resistente do novo SSN brasileiro.
Acima: O novo submarino Scorpene adquiridos pela marinha brasileira são modernos e diminuirá a lacuna no numero de submarinos da frota. O acordo com os franceses incluiu, ainda, a transferência de tecnologia para a construção do casco do submarino nuclear brasileiro.
AVIAÇÃO DE COMBATE NAVAL
A Marinha do Brasil é uma tradicional operadora de porta aviões, e depois de muitos anos operando o saudoso Minas Gerais A-11, o substituiu em 2000, pelo Porta-Aviões Foch, que foi rebatizado de São Paulo A-12. Também foram adquiridos 20 aviões de ataque A-4KU mais 3 TA-4 KU da Kuwait em 1998. Esses aviões deveriam dar uma capacidade de ataque para a Marinha do Brasil e deveriam ser usados para defesa aérea também. Na pratica, porém, não há mais que 5 aeronaves em condição de vôo. Embora o valor militar de tais aeronaves seja altamente questionável, a Marinha diz que elas são essenciais para se criar uma doutrina para operação de aeronaves de combate e asas fixa dentro da força.
Acima: O avião de patrulha naval P-3AM Orion adquirido pela força aérea brasileira poderia ser adquirido pela marinha para que ela própria possa dar conta da patrulha naval aérea.
Para a modernização da capacidade de combate da marinha do Brasil, o porta aviões São Paulo e seus 23 A-4 seriam aposentados. A marinha do Brasil precisa concentrar seus recursos num objetivo; a defesa das águas de nosso litoral. Com o orçamento disponível, isso se consegue investindo em submarinos. Se o Brasil tivesse uma cultura de orçamentos maiores com a defesa e uma cultura de respeito as suas forças armadas, a configuração de uma modernização seria diferente e eu incluiria mais um porta-aviões para ser operado junto com o A-12, além de procurar comprar dos Estados Unidos caças de segunda mão F/A-18 A ou C. É uma ilusão querer manter um porta-aviões que não tem sistema de defesa, aeronaves de combate válidas e mesmo, um sentido militar real e eficaz, pois qualquer submarino meia boca de uma nação latina afunda este navio facilmente.
Uma ótima forma da marinha brasileira ter uma capacidade de apoio a suas atividades navais usando o meio aéreo seria ela própria, possuir aeronaves de patrulha marítima e de interdição naval baseadas em terra. Eu citei esta capacidade no artigo sobre a modernização da capacidade de combate da Força Aérea Brasileira. Porém, seria interessante que a marinha tivesses os aviões apropriados para a execução destas tarefas que operariam em apoio aos meios navais incorporados. Os modelo são o P-3 Orion e os caça bombardeiro pesado Sukhoi Su-34 Fullback. Infelizmente, porém, existe uma espécie de vaidades excessivas entre as forças armadas brasileiras, amparadas em regras retrogradas que dificultam muito o uso de aeronaves por outras forças do Estado. Na minha concepção, a marinha do Brasil poderia operar dois esquadrões com 12 de caças bombardeiros Su-34 Fullback em missões de interdição naval. Seu fortíssimo armamento anti-superfície e sua autonomia associado com uma capacidade de auto defesa eficaz, o tornaria uma séria preocupação de um grupo de batalha inimigo. O P-3 Orion faria a patrulha marítima de longo alcance, armado com torpedos e mísseis AGM-84 Harpoon. Deveria haver, pelo menos, 20 aviões deste modelo que seriam deslocados com regularidade para diversas cidades litorâneas brasileiras para cumprir patrulha pelo litoral brasileiro.
Acima: Se a marinha adquirisse, pelo menos, 24 caça bombardeiros Su-34 Fullback russos, já teria capacidade de impor interdição naval avançada, diminuindo a necessidade de apoio da força aérea para esta tarefa.
CAPACIDADE DE COMBATE FLUVIAL
O Brasil possui muitos rios, e na verdade é a maior bacia hidrográfica do mundo e por isso sua marinha atua através de pequenas embarcações nos principais rios do Norte. Porém muitas dessas embarcações são mais para marcar presença do que para patrulhar eficientemente esses rios devido a sua alta idade e poucos armamentos. Fora isso, o transporte de tropas por esses rios é feito, por botes ou pelas cansadas embarcações de patrulha fluviais como as da classe Roraima. O Exército Brasileiro testou o barco de combate CB-90H da sueca Dockstavarvet AB que é uma lancha com capacidade de transporte de até 20 soldados equipados de forma protegida em seu casco com blindagem de nível 4 (agüenta impactos de 7,62 mm). Ainda por cima, esta lancha é armada com uma metralhadora .50 controlada remotamente de dentro na lancha, e equipada com câmeras de TV e infravermelha. Esse reparo pode ter no lugar da metralhadora, um lança granadas automático de 40 mm. Mais duas metralhadoras .50 germinadas que são montadas a frente do casco. Essas metralhadoras podem se movimentar em altura. A lancha pode, ainda, ser equipada com lançadores de mísseis antitanque e morteiros de 120 mm no sistema AMOS. Essas lanchas não implicariam em um custo elevado podendo ser adquiridas, pelo menos, 40 unidades para serem usadas em patrulhas e transporte de forças de combate pelos rios da bacia amazônica.
Outra boa alternativa seria a aquisição de 10 unidades de uma versão modificada do barco de patrulha da classe Hamina e sem os mísseis antinavio que estão instalados na versão original. O barco receberia mudanças que aumentassem sua autonomia que hoje está em 925 km para que chegasse a, pelo menos, uns 1500 km. Este barco faria a patrulha de longo alcance dentro dos maiores rios amazônicos.
Acima: A lancha de combate CB-90H traria poder de fogo e mobilidade sem precedentes para as atividades de combate fluviais da marinha do Brasil.
CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS BRASILEIROS
O corpo de fuzileiros navais do Brasil (CFN) é uma força de elite com soldados bem treinados e bem equipados. É interessante poder falar bem de algumas tropas do Brasil, uma vez que as forças armadas, como um todo, são mal equipadas. Com um efetivo de cerca de 15000 homens o corpo de fuzileiros navais do Brasil deveriam receber mais soldados para suas fileiras. Uma força de fuzileiros com cerca de 30000 soldados seria um aumento na capacidade de combate bastante significativo. Os fuzileiros, dada a suas responsabilidade possuem seus meios de combate próprios. Por isso tem seus carros de combate e veículos blindados de transporte de tropas. Falta, porém uma quantidade destes veículos que possa, efetivamente, dar aos soldados uma mobilidade maior e uma maior independência de apoio de recursos de outras forças como o exército ou força aérea. Atualmente nossos fuzileiros não contam com helicópteros de transporte próprios e por isso dependem de ajuda de helicópteros da marinha ou outras forças. Com a recente aquisição de 16 helicópteros EC-725, poderiam ser adquiridos mais 10 unidades dedicadas ao apoio de transporte aos fuzileiros brasileiros. Entendo que exista uma polemica sobre o uso deste helicóptero, e para mim, tenho preferência por outro modelo, mas como já existe uma encomenda de 50 unidade do modelo EC-725 faz sentido manter este modelo por motivo de facilidade logística.
Acima: Mais um dos frutos do acordo com os franceses o novo helicóptero de transporte Helibras EC-725 Super Cougar. Uma aquisição de um lote de mais 10 unidades para serem usadas pelos fuzileiros navais do Brasil seria uma solução importante para dar a esta tropa uma independência maior em relação as outras forças.
Outro ponto que seria desejável é a capacidade da instituição poder contar com meios próprios para prestar apoio aéreo. Para isso uma aviação de combate com helicópteros de ataque como o AH-1W Cobra ou o Agusta/Westland A-129 seria adequado. Pelo menos um esquadrão com 12 helicópteros de qualquer um destes modelos já daria esta capacidade. Outra possibilidade bem interessante seria contar com alguns excelentes aviões AT-29 Super Tucano para esta função. Além de serem relativamente baratos de operar, sua capacidade de ataque já foi bem testada e ele faz muito bem este papel de apoio aéreo.
Acima: O Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil não possui, ainda, uma aeronave dedicada para ataque e apoio aéreo. A aquisição de algumas unidades do helicóptero AH-1W Super Cobra daria esta capacidade a nossos fuzileiros.
Com relação aos veículos de transporte de tropas, atualmente, os veículos disponíveis são os bons carros MOWAG Piranha III, dos quais foram adquiridos 30 unidades. A aquisição de um lote de mais 20 unidades deste modelo, porém armados com um canhão de 30 mm seria bem vinda. Outra opção para transporte de tropas disponível nos fuzileiros brasileiros são 26 unidades do AAV-7 A1 Clanf, um blindado anfíbio sobre lagartas. È um excelente blindado e poderíamos adquirir mais umas 20 unidades de segunda mão dos fuzileiros navais norte americanos.
Acima: O veículo de transporte de tropas sobre rodas MOWAG Piranha III dos fuzileiros representa uma moderna e eficiente solução para esta missão. Seria importante a compra de mais algumas unidades deste bom veículo para melhorar ainda mais a mobilidade da tropa.
O modelo M-113, outro blindado de transporte de tropas sobre lagartas usado pelos fuzileiros, já é um veiculo antiquado, cuja proteção balística é bastante limitada. O ideal seria substituir ele por uma nova viatura, da qual poderia ser, até mesmo, o próprio Piranha III sobre rodas. Entendo que não são o mesmo tipo de viaturas, mas de acordo com a evolução dos cenários de guerra moderna, as viaturas sobre rodas estão tomando uma importância muito maior do que os blindados sobre lagartas.
Com relação ao apoio de fogo, os CFN usa o carro de combate SK 105 Kurassier, armado com um canhão de 105 mm que é usado para destruir carros de combate inimigos. Este veículo, embora útil, possui resistência fraca dado a sua blindagem leve. Por isso, um blindado sobre rodas com um canhão de 105 mm poderia apoiar os SK-105 em suas operações, e eventualmente, até substituir ele. Existem vários modelos de blindados sobre rodas adaptados com esse tipo de armamento e um que julgo interessante é o MGS M 1128 norte americano, uma versão de caça tanques do Piranha III já usado pelo CFN.
Acima: Aqui podemos ver um MGS M-1128 do exército dos Estados Unidos. Este poderoso veículo de combate, baseado no Piranha III poderia dar aos fuzileiros uma capacidade aumentada de combate no campo de batalha, principalmente no ambiente urbano, onde este tipo de blindado se sai melhor que os veículos sobre lagartas.
Um dos poucos pontos onde a situação pode ser descrita como “critica” no corpo de fuzileiros navais é a sua artilharia, composta por apenas 30 canhões e alguns morteiros leves e pesados.
O canhão de 155 mm é um antiquado M-114, cuja granada atinge menos de 15 km e o canhão mais moderno é o britânico L-118 de 105 mm que são operados junto com alguns poucos M-101, do mesmo calibre. Um canhão de alto desempenho adequado para substituir o M-114 seria o M-777 americano, cujo alcance da granada pode atingir os 40 km. Lógico que este equipamento é top de linha, no que diz respeito a essa classe de arma. Como alternativa mais em conta, pode-se comprar canhões M-198 de segunda mão, do exército dos Estados Unidos. Estes canhões podem atingir 22 km com munição standard e já daria uma significativa melhoria na capacidade de artilharia.
CONCLUSÃO
Olhando este texto atentamente será observado que uma força naval montada desta forma descrita aqui seria maior e certamente mais cara de operar que a a força disponível na marinha brasileira hoje. Porém vale lembrar que hoje nossa marinha não tem meios válidos de executar a patrulha e a imposição da soberania brasileira no nosso mar. Navios velhos e mal armados, um porta aviões caro de manter e com nenhuma capacidade militar real, são motivo de pouca credibilidade a qualquer nação que tenha conflito de interesses com Brasil.
É uma vergonha que uma nação rica como o Brasil se perca em desvios milionários (as vezes bilionários) para a promoção do bem estar de uns poucos enquanto as forças armadas sejam deixadas no abandono como foram por muitos anos. Os recentes movimentos em favor das forças armadas foram uma mudança no curso dos acontecimentos, porém, é obvio que foram movimentos tímidos frente a gravidade da situação.
Acima: O barco de patrulha Hamina poderia apoiar as operações nos extensos rios amazônicos, junto com a CB-90H.
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63 comentários:
gostei desse artigo,e bem "realista" so acho um absurdo um pais que esta prestes a se tornar a quinta maior economia e quinta maior potencia industrial do mundo sequer pensar em adquirir material importado.
lamentavel.
Com esses políticos ai, fica difícil ter uma Marinha forte.
Muito bons os comentários de uma clareza cristalina e rica em informações elementares de nossas FA, no entanto discordo quando se fala em adquirir os bombardeiros Su-34 Fullback russos, não pela suas qualidades mas pela suas incompatibilidades com nossas PA e todos sabemos que eles não transferem nada e não querem saber de off-set, negocio pra russo é venda de partileiras e pronto.
Caraca muito bom Carlos, fico feliz em ver que há muitas partes dos trabalhos que lhe enviei ali, da mesmo forma que há coisas as quias n pensei.
Eu só substituiria os P3 por P-99, e as Visby pelas Gowynd.
Mais uma vez, parabéns pela reportagem.
Olá Tanoshi.
Obrigado pelo elogio. Mas deixe-me fazer uma correção. O Su-34 que sugiro nesse artigo não seria para uso no PA (Porta Aviões) Alias neste artigo eu sugiro a retirada do Porta aviões porque o Brasil não tem um fluxo de investimentos em suas forças armadas que permitam o uso de um Porta aviões em sua plenitude, com caças e sistemas de defesa proprios. Não sei se você sabe, mas nosso porta aviões São paulo não tem nenhum sistema de defesa antiaérea.... nem uma metralhadora... Você pode chegar a conclusão de que, com jatos antipatiquíssimos como o A-4 (AF-1) e sem um sistema de defesa propria, este Porta Aviões iria ser um alvo gigante para qualquer nação inimiga, mesmo para uma menos preparada.
Os Su-34 ficariam baseados em terra em bases litorâneas em pontos estratégicos como Natal e no Rio de janeiro. Eu já sabia que o Su-34 não operava embarcado.
Abraços
Nada a ver com a notícia principal, mas quem é o gênio que escolhe os nomes dos submarinos brasileiros???? TIKUNA, TUPI ???? Que é isso??? e queremos ainda ser respeitados? Nada contra os índios, mas esses nomes, para o mais poderosa arma da nossa esquadra hoje, que são os sobmarinos?? Por favor né???!
KKKKKKK Tenho que concordar! Os nomes dos aviões também!!!! "Tucano", "Amazonas"!!!! KKKKKK
mais uma vez excelente.
tambem concordo com o que vc fala sobre o SU-34 ficar na marinha, alias nem sei porque o P-3 é avião da FAB.
cara, eu sou mecanico de manutencao aeronautica na TAP M&E, e conhecedor dos produtos da Embraer acredito que o C-390 deveria ter uma versao anti submarino, outra AEW&C e estas aeronaves fossem adquiridas em quantidades maiores do que estao anunciando que vao comprar. A Embraer tem plenas condicoes de fabricar todos estes produtos e com ajuda do governo, investir na compra do projeto dos motores que vao equipar essas aeronaves, pq isso, vc sabe, e a parte mais critica e a primeira a poder sofrer embargo
Olá Carlos
Mais uma das suas ótimas publicações!!!
Sobre as fragatas, vc nao considera a opção britanica com o desenvolvimento da Type 26, uma vez q além de participarmos do desenvolvimento, poderíamos adquirir navios de segunda mao Type 22 ou 23, q creio q sao bons navios???
Nao conheço muito do assunto (nao sei quanto o Brasil teria q desenbolsar nesse projeto, relaçao custo beneficio comparando com as FREMM's), mas só queria levantar essa questao.
Vlw Carlos
Continue assim com o Blog pois ele é ótimo
Abraços
Olá Anderson.
As Type 26 são navios cujo armamento me pareceu relativamente fraco. As FREMM são mais bem equipadas e a ideia seria a aquisição de um só modelo de navio.
Abraços
Ola Carlos acompanho seu Bolg a muito tempo, desde já deixo meus parabéns por mais uma materia bem feita.
Agora eu discordo de vc em alguns pontos.
Pelo que vi o A-12 hoje esta ai para dar proteção aérea mesmo que meia boca ao GT, sendo que nenhuma embarcação tem proteção anti-aérea.
Os nossos subs teriam que ter capacidade de ataque a terra e a alvos no ar.
O M-113 ainda é um carro de combate valido sendo que nem os EUA os aposentaram de vez.
Acrescentava em sua lista para o CFN o heli Mi-35 pois pode deslocar soldados equipados para combate. E mais se temos que aumentar o efetivo do CFN para 30mil soldados teríamos que no mínimo ter 2 porta helis ou outro navio para deslocar esse pessoal todo. E os EC-725 teria que ser da melhor versão. No mais eu acho que tudo teria que ser em maior quantidade visto o numero de soldados que vc mencionou.
No demais eu concordo com toda sua analise.
Olá Marciano. Os numeros de equipamentos que indiquei foram pensando nas limitações orçamentarias. se dependesse de mim, nossa marinha seria maior que a que mostrei aqui. Obrigado por acompanhar o blog Campo de batalha.
Abraços
Parabéns,Carlos brilhante matéria como sempre.
Não faltou incluir nesta lista de modernização da marinha citar o destróier ou contra-torpedeiro como prefiram chamar?
Abraços.
Olá furtivo. Os destróieres foram deixados de lado pelo motivo de custo. As fragatas FREMM são plenamente capazes de fazer o serviço de um destróier a um custo menor.
Obrigado! Abraços
Carlos, seria interessante o CFN utilizar um carro de combate principal, como os US Marines?? Se sim, quantas unidades seriam o ideal?
Olá Joathan.
Engraçado você me perguntar isto.... Um dos colaboradores do blog, o Anderson Barros me pergunto a mesma coisa esta semana... Eu penso que não são fundamentais, uma vez que o CFN tenha uma boa quantidade de blindados de reconhecimento como o M1128 que eu sugeri. Poré, se o CFN resolvesse que deveria adquirir um MBT eu penso que o uso do M-60 do exercito brasileiro (que doaria os blindados ao CFN)e uma modernização para o padrão SABRA israelense dariam uma maquina muito interessante aos fuzileiros.
A quantidade poderia ser de, pelo menos uns 75 veículos.
Abraços
Sinto muito mais no Brasil o fato de comprar um navio (ou avião)que tenha armas Nucleares não quer dizer que esse veículo vira com esse tipo de arma!! temos muitos navios no Brasil nessa situação com falta de Armas modernas mesmo que os mesmos tenha que ter esses modelos de Torpedos ou Misseis.
Olá Felipe Rodrigo.
E onde, exatamente, há alguma indicação minha de que o Brasil vai ou deveria adquirir um navio, ou avião com armas nucleares? Se ler atentamente o texto, vai reparar que a unica menção ao termo "nuclear" usado foi para tratar de um submarino movido a este tipo de energia. O Brasil não pode, por motivo de previsão constitucional, a ter armas de destruição em massa, o que não é o caso de um submarino movido a este tipo de energia.
Abraços
Carlos vc não esqueceu de mencionar alguns navios anfíbios na sua postagem?? Isso daria a MB e o CFN um verdadeiro poder de deslocação.
Tem razão Marciano. Vou ajustar isso em breve e colocar na matéria.
Obrigado pelo toque.
Abraços
Boa noite Carlos
Em relaçao a Marinha Brasileira, concordo com basicamente o que disse, mas o grande problema continua a ser a vontade de gastar dinheiro, os politicos nao entendem que quando mais tempo demorarem, mais irao investir
Li o seguinte sobre a classe Barroso "O navio possui linhas mais suaves de modo a diminuir a reflexão de radar e aumentar a furtividade da embarcação"
É verdade isso? Ja vi imagens e nao me pareceu
Cumps
Marco Gonçalves
Olá Marco esta questão das linhas mais suaves ocorreu noprojeto sim, porém o nacvio ainda mantem um perfil mais reflexivo que nas embarcações projetadas para este fim.
Abraços
Saudações, Carlos!!!
Mais uma vez interagindo contigo em um assunto vasto, rico em detalhes e empolgante. Primeiramente, parabenizo-o pela sugestão sensata, economica e adequada as nossas regiões. Realmente, as armas devem se adequar a região. Li sobre o caça bombardeiro, Fulbeck su 34 como interditor naval. Realmente, concordo com voce. Sobre as lanchas pra região norte e demais armas pra modernização das nossas forças. Concordo contigo quanto a capacidade movel de combate dos americanos, que se eles decidem nos atacar iriam levar 48 horas pra minar a nossa capacidade de combate técnica - FAB, MB E EB. Pois, bastava destruir SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO. Concordo. São Paulo destruiria as fabricas e Rio de Janeiro destruiria a marinha, em especial. Entretanto, faltou um detalhe, com todo respeito,e ai é que vem a minha pergunta. Já não é hora de disseminar essas industrias ou parte delas pra rigião centro-oeste e talves uma parte pra região norte? Outra, no que diz respeito a MB, cujo comando central é no Rio, ja não seria hora de se transferir parte desse comando, disseminando para outras regiões? Quanto a marinha, acho que seria interessante separar seus meios - navios de combate e comando operacional deixar, obvio, nas diversas capitais do litoral, ja os submarinos, no que diz respeito a construção dos mesmo, bem como das fragatas e porta-aviões na região norte, aonde construiram o supercargueiro brasileiro, no Pará. A principal arma que poderia , realmente sugeri a dissuasão seria uma frota de 20 submarinos com capacidade de lançamento de misseis antiaereo e anti navio como o sub amur russo. Ai ate os americanos pensariam duas vezes. Mesmo com seus satelites.O scorpene lança misseis tambem? Assim como a aviação de caça dissemina-la na Região centro-oeste que é uma região equidistante em nosso mapa do Brasil. Pois, um ataque pra minar nossas forças se tornaria mais complicado. Quanto a defesa litoranea complementa-la com artilharia anti-aerea e misseis antiareo e terra-mar, mar e ar como foi dito em seu comentario. Pricisamos ter algo como O Pentagono dos americanos. Carlos, grato a atenção dispensada e desculpe a empolgação.Não esqueça que sou um leigo, o bom é que posso perguntar sem medo. Abraços a todos
Olá Guardião. A decentralização dos centros estrátégicos do sudeste é, claramente uma iniciativa inteçligente que contribuiria com o desenvolvimento do Brasil como nação, resolvendo a pendencia dos vazios demográficos e ainda ajudaria a dificultar a vida de um eventual atacante. Porém, o governo brasileiro pensa em votos e não ta nem ai para a defesa da nação pois acredita que o Brasil não poderá, nunca, ser alvo de um ataque de guerra. Uma ilusão imbecil dos poucos instruídos idiotas do governo.
Abraços
Carlos o que comentastes,sobre os americanos de terem a capacidade de invadir qualquer pais do mundo excluindo russia, china,e india por terem capacidade de reação entendo que seja pelo fato de esses paises terem poder belico nuclear entam não são só esses tres há lista é maior é por isso que sou há favor de armas nucleares nas forças armadas do Brasil há mais uma coisa leis constituições foram criadas para serem seguidas e desobedecidas quando forem prejudiciais ao seu povo com todo o respeito mas é minha opnião e parabens pelo seu blog.
Há chamar nossos governantes governados pelos estrangeiros de instruidos idiotas foi tri legal um esculacho de alto nivel.
hehehe Obrigado Anselmo. Agradeço suas gentis palavras.
Abraços
Carlos sera que a inecistencia de armas de defesa no A12 seja porque ele só séra usado como plataforma de treinamento para decolagem e pouso das aeronaves pois esta nos planos da marinha há construsão de três porta aviões em teritorio nascional.
Olá Anselmo, a marinha pensa em construir um ou dois PA. Mas o São paulo deverá operar normalmente e talvez receba algum armamento de defesa ainda.
Abraços
Carlos mas a intensão da marinha é de construir os porta aviões com propulsão nuclear dai o São Paulo estaria na contra mão dos mais novos concorda e o que pensas da adaptasão das plataformas de lançamento do astros trés com alcanse de 500 km nos navios da marinha com misseis. abraços
Olá Anselmo. A marinha não tem intenção de construir um porta aviões movido a energia nuclear. Se construir um novo navio, este terá propulsão convencional, muito mais barata e simples de operar.
Abraços
Aqueles A-7 não são superiores aos A-4? Cabem no NAE SP??? Pq não utilizarem?
Olá Caio.
O A-7 é superior ao A-4, principalmente em missões de ataque, pois a capacidade de bombardeiro dele é formidável, com muito maior carga de combate, precisão e autonomia. Porém, em combate aéreo, é uma aeronave inferior, pois o A-4 é mais ágil.
Abraços
Carlos estive observando o AMX ele possue cuase as mesmas dimensões do A4 e me parece que mais hajel que o A4 já que é uma aeronave bem conhesida da EMBRAER sera que ela não poderia ser navalizada e tu podes fazer uma comparasão entre as duas em combate.abrasos
Olá Anselmo
O A-4 é mais agil em rolamento que o AMX, porém, o AMX é mais capaz de curvas. Nenhum dos dos aviões pode ser comparado a um moderno caça supersônico e navalisar um AMX custaria tão caro quanto comprar um caça já pronto.
Abraços
Saudações Carlos!!!
Essa matéria eu li várias. Com esse menu bélico. Qualquer Pais pensaria várias e várias vezes para se meter com o Brasil. Sinceramente, nem os EUA entraria de cara sem sozinho, sem planejar uma boa logística. Una Pregunta, Carlos. A industria bélica Italiana, pelo que pude perceber é avançada. Considerando as dificuldades socio-economica da Italia, sem uma reserva mineral significativa e os problemas que enfrenta no aspecto financeiro me faz perguntar como ela consegue reunir tantas empresas bélicas de alto nível pra produzir excelentes produtos. A industria bélica Italiana é muito maior e superior a nossa industria bélica?
Olpá Guardião. A Itália tem uma industria bélica que vem de muitas décadas com grande favorecimento do período da guerra fria, onde ela fornecia sistemas de armas para seu próprio país e para países amigos. A industria deles é mais avançada que a nossa e todos os aspectos.
Abraços
calma aos pouco el vai conquista sua posição
O que achou da mais recente aquisição da marinha do Brasil (Navios de patrulha oceânica)? Não achas que são sub-armados?
Quanto a Type 22, quantos anos pela frente elas ainda possuem?
Ola Matheus.
Eu sou um pouco radical neste assunto. A marinha pensa que um navio de patrulha oceanica deva ser usado exclusivamente para esta operação "patrulheira". Eles não enxergam que o navio patrulha poderia ser um navio com capacidade de combate real. Eu sou contra a compra destes navios desdentados. Nesse artigo eu deixo bem claro minhas opções para patrulha marítima e está bem claro que meus meios de patrulha marítima poderiam afundar um destroier ou uma fragata em caso de guerra. mas como disse, a marinha entende este assunto de forma diferente de mim. Sempre achei que os brasileiros pegam leve demais em suas decisões....
As Type 22 devem se manter por mais uns 12 anos, pelo menos.
Abraços
Carlos
O Sea Wolf e o RAM podem ser comparados? Ou pertencem a classes diferentes?
No texto sobre a Type 23 falasse em uma possível nova modernização no Sea Wolf, verdadeira mente esse míssil poderia ser modernizado para fazer frente ao Brahmos?
Olá Matheus.
Os dois misseis servem para a mesma coisa, porém, o RAM é de projeto mais recente. Não creio, porém, que nenhum dos dois modelos, mesmo modernizados, dessem conta do Brhamos ou de qualquer outro míssil supersônico.
Abraços
Boa noite a todos!!
Carlos será possivel uma compra de oportunidade de subs nucleares franceses de oportunidade, como exemplo os Suffren? Mas sei que é "proibido este tipo de comércio" mas eles tem até preço de venda! Como compra de oportunidade pois o filão de minério no Atlântico Sul junto ao pré-salvai realmente requerer isto. A compra das patrulhas OPVs foi boas
Assim penso, por favor me corrija?
Saudações, Carlos!!!
Eu recebo diariamente, por e-mail, o Correios do Brasil. E li varios artigos sobre a situação desagradavel da Argentina e Inglaterra. As relações com Inglaterra está desgastada e há uma certa tensão, não que leve a um conflito armado que, hoje, diante de varios acordos e siglas como UNASUL, MERCOSUL, CELAC. O Brail e os demais Paises da AS ficariam numa situação dificil. Tal teimosia da Inglaterra decorre da incapacidade bélica existente. Outro fato desagradavel é falta de confiança que a Argentina inspira. Nessa situação, a Inglaterra que se aproximou do Brasil numa relação mercantil e militar como fica? Grande abraço Carlos.
A Inglaterra tem interesses financeiros aqui e sabe muito bem que o Brasil não ajudaria, militarmente a Argentina. Por isso eles não dão tanta importância ao fato de apoiarmos a soberania argentina sobre as malvinas. Os argentinos não conseguiriam reaver estas ilhas de forma alguma hoje, pois além de falida, as forças argentinas, os ingleses tem armas muito mais poderosas ali.
Abraços
Olá Carlos,
No link abaixo, diz que o Brasil vai receber dois navios de patrulha neste ano (2012)e, mais um em 2013. Que navios são esses? Não consegui identificá-los no seu Blog.
Desde já agradeço.
http://moraisvinna.blogspot.com/2012/02/patrulha-marinha-tera-3-novos-navios.html
Aqui diz que a MB tem interesse num navio de guerra anfíbio, estilo classe Mistral:
http://moraisvinna.blogspot.com/2012/02/marinha-quer-supernavio-de-ataque.html
Olá Marcos.
A marinha do Brasil adquiriu 3 navios de patrulha oceanica da classe "Port of Spain". Eu não apresentei estes fracos navios militares ainda no blog. Mas para você poder conhecer qual navio que é, na verdade, entre nesse link aqui: http://espacointeressenacional.blogspot.com/2011/12/marinha-do-brasil-adquire-tres-navios.html
O navio que aparece na matéria do blog "Hangar do Vinna" foi copiado do jornal Estado de São Paulo e traz informações incorretas (para variar) e apresenta fotos e desenhos de um navio Destroyer Type 45 classe Daring, já descrita no meu blog nesse link: http://navalpowercb.blogspot.com/2006/06/type-45-futura-escolta-da-marinha-real.html.
O jornal Estado de São Paulo costuma falhar seriamente em suas informações de foco militar onde os seus jornalistas não se preocupam, minimamente, em ler ou pesquisar o assunto antes de defecar palavras no papel higiênico que se tornou aquele jornal. Sobre o navio anfibio, é verdade que a marinha quer comprar dois deles, mas ainda não está certo se será o Mistral, mas provavelmente acabará sendo ele mesmo devido a nossa aproximação com os franceses.
Abraços
Olá Carlos,
Muito obrigado pelas respostas.
Abraços.
Sua Matéria está excelente, e mt elucidativa, pean estar-mos completamente desamramdos.só 5 subs, qdo o próximo aos melhor seriam uns 27, nem caça nós temos, ...Será q n inimigosd, q são mt e lertes, vão esperar nos armamos p nos defender dos mesmos?!?! com à palvras os culpados pór n situação , de n FAs, sucateadas.Q marte ouça as minhas palavras e nos ajude. Sds.
Olá Carlos !
Tenho dúvidas em relação ao porta-aviões São Paulo. A sua ficha técnica de desempenho ( isto é velocidade, alcance, capacidade de levar aviões) pode coloca-lo como vetor válido para um reaparelhamento com aviões e sistema de defesa?
E quanto aos constantes incidentes com incêndios que ele vem sofrendo, é resultado de ele ser um navio de mais de 60 anos com a estrutura desgastada ou é resultado da falta de verbas da Marinha para manter-lo até mesmo em condições de segurança quando atracado ?
Olá Thiago.
O tamanho do São Paulo é muito adequado pra operar um numero adequado de aeronaves de combate. O problema é que é caro manter ele em capacidade de combate, tando do próprio navio, quanto de sua aviação embarcada. Os jatos A-4 (AF-1, mesmo modernizados), são obsoletos.
Abraços
Olá Carlos
Vlw pela resposta.
E quanto aos constantes incêndios que o São Paulo sofre,isso é resultado da falta de uma manuntenção adequada, ou é apenas o reflexo de um navio no limite da idade estrutural ?
Abraço
Olá Thiago. Para mim tem a ver com a falta de manutenção adequada e falta de treinamento dos seus tripulantes devido ao custo excessivo de manter este navio.
Abraços
olá carlos, excelente matéria.
Com a modernização dos A-4, podemos dizer que o porta-aviões são paulo terá uma capacidade realmente eficaz?
Olá Sport recife.
Eu não considero o navio aeródromo São paulo eficaz, nem com caças F-18. De cara, temos que considerar que o Sao Paulo nem tem meios para sua auto defesa. O A-4, mesmo modernizado, não passa de um jato de ataque com alguma capacidade ar ar de curto alcance. Provavelmente, depois da modernização, ele será capaz de usar mísseis de medio alcance derby, que não são usados nem pelo seu país fabricante. O São Paulo mal navega pois é caro e complexo de manter em serviço. O Brasil deveria aceitar isso e passar a focar em submarinos.
Abraços
Carlos a respeito dos tres navios de patrulha oceanio nossa marinha não possui capacidade de fortalecelos com equipamento nascional ja que nossa industria naval não esta recebendo a devida atensam para desenvolver nossos proprios navios de patrulha há tu podes me informar o preço desta compra. Mais uma vez parabens e obrigado pelo serviço que voce nós presta nós mantendo informados.
Olá Anselmo.
Obrigado. A marinha do Brasil enxerga estes navios de patrulha oceanica, apenas para serem usados em tempos de paz contra pesca ilegal, ou invasões das águas jurisdicionais. Para a marinha, o armamento usado por estes navios está adequado.
Se você prestou atenção ao texto desta matéria, logo vai perceber que eu não concordo com o que a marinha acha sobre esse assunto e que se dependesse de mim, estes navios teriam até misseis, sendo totalmente qualificados para operar em ambiente de guerra declarada.
O custo da aquisição foi de R$ 387.203.820,00.
E isso pode ser considerado um preço baixo para este tipo de equipamento.
Abraços
Boa noite a todos!
Olá Carlos, muito legal as suposições para a nossa MB aqui descrita.
Tenho lido nas últimas semanas sobre mais um golpe na Guiné Bissau e Portugal tem exortado em muito na formação de uma Força Tarefa Internacional feita por países lusófonos, coisa que o Brasil vem dando pra trás erroneamente para quem quer ser um líder regional e jogador internacional.
Achas plenamente possível a atuação da MB no momento atual para este tipo de operação, principalmente por que seríamos junto a Portugal os que mais deverá mobilizar pra fazer uma força de imposição e consequente invasão de Guiné Bissau pra retirar os golpistas do poder lá?
Olá Adriano.
Penso que uma missão conjunta possa ser executada sim, porém com limitações referentes ao atual estado de sucateamento da marinha brasileira, especialmente. A marinha portuguesa me é desconhecida e por isso não me sinto confortável em afirmar qualquer coisa sobre ela. Mas penso que uma missão conjunta poderia ser , sim, feita como meio de forçar a restauração da ordem nesse pais.
Abraços
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