
DESCRIÇÃO
O Canadá é um país que possui uma força armada relativamente bem equipada, principalmente em relação a sua força aérea com dezenas de caças F/A-18 A/B Hornet modernizados. Sua marinha, no entanto, é relativamente pequena em relação as marinhas da OTAN, organização militar da qual este país é signatário. Atualmente a real marinha canadense conta com 15 fragatas, sendo 12 delas da classe Halifax, um navio de projeto recente, e equilibradamente armada para operar contra a maioria das ameaças que um navio de guerra possa encontrar. Esta capacidade multimissão permitiu que a Halifax fosse usada em muitas missões internacionais como parte de um grupo de batalha naval.
A idéia para uma nova fragata para a marinha canadense veio em 1977 e até a proposta do novo navio ter seu orçamento aprovado, foram-se 6 anos, quando em 1983 o governo do Canadá mandou seguir a diante a compra de 6 navios desta nova classe de fragatas. Em 1987, foi encomendado um segundo lote de 6 unidades deste novo projeto, o que daria a marinha canadense uma nova capacidade de combate, já necessária, devido a limitações de sua esquadra.
A primeira fragata a ficar pronta, em março de 1987, foi HCMS Halifax FFH-330, que deu o nome a esta classe de navios de guerra. A Halifax foi comissionada em junho de 1992.

Acima: A fragata Halifax deu uma capacidade de combate a real marinha canadense ainda não tinha. Este tipo de navio tem se mostrado extremamente importantes na repotencialização das capacidades de combate navais assim como uma redução de custos operacionais que navios maiores traziam.
O sistema de propulsão da Halifax é o popular CODOG (combinação diesel e gás) que permite uma velocidade maior somado a uma maior autonomia, também. Especificamente são usadas duas turbinas a gás General Electric LM 2500, que fornecem 47500 Hp de força, e um motor Diesel SEMT Pielstick 20PA6 V280 que gera mais 8800 Hp. Com estes componentes, a Halifax chega a uma velocidade máxima de 30 nós (55 km/h), muito boa para uma fragata, dando capacidade de operar como parte de um grupo de batalha. Sua autonomia é de 13150 km, também acima da média neste tipo de navio.
Acima: A Halifax enfrenta um mar revolto. Graças a suas capacidades marinheira, e sua propulsão bastante eficiente, este navio apresenta um desempenho muito bom em qualquer oceano do planeta.
A suíte de sensores do Halifax é, atualmente, composta por um radar norte americano especializado de busca aérea Raytheon AN/SPS-49 V5 com alcance máximo de 530 km contra alvos de grande tamanho (um bombardeiro pesado como um Tu-95 Bear, por exemplo). Um alvo do tamanho de um caça convencional (um MIG-29 Fulcrum, por exemplo) poderia ser detectado a 290 km aproximadamente. O radar de busca de superfície é o Saab Microwave Systems HC-150 Sea Giraffe (capacitado em fazer busca aérea de médio alcance também). O alcance para busca de superfície é de 74 km, e de busca aérea é de 130 km, contra alvos grandes. O Radar de controle de fogo é um Thales Nedeland SPG-503.
O Halifax possui um sonar rebocado CANTASS e um sonar de casco AN/ SQS-510, ambos fornecidos pela General Dynamics Canadá.
Um programa de modernização que começou em novembro de 2010 e deve se estender até meados de 2015 substituirá o radar de busca aérea pelo novo radar Thales Smart S MK2 tridimensional, capaz de detectar um alvo de grandes dimensões a 250 km. Mesmo sendo um alcance menor que o encontrado no radar mais antigo, o fato mais relevante é o grande aumento na capacidade de seguimento de alvos múltiplos que este radar permite em relação ao modelo norte americano. Ao todo, é possível acompanhar 500 alvos aéreos e de superfície simultaneamente, enquanto o modelo de radar anterior acompanhava 250 alvos simultaneamente. O radar de busca de superfície Sea Giraffe será mantido, mas receberá um upgrade do fabricante. Nesta modernização será instalado um sistema de busca e rastreio infravermelho (IRST) Thales Canadá Sirius que será usado na busca de alvos aéreos com baixa reflexão de radar (aeronaves furtivas ou stealth).
Acima: O radar de busca aérea AN/SPS-49 V5 tem um bom alcance, mas será substituído por um modelo de projeto mais moderno (SMART S MK-2) e com o dobro de capacidade de acompanhamento simultâneo de alvos, embora o alcance máximo seja a metade do modelo americano.
O armamento instalado, atualmente na Halifax é composto por um canhão de fogo rápido Bofors 57 mm 70 MK2 capaz de disparar 220 tiros por minuto e atingir alvos a 17 km de distancia com suas granadas de 2,4 kg. O uso deste tipo de canhão tem se tornado cada vez mais comum em projetos recentes de navios. Creio que os navios estão se tornando, cada vez mais dependentes de seus mísseis cuja eficácia aumenta a cada nova geração dando letalidade inédita aos sistemas que os empregam. Para defesa antiaérea de ponto, a Halifax conta com um canhão CIWS Phalanx MK-15 Block 1 B com capacidade de operar com dupla cadência de tiro, pré configurada para 3000 e para 4500 tiros por minuto, em calibre 20 mm, cujo alcance efetivo chega a aproximadamente 3 km. Foram montadas, ainda, 6 metralhadoras M-2HB em calibre .50 (12,7 mm) em volta do navio.
A Halifax conta com dois lançadores quádruplos para mísseis antinavio RGM-84D Block IC guiados por radar ativo e com alcance que pode chegar a 140 km. Este míssil possui uma potente ogiva com 221 kg de explosivos que detonam com um pequeno retardo para causar o máximo de danos dentro do navio inimigo. Na verdade, navios de pequeno porte, com 2000 até 3500 toneladas de deslocamento podem ser partidos ao meio com um impacto direto deste míssil.
Para defesa aérea, a Halifax está equipada, por enquanto, com os 8 lançadores verticais duplos para mísseis RIM-7M/P Sea Sparrow, guiados por radar semi ativo e com alcance de 15 km.
Para guerra anti-submarina, foram instalados dois lançadores duplos MK-32 de torpedos leves MK-46 Mod 5 guiados por sonar ativo e passivo e com alcance máximo de 11 km podendo destruir um submarino a profundidades máxima de 365 metros.
A Halifax opera um helicóptero médio Sikorsky CH-124 Sea King em missões de guerra anti-submarino. Este clássico helicóptero (usado pelo Brasil, inclusive) pode ser armado com torpedos MK-46 para atacar seus alvos.
Acima: O míssil RIM-162 ESSM está sendo integrado na Halifax e dará a este navio, uma capacidade de defender o grupo de batalha de ataques aéreos a distancias de até 50 km.
A fragata Halifax, como mencionado no texto está passando por um extenso programa de modernização que trará mudanças, não só em seus sistemas de detecção, já descritos acima, mas também em seus armamentos. O míssil RIM-7 Sea Sparrow, por exemplo, será substituído pelo muito mais capaz míssil RIM-162 ESSM (Envolved Sea Sparrow Missile) cujo alcance chega a 50 km, com guiagem por radar semi-ativo. Este míssil dará capacidade de proteção antiaérea de área, capacidade indisponível na versão original da Halifax, o que melhorará sua capacidade de proteção de um grupo de batalha, quando atuando como escolta. O canhão Bofors 57 mm 70 será atualizado para a versão MK-3 o que trará capacidade de destruir alvos de pequeno porte como UAVs, helicópteros e mísseis antinavio que estejam a caminho para afundar a Halifax. O míssil RGM-84D Block IC será substituído pela mais capaz versão RGM-84L Block II que opera com dados de GPS, tendo seu alcance estendido para 278 km e com capacidade de ser usado contra alvos em terra. Estas modificações começaram a ser instaladas no final do ano passado (2010) e devem estar terminadas em 2015, tornado a Halifax uma das mais bem equipadas fragatas ocidentais.
Acima: Embora estes navios tenha uma capacidade de combate bastante equilibrada, os submarinos, ainda, são seu principal alvo.
FICHA TÉCNICA (modernizada)
Tipo: Fragata de patrulha.
Tripulação: 225 tripulantes.
Tripulação: 225 tripulantes.
Data do comissionamento: Junho de 1992.
Deslocamento: 4770 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 134,1 mts.
Boca: 16,4 mts.
Propulsão: Duas turbinas a gás General Electric LM 2500 com 47500 Hp; Um motor Diesel SEMT Pielstick 20PA6 V280 com 8800 Hp.
Velocidade máxima: 30 nós (55 km/h).
Alcance: 13150 Km.
Sensores: Radar Thales Smart L MK2 com 250 Km de alcance. Radar de busca de superfície: Saab Microwave Systems HC-150 Sea Giraffe com 74 km de alcance contra navios grandes; Radar de controle de fogo Thales Nedeland SPG-503. Sonar rebocado CONTASS; um sonar de casco AN/ SQS-510. Sistema de busca infravermelha Thales Canadá Sirius (IRST).
Armamento: um canhão de fogo rápido Bofors 57 mm 70 MK3; um canhão CIWS Phalanx MK-15 Block 1 B calibre 20 mm; seis metralhadoras M-2HB em calibre .50 (12,7 mm); dois lançadores quádruplos de mísseis antinavio RGM-84L Block II; oito 8 lançadores verticais duplos mísseis para mísseis antiaéreos de médio alcance RIM-162 ESSM; dois lançadores duplos MK-32 de torpedos leves MK-46 Mod 5.
Aeronaves: 1 helicóptero Sikorsky CH-124 Sea King
Deslocamento: 4770 toneladas (totalmente carregado).
Comprimento: 134,1 mts.
Boca: 16,4 mts.
Propulsão: Duas turbinas a gás General Electric LM 2500 com 47500 Hp; Um motor Diesel SEMT Pielstick 20PA6 V280 com 8800 Hp.
Velocidade máxima: 30 nós (55 km/h).
Alcance: 13150 Km.
Sensores: Radar Thales Smart L MK2 com 250 Km de alcance. Radar de busca de superfície: Saab Microwave Systems HC-150 Sea Giraffe com 74 km de alcance contra navios grandes; Radar de controle de fogo Thales Nedeland SPG-503. Sonar rebocado CONTASS; um sonar de casco AN/ SQS-510. Sistema de busca infravermelha Thales Canadá Sirius (IRST).
Armamento: um canhão de fogo rápido Bofors 57 mm 70 MK3; um canhão CIWS Phalanx MK-15 Block 1 B calibre 20 mm; seis metralhadoras M-2HB em calibre .50 (12,7 mm); dois lançadores quádruplos de mísseis antinavio RGM-84L Block II; oito 8 lançadores verticais duplos mísseis para mísseis antiaéreos de médio alcance RIM-162 ESSM; dois lançadores duplos MK-32 de torpedos leves MK-46 Mod 5.
Aeronaves: 1 helicóptero Sikorsky CH-124 Sea King
Acima: A Halifax possui um hangar para prestar suporte a um helicópteros de médio porte, CH-124 Sea King, usado em missões anti-submarino (ASW).
Acima: Aqui uma Halifax escolta um super porta aviões norte americano em dos muitos exercícios militares da OTAN.
ABAIXO PODEMOS VER UM VÍDEO DE UMA DAS FRAGATAS HALIFAX (A HMCS CALGARY) CHEGANDO EM PEARL HARBOR







12 comentários:
No te4xto voce fala em 13150 km de autonomia, ja na ficha tecnica voce fala em 9000. não entendi, a final qual o alcance dela?
Outra coisa, me diga o que voce acha? seria uma boa opção para a modernização da nossa Marinha, do Brasil?
Olá Carlindo. O dado correto é 13150 km. Desculpe. Como mantenhop uma ficha técnica padronizada para todos os navios do tipo, fragata, corveta, destroier e cruzador, eu copio e colo aficha de materias anteriores e mudo os dados apenas. Este passou desapercebido.
Obrigado pelo toque. Já acertei o texto.
Abraços
Comandante Di Santis!!.Saudaçôes Senhor!!.Gostaria de saber como anda o programa de reaparelhamento da marinha com a possivel aquisiçâo das fragatas Fream,e qual seria a quantidade nescessària para equipar nossa marinha????
Olá Eder. Eu penso que o ideal seria 10 fragatas da classe Aquitaine (FREMM Francesa) seria o que o Brasil precisaria deste tipo de navio. Porém, a marinha ainda não se decidiu. Quando estava quase certo que iria comprar a FREMM italiana, a previsão era para 3 navios, inicialmente, para depois comprar mais.
Abra~ços
Parabéns pelo texto,vendo as outras Marinhas preocupadas com a sua defesa,gostaria de saber do nobre amigo até quando a nossa Esquadra aguenta até vim as futuras Escoltas e Submarino já que até agora só estamos vivendo de ideias futuristas e nada e decidido. Será que o Brasil está no caminho certo em termo de defesa e qual a nossa posição hoje na América do sul.
Olá F. Alves.
Obrigado. A marinha brasileira conta com um numero de navios maior que de nossos vizinhos. Porém nossos navios tem capacidade de combate limitada devido a falta de sistemas de armas de melhor desempenho.
Nossa marinha é melhor administrada que a nossa força aérea. Os submarinos já estão sendo montados. A coisa andou rápido até. Mas a compra de navios pode demorar ainda. Não existe uma concorrência, oficialmente, aberta. Os fabricantes estão oferecendo seus navios pois já sabem que a marinha vai abrir uma concorrência.
Abraços
Fernandi Alves da silva disse...
Sr Carlos recebi um email falando que a Marinha está fechando com estaleiro espanhol Navantia para a construção de onze navios de superfície,sendo 5 fragatas escoltas,5 patrulha oceânicas e 1 navio de apoio logístico. Tudo isso com passagem de tecnologias e entrega dos navios em 2023 . Seria uma boa ? Os projetos dos concorrentes Alemanha, Coreia do Sul, França, Itália e Inglaterra são melhores .
Olá Fernandi. O Brasil não fechou com a Navantia e nem com outra empresa. A navantia espanhola e a Lockheed martin dos Estados Unidos estiveram esta semana por aqui para proporem a compra de muitos navios de guerra. O Brasil tende a comprar o modelo italiano FREMM, mas meu favorito, de longe, é a FREMM francesa.
Abraços
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